quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

viajem

Vou viajar, e não levo nada.
Vou procurar a resposta que não encontrei no canto do rouxinol, no sorriso das pessoas, no perfume das flores... Deixo-te meus poemas.
Relê-os quando o silêncio do universo oprimir-te, quando a inquietação tomar conta de ti.
Celebrei o perfume das flores, o sorriso das pessoas, mas nunca desenhei algo que simbolizava a melancolia.
Uma noite, quando vires a lua, lá no alto, solitária, pensa um minuto na poetisa cuja tristeza foi tão grande que viajou para um lugar de onde nunca, nunca se volta.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Convicções

Tudo é simples
para quem adia sempre o momento.
Tudo é nada
para quem descreu
de si e do mundo
È ninguém e nada sabe
sente-se só mesmo rodeado
de pessoas.
Foge de si mesmo
tentando se encontrar
corre ansiosamente
atrás de não sabe o quê...

Uma pálpebra que bate desesperada
Um cigarro impossível de acender.
Uma arma tão absurda quanto o frio, o sono, a hora, a vida...
Solidão e tristeza nas noites,
lágrimas que escorrem,
vozes que não são ouvidas,
pedidos de socorro em cada olhar
Busca frenética de afetos...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Made in TV


Às vezes, eu paro para reparar nas pessoas que estão em minha volta, naquelas que vejo com frequência ou as que vejo muito raramente, mas enfim...
Ando percebendo que ninguém está satisfeito, ninguém está realmente feliz.
Parem e pensem: qual foi a ultima vêz que você viu uma pessoa dizer que gostava realmente do rumo em que estava sua vida?!
Difícil né?
Na minha opinião, as pessoas não estão felizes por coisas que, às vezes, nem elas mesmas sabem. Por exemplo: A MÍDIA.
Aí você se pergunta: o que a mídia tem a ver com isso? Qual é a culpa dela por as pessoas não estarem felizes?
Eu respondo.

A televisão, por exemplo, vende para as pessoas uma felicidade, uma alegria, amores... coisas que se você for avaliar friamente e com razão, são muito poucas as pessoas que vivem essa realidade ( muito poucas realmente).
Não acreditam!? então parem para ver um pouco de televisão. Você vai ver alguma novela que retrate um amor perfeito, ou que fale sobre alguém que está totalmente satisfeito com sua vida.
Você vai ver inúmeros comerciais e programas que falam sobre a vida e as pessoas de forma ingênua e perfeita, mostra ideais de beleza os quais as pessoas querem seguir. Mostram a moda que elas devem querer aderir. Você começou a entender? Ainda não?!
Então deixe-me ser mais objetiva:
A mídia desde sempre ditou tendências, ideais e formas de vida para que as pessoas desejem. Mas o que acontece é que não é assim tão fácil. Não é assim tão simples.
Suponhamos que uma pessoa que já não esteja se sentindo bem com sua vida PARE PARA VER algum comercial ou novela, ou qualquer coisa que mostre esse tipo de felicidade que nelas é retratada. O que vai acontecer?
Essa pessoa vai se sentir ainda mais infeliz com sua vida, por que não tem o corpo daquela atriz, ou por que não tem aquela casa e aquele emprego.
Uma esposa pode perceber que seu marido não é EXATAMENTE aquele "Brad Pitt" que abriu a porta do carro para a namorada entrar. Um homem pode se dar conta que não pode dar para sua família aquele padrão de vida tão desejável... A lista é infinita!
E isso tudo resulta em uma só coisa: INFELICIDADE.
Infelicidades que gera insatisfação. Insatisfação que gera brigas. Brigas que podem levar ao divórcio de um casal, por exemplo que estaria muito bem obrigada, se não tivessem parâmetros tão irreais para comparar com a própria relação. Leva uma jovem NORMAL a tornar-se BULÍMICA ou ANORÉXICA siplesmente porque a revista A, B, ou "consultores de beleza" dizem (com seus manequins) que o número da sua calça DEVE ser 36. E assim caminha a humanidade.

O meu conselho é:

Parem de se influenciar pela mídia,
Pare um pouco de achar que só vai ser feliz se tiver, se for e se quiser
o que a mídia quer que você queira. Seja você mesmo.

Viva a seu modo, seu padrão, toque a sua vida da maneira que lhe for propícia e que melhor se encaixe em sua realidade. Aceite seu corpo de acordo com seu biotipo.
E como diria Herbert Vianna: "cuide bem do seu amor, seja quem for"... Cada pessoa expressa sentimentos de um jeito, não significa que tenha de fazer "assim" ou "assado".

Não viva imaginando como a sua vida seria SE você tivesse aquilo, SE você fosse daquele jeito, o SE não é real. A sua vida sim.

Então decida-se:
Você quer o que você realmente quer,
ou você quer o que a mídia quer que você queira?

Essência

 De esperanças e limites me sustento no habito de viver a vida em si mesma, no sonho que se perde na sua mais restrita eternidade.
 Alem da noite, a rota das estrelas desperta antiga mágoa em meu silencio. E Essa estranha alegria irrevelada acolhe o meu olhar em desespero.
 Entre as pedras do caminho escolho o rumo mais longo. Mas pressinto na curva da viajem a distancia, já concrava, morrendo sobre a cumplicidade do horizonte.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Saudades

Ah! Que saudades de ti...
O dia não passa,
e o meu pensamento é só para ti.

Ah! Que saudades de ti...
De teus abraços,
de teus beijos,
dos teus afagos.

Ah! Que saudade de ti...
De tuas carícias,
tuas palavras.
E a minha confiança começa a ser depositada somente em ti.

Sinto falta da tua presença...
Mesmo que este sentimento acabe amanha,
Tenho certeza que as lembranças ficaram para um amanha.

Ah! Se tu soubesses como preciso de ti...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Perdão

Desculpa o tanto que te fiz mal
e esquece tudo o que te fiz de bem.
Desculpa o meu amor tão natural
e que por ser assim foi mais além

E te deu essa forma de horizonte
que se abre nas laminas de Abril,
sempre tentando aproveitar o tom
das nuvens para o teu perfil.

 E num giro de luz (lua e farol)
anoiteceu teu corpo sem nenhum sinal
que revelasse a tua imagem.

E da raiz mais limpa da manhã
foi colhendo a essência até a última
gota de orvalho, neste afã de te dar
sempre a gota mais azul.

E amou teu nome de silêncio e mel;
e amou teu canto de distância e fim.
Esquece agora quem te foi fiel,
Desculpa o tanto que te dei de mim.

sábado, 24 de setembro de 2011

Confissão

 Teus olhos sabem bem como me olhar
Tua boca conhece os caminhos a percorrer...
Tuas mãos conhecem o mapa do meu corpo:
Planaltos, planícies, montanhas e depressões...

 Ao poder deste olhar
Sinto-me nua e desprotegida,
Tira-me as armas, derruba meu exército, e as fronteiras não existem mais...

 Tua pele de encontro a minha
È toque particular,
Teu corpo carrega em si divindade tamanha,
Que nem em mil anos do meu poderia se apagar...

 Vou admirando este momento
Da janela do meu coração
De onde assisto tão grandiosa entrega...

 Novamente cedo-te os aposentos de minha alma
E me pergunto se algum dia saístes de lá...