Amanha é 12 de outubro, dia das crianças.
Mas o que realmente isso quer dizer? No começo de setembro começam as propagandas na televisão. De um lado, brinquedos, roupas, presentes caros, sonhados com ardor pelas crianças. Do outro, a realidade: a maioria das crianças do país não terão acesso a nada disso nesse dia. Chocante?
Também nessa época começam as mobilizações pelo país: doações de brinquedos para as crianças menos favorecidas, criança esperança e afins. Não que não haja boas intenções por trás disso, mas mesmo assim, como a sociedade é hipócrita! A maioria passa o ano inteiro sem se dar conta da vida a sua volta. A pessoa que comprou um brinquedo qualquer para a doação, muitas vezes foi a mesma que fechou o vidro do carro ao ver uma criança pedindo esmolas no transito, ou que passou reto por uma na mesma situação nas ruas. O ano inteiro são vistos como marginais, mas hoje não. Doa-se um brinquedo (quando doa-se), sem sentimento, sem esforço, sentem-se como se estivesse curando o câncer a quantidade. Como são filantropos!...
Essas crianças vagam por ai sem nenhuma pretensão de futuro, o corpo e a alma desnutridas, e as pessoas simplesmente ignoram, pra lembrar uma vez por ano, de que elas ainda estão lá! São como girassóis que vem o sol uma vez ao ano, para no resto do tempo, permanecerem no escuro, se perguntando pra onde foi aquele feixe de luz.
O dia a dia de uma criança na periferia não é fácil. A maioria começa a trabalhar cedo pra ajudar em casa, deixam de frequentar a escola, não possuem uma estrutura real. O lazer é caro, de difícil acesso, e os poucos lugares que elas poderiam frequentar, praças por exemplo, são longe do lugar onde moram. Brinquedos? A vida é muito difícil e isso não é prioridade. Além disso, 85% das crianças que sofrem maus tratos no país, são as crianças que vivem nessas áreas, os dados não mentem. Passam o ano inteiro sem ter a menor ideia do real significado da palavra infância e, em um único dia, vêem supervalorizadas coisas que elas apenas sonham em ter. E assim, essas crianças aos poucos se revoltam, se rebelam.
O mais repugnante é vermos as elites, que nada sabem sobre os motivos pelos quais essas crianças crescem e se tornam malfeitores (já que ninguém é o que é por acaso), realizarem campanhas nos seus meios de comunicação pela redução da maioridade penal como forma de resolver o problema da violência em nosso país. Dissimulam, assim, a verdadeira causa de todo o problema: termos uma reduzida minoria dona de tudo e a grande maioria que não é dona de nada a não ser sua força de trabalho, que vendem (quando conseguem) em troca de um salário miserável e dignidade nenhuma. Procuram tratar o efeito e não a causa dos problemas sociais no pais, porque é muito mais fácil jogar a sujeira debaixo do tapete e fingir que a situação está resolvida. No fundo, eles não se importam. Estão apenas tampando buracos na sociedade. Ao invés de investir e reivindicar leis que mudem a situação, pressionar o governo a investir na urbanização dessas áreas e incluir socialmente essas pessoas, é mais fácil colocá-las onde elas não vão incomodar, as vezes, este lugar é na cadeia. É notável como, apenas em são paulo, o numero de presidios construidos foir exorbitantemente maior que o numero de novas escolas e a coorelação das coisas me parece muito simples. Como já diria Seu Jorge na música Brasis: "Tem um Brasil que é próspero, outro não muda. Um Brasil que investe, outro que suga...".
O Brasil é um pais desigual, isso não é novidade pra ninguém. O que parece não ter ficado claro é que a obrigação com as crianças do país, enquanto cidadãs, é do governo. Por mais que pessoas realmente bem intencionadas ajudem, ainda não é o suficiente. Mas, por aqui não faz política, se faz politicagem. Contorna-se os problemas, aliena-se as massas, é dado o ópio do esporte, da sensualidade, mas investir em educação, cuidar dessas crianças diariamente, como elas precisam, isso não é feito....
É extremamente contrastante essa realidade com o significado da data - que a maioria nem ao menos sabe: o dia das crianças foi estabelecido em 1959, quando o UNICEF oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos aos quais todas as crianças do mundo deveriam ter acesso como alimentação, moradia, saúde e educação. Será que sabendo disso, é possível ver esse dia com os mesmos olhos? Uma vez que os objetivos e ideais da data não são cumpridos, sendo, pelo contrário, ignorados pelo governo, qual o significado, que conotação ela adquire? Feriado midiático/capitalista pra vender brinquedos. E é só. Tira-se novamente o foco do que realmente interessa. É ótimo ganhar presentes, mas de que vale um presente quando não se tem o básico? Até o próprio ideal parece ridículo.
Enquanto tudo isso acontece, você vai pegar seus filhos, sobrinhos, irmãos... levá-los ao shopping pra escolher o presente deles e não vai ao menos fazer questão de dizer o quanto eles tem sorte por você ter condições de dar isso a ele. Aqueles que não poderão dar exatamente o que a criança quer, vão optar por algo mais acessível, e se sentirão culpados por isso, se desculparão ao invés de dizerem: "você tem muita sorte, muitos não vão ganhar nada, a maioria, nem se lembrará que dia é hoje." É dever moral de um educador mostrar a realidade do mundo aos filhos. É erro nosso dizer que eles não entendem. Eles precisam saber o quanto são privilegiados. Do contrário, irão crescer, vendo tv e acreditando piamente que tudo é daquele jeito que você pintou: perfeito e irreal. Se não fizermos nossa parte, ai sim, eles irão crescer e se tornar adultos que não entendem nada.
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
Aquele sobre padrões de beleza
As
pessoas não param pra pensar em como é desnecessária tamanha
preocupação pelos padrões corporais impostos. O quanto é controverso se
dizer livre, e ao mesmo tempo, se sentir preso pelas apertadas correntes
formadas pela mídia, o mundo da moda, a sociedade de forma geral. Se submetem a interferir em suas próprias formas e nem ao menos
se perguntam o porque disso. Não o porque de mudar, mas porque se quer
mudar. A grande verdade é que beleza não é uma questão definitiva, nem
absoluta. Ela muda conforme a época, assim como o pensamento midiático
que impõe esses padrões. E eles são impostos por um motivo.
Analisando históricamente, vemos que a "beleza" anda de mãos dadas com o pensamento social em relação as pessoas, e mais fortemente, em relação as mulheres. Na era clássica, os gregos julgavam belas as mulheres mais gordinhas, pelo fato de isso ser um indicador de riqueza. O nu artístico, era puramente artístico, não era visto de forma erótica.
No feudalismo, o recato, a delicadeza e aparência de pureza eram indicadores de beleza, isso por causa dos princípios cristãos aplicados na época. O seios, quadris, nada disso era considerado erótico, porque o erotismo era pecado.
No renascimento, os ideais clássicos foram retomados e mantidos, Vênus de Milo, além das três graças e muitos outros onde as formas cheias faziam os homens delirarem com a benção concedida pelo helenismo, são bons exemplos disso. Durante o século 19, século hipócrita onde muito se pensava e se estudava sobre sexo e pouco se falava, a beleza era medida pela aparente capacidade corporal de dar filhos, (coisa que foi determinante em praticamente todos os períodos históricos) e não havia tanta vaidade, o tamanho dos seios não era importante, não era sinonimo de atrativo.
Mais tarde o importante era o tamanho do quadril. No século 20, começaram atos revolucionários que começavam a moldar a mente das "pessoas modernas" e toda a beatitude medieval, o corpo cheio clássico, e os quadris largos... já não se encaixavam. As mulheres começavam a se integrar de verdade na sociedade e pra isso precisavam ser magras e se vestir de forma prática, desse modo, surgiu a aversão as gordinhas. Seios grandes eram desnecessários e incomodos, quadris largos, nem se fala. Chanel revolucionou o mundo feminino colocando as calças em seus guarda-roupas.
E hoje, os padrões coincidem com um século totalmente sexualizado. Dispensa explicações e comentários. O ponto principal é: o que hoje é bonito, nem sempre foi, e nem será pra sempre visto dessa forma. Então pra que tentar se adaptar a esses padrões, tão mutáveis? pra que mudar a si mesmo, se os padrões se mudam sozinhos?
Analisando históricamente, vemos que a "beleza" anda de mãos dadas com o pensamento social em relação as pessoas, e mais fortemente, em relação as mulheres. Na era clássica, os gregos julgavam belas as mulheres mais gordinhas, pelo fato de isso ser um indicador de riqueza. O nu artístico, era puramente artístico, não era visto de forma erótica.
No feudalismo, o recato, a delicadeza e aparência de pureza eram indicadores de beleza, isso por causa dos princípios cristãos aplicados na época. O seios, quadris, nada disso era considerado erótico, porque o erotismo era pecado.
No renascimento, os ideais clássicos foram retomados e mantidos, Vênus de Milo, além das três graças e muitos outros onde as formas cheias faziam os homens delirarem com a benção concedida pelo helenismo, são bons exemplos disso. Durante o século 19, século hipócrita onde muito se pensava e se estudava sobre sexo e pouco se falava, a beleza era medida pela aparente capacidade corporal de dar filhos, (coisa que foi determinante em praticamente todos os períodos históricos) e não havia tanta vaidade, o tamanho dos seios não era importante, não era sinonimo de atrativo.
Mais tarde o importante era o tamanho do quadril. No século 20, começaram atos revolucionários que começavam a moldar a mente das "pessoas modernas" e toda a beatitude medieval, o corpo cheio clássico, e os quadris largos... já não se encaixavam. As mulheres começavam a se integrar de verdade na sociedade e pra isso precisavam ser magras e se vestir de forma prática, desse modo, surgiu a aversão as gordinhas. Seios grandes eram desnecessários e incomodos, quadris largos, nem se fala. Chanel revolucionou o mundo feminino colocando as calças em seus guarda-roupas.
E hoje, os padrões coincidem com um século totalmente sexualizado. Dispensa explicações e comentários. O ponto principal é: o que hoje é bonito, nem sempre foi, e nem será pra sempre visto dessa forma. Então pra que tentar se adaptar a esses padrões, tão mutáveis? pra que mudar a si mesmo, se os padrões se mudam sozinhos?
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Redundância
Dizem que não são as respostas que movem o mundo e sim as perguntas. Parei pra pensar nisso e advinhem só, cheguei a várias respostas. Uma mais inconclusiva que a outra. Não interessa quantos textos eu escreva e quantas frases eu formule, as
coisas que eu comece a falar sozinha e grave e regrave pra ouvir depois e
tentar chegar a alguma conclusão, a conclusão não vem. Mas, vamos lá.
E se tivéssemos a resposta pra perguntas do tipo: quem somos? De onde viemos? O mundo foi criado ou evoluiu? Ou evoluiu depois de ser criado? Como se organiza a sociedade? Como se compõe o sistema? Por que é tão difícil viver em paz?
Se eu for citar todas as perguntas, não vou terminar nem hoje, nem nunca. Mas, voltando ao que eu estava dizendo, talvez o fato principal de não conseguirmos responde-las seja porque, se respondêssemos, o mundo pararia de girar. Por mais ínfimas e parciais que fossem as respostas, a maioria se daria por satisfeito. E isso resultaria numa eminente estagnação.
Imaginem se a ciência encontrasse a resposta pra todos os problemas? Seria ótimo, não? Mas e depois? O fato é que no caminho de encontrar as respostas pra determinadas perguntas, os cientistas acabam encontrando as respostas de outras e/ou encontrando novas perguntas. Causando dessa forma a evolução do método cientifico, fazendo o mundo girar de modo que uma pergunta se torna uma resposta parcial a outra, e assim elas vão se interligando, formando verdades totalmente inquestionáveis. Até que surgem novos pensadores, novos loucos e hereges que as absorvem, contestam e as derrubam. Provando que a verdade é que a única certeza da vida é que as perguntas são infindáveis.
Talvez esse seja o sentido de tudo. Perguntar, e perguntar infinitamente. Refletir trinta vezes sobre o mesmo assunto, estudar, escrever, falar e se inquietar e não conseguir dormir. Exercer o que só uma pessoa pode fazer: pensar. No fundo, essas perguntas sem resposta estão ai pra isso. Pra nos lembrar de que não podemos dormir, acordar todas as manhas, abrir a janela, olhar pra fora e ver o mundo como algo normal. Porque não é. A vida que se desenrola e surge a cada minuto diante dos nossos olhos é assustadora, minuciosa e sublime. Se não fossem essas perguntas sem resposta, talvez parássemos de pensar ao ponto de não sabermos o porque de nos inquietarmos, de nos incomodarmos, de que é isso que nos difere de todas as outras criaturas no mundo. Precisamos construir a nós mesmos e as coisas a nossa volta, e não existe outra forma de manter essas construções em pé sem os blocos das perguntas. Porque as perguntas são imutáveis mesmo depois de respondidas, as resposta não, não servem de alicerce.
Existem pessoas que não se questionam, não tem nenhuma pergunta. Logo, nenhuma resposta. E sem ambos ou pelo menos um dos dois, qual é o sentido de viver? Não há sentido. Elas parecem não saber que tropeçam todos os dias nos nós traçados pelo destino. E o destino? Ele existe? O destino é um deus, e segue incompreendido e cego. Como nós. Ceguíssimos... Mas, existe? Não sei. E qual o problema afinal de contas? É só mais uma pergunta pra compor a listas das que vão tirar meu sono um dia desses.
E se tivéssemos a resposta pra perguntas do tipo: quem somos? De onde viemos? O mundo foi criado ou evoluiu? Ou evoluiu depois de ser criado? Como se organiza a sociedade? Como se compõe o sistema? Por que é tão difícil viver em paz?
Se eu for citar todas as perguntas, não vou terminar nem hoje, nem nunca. Mas, voltando ao que eu estava dizendo, talvez o fato principal de não conseguirmos responde-las seja porque, se respondêssemos, o mundo pararia de girar. Por mais ínfimas e parciais que fossem as respostas, a maioria se daria por satisfeito. E isso resultaria numa eminente estagnação.
Imaginem se a ciência encontrasse a resposta pra todos os problemas? Seria ótimo, não? Mas e depois? O fato é que no caminho de encontrar as respostas pra determinadas perguntas, os cientistas acabam encontrando as respostas de outras e/ou encontrando novas perguntas. Causando dessa forma a evolução do método cientifico, fazendo o mundo girar de modo que uma pergunta se torna uma resposta parcial a outra, e assim elas vão se interligando, formando verdades totalmente inquestionáveis. Até que surgem novos pensadores, novos loucos e hereges que as absorvem, contestam e as derrubam. Provando que a verdade é que a única certeza da vida é que as perguntas são infindáveis.
Talvez esse seja o sentido de tudo. Perguntar, e perguntar infinitamente. Refletir trinta vezes sobre o mesmo assunto, estudar, escrever, falar e se inquietar e não conseguir dormir. Exercer o que só uma pessoa pode fazer: pensar. No fundo, essas perguntas sem resposta estão ai pra isso. Pra nos lembrar de que não podemos dormir, acordar todas as manhas, abrir a janela, olhar pra fora e ver o mundo como algo normal. Porque não é. A vida que se desenrola e surge a cada minuto diante dos nossos olhos é assustadora, minuciosa e sublime. Se não fossem essas perguntas sem resposta, talvez parássemos de pensar ao ponto de não sabermos o porque de nos inquietarmos, de nos incomodarmos, de que é isso que nos difere de todas as outras criaturas no mundo. Precisamos construir a nós mesmos e as coisas a nossa volta, e não existe outra forma de manter essas construções em pé sem os blocos das perguntas. Porque as perguntas são imutáveis mesmo depois de respondidas, as resposta não, não servem de alicerce.
Existem pessoas que não se questionam, não tem nenhuma pergunta. Logo, nenhuma resposta. E sem ambos ou pelo menos um dos dois, qual é o sentido de viver? Não há sentido. Elas parecem não saber que tropeçam todos os dias nos nós traçados pelo destino. E o destino? Ele existe? O destino é um deus, e segue incompreendido e cego. Como nós. Ceguíssimos... Mas, existe? Não sei. E qual o problema afinal de contas? É só mais uma pergunta pra compor a listas das que vão tirar meu sono um dia desses.
sábado, 6 de julho de 2013
O último superlativo
O funkeiro Mc
Daleste morreu. Foi baleado enquanto fazia um show. E eu estou vendo muitos fazendo pouco caso disso e
piadinhas no facebook do tipo "menos um funkeiro no mundo". Não gosto de funk, isso
não é segredo. Mas tratar com descaso um ato de violência e agir dessa
forma simplesmente pelo tipo de musica que ele cantava é ridiculo, sem
mencionar que é de um pensamento extremamente pequeno. Pequeníssimo. Muitos reclamam que não são
compreendidos, que não são aceitos, que são julgados, mas olha só as atitudes que tomam...
Dizem por ai que a vida é um espelho. Será que com alguns pensamentos e comentários estamos emitindo o respeito e a compreensão que queremos dos outros? Antes de rockeiros, funkeiros ou qualquer outro rótulo, somos pessoas. Somos vidas. E toda vida tem valor. A questão é que ninguém é o que é por acaso. Somos nosso meio social, a familia em que crescemos, as pessoas com quem convivemos e em quem nos espelhamos, os amigos que fazemos, pelo que nos esforçamos. Eu não sei nada sobre ele, ouvi uma musica aleatóriamente, mas tenho certeza que ele como todo mundo tinha defeitos mas também tinha qualidades. E essas qualidades, o que ele foi como pessoa, pra si e pra quem gostava dele, não tem preço, por mais que muitos saibam o preço de tudo e o valor de COISA NENHUMA. Quem somos nós? QUEM SÃO VOCÊS pra dizer que "foi melhor porque é menos um funkeiro no mundo"? Que direito nós temos de dizer algo assim? Quem sabe no dia que essas pessoas morrerem, tenha alguem pra dizer que foi menos um hipócrita, menos um ignorante no mundo. Estariam certíssimos.
O fato é que se fosse um artista de outro gênero, a grande maioria acharia absurdo. Como as pessoas são cegas. Ceguíssimas. Muitos não gostam do funk pela obscenidade, mas ao mesmo tempo, ouvem musicas gringas que são igualmente ou as vezes até piores. Mas, ninguem julga não é mesmo? Pregam a liberdade de expressão apenas e somente quando a expressão é a sua própria.
Comecem a pensar um pouco, vocês que se dizem tão humanos, vocês que protestam pela diminuição da tarifa, vocês que querem os direitos dos animais e o fim do bullying, entre outras causas... entendam que nada disso tem valor se você não souber valorizar o que significa a vida de alguém. Estão dizendo muito ultimamente que "O Brasil acordou". Acordou pra que exatamente? As balas de borracha nos manifestantes chocam, revoltam. Mas as balas de verdade, que matam na periferia são vistas como "meio de tirar mais um funkeiro do mundo"? Não percebem que ambos estão errados? Pelo visto não. Estão de fato, "acordadíssimos".... HIPÓCRITAS.
Dizem por ai que a vida é um espelho. Será que com alguns pensamentos e comentários estamos emitindo o respeito e a compreensão que queremos dos outros? Antes de rockeiros, funkeiros ou qualquer outro rótulo, somos pessoas. Somos vidas. E toda vida tem valor. A questão é que ninguém é o que é por acaso. Somos nosso meio social, a familia em que crescemos, as pessoas com quem convivemos e em quem nos espelhamos, os amigos que fazemos, pelo que nos esforçamos. Eu não sei nada sobre ele, ouvi uma musica aleatóriamente, mas tenho certeza que ele como todo mundo tinha defeitos mas também tinha qualidades. E essas qualidades, o que ele foi como pessoa, pra si e pra quem gostava dele, não tem preço, por mais que muitos saibam o preço de tudo e o valor de COISA NENHUMA. Quem somos nós? QUEM SÃO VOCÊS pra dizer que "foi melhor porque é menos um funkeiro no mundo"? Que direito nós temos de dizer algo assim? Quem sabe no dia que essas pessoas morrerem, tenha alguem pra dizer que foi menos um hipócrita, menos um ignorante no mundo. Estariam certíssimos.
O fato é que se fosse um artista de outro gênero, a grande maioria acharia absurdo. Como as pessoas são cegas. Ceguíssimas. Muitos não gostam do funk pela obscenidade, mas ao mesmo tempo, ouvem musicas gringas que são igualmente ou as vezes até piores. Mas, ninguem julga não é mesmo? Pregam a liberdade de expressão apenas e somente quando a expressão é a sua própria.
Comecem a pensar um pouco, vocês que se dizem tão humanos, vocês que protestam pela diminuição da tarifa, vocês que querem os direitos dos animais e o fim do bullying, entre outras causas... entendam que nada disso tem valor se você não souber valorizar o que significa a vida de alguém. Estão dizendo muito ultimamente que "O Brasil acordou". Acordou pra que exatamente? As balas de borracha nos manifestantes chocam, revoltam. Mas as balas de verdade, que matam na periferia são vistas como "meio de tirar mais um funkeiro do mundo"? Não percebem que ambos estão errados? Pelo visto não. Estão de fato, "acordadíssimos".... HIPÓCRITAS.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Sereníssima
Quando perguntam a uma criança: "o que você quer ser quando crescer?", ela responde verdadeiramente o que quer SER. Bailarina, astronauta, jogador de futebol, professora, bombeiro e por ai vai. Essas crianças crescem e quando adolescentes, se questionadas novamente, raramente as respostas vão ser as mesmas. A pergunta mudou de tom. De significado. Antes: o que você quer ser? Agora: Com o que você quer trabalhar pra ganhar dinheiro?
É cada dia mais evidente que a grande maioria das pessoas não trabalham com o que gostam, abandonam os sonhos porque são socialmente obrigadas a serem bem sucedidas. Mas o que ser bem sucedido significa? Trabalhar o dia inteiro rezando pra chegar a hora de ir embora, simplesmente porque odiamos o que fazemos, mas o que fazemos paga as contas? Nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, nos aposentamos e isso é tudo. Não deveria ser.
No fundo, sabemos que merecemos mais. Então porque, se temos a oportunidade, não sermos aquilo que queríamos? Não vale mais a pena um salário menor com a convicção de estar fazendo o que se deve fazer? Ninguém está aqui por acaso, seria um disperdício de tempo e de espaço acreditarmos que estamos nessa vida a passeio. Além de sermos bem sucedidos, temos o dever com nós mesmos de sermos bem realizados. Como já diria Renato Russo na música que dá titulo a esse texto, "O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe". E nada define melhor o que eu estou dizendo.
Passamos a maior parte de nossos dias trabalhando, e essas horas por dia se tornam a maior parte de nossas vidas. Abrimos mão de sairmos pra nos divertir, quem tem filhos abre mão do tempo que tem com eles porque precisa trabalhar, deixa de fazer o que gosta porque não tem tempo, os exemplos são infinitos. Não podemos perder nossas vidas dessa forma, sem um propósito. Não podemos nos levantar todos os dias e não sabermos o motivo, não termos uma boa visão de futuro e muito menos de presente.
Não mintamos. Todos querem ganhar bem. Mas ganhar bem e desperdiçar a vida não me parece um bom cenário. Não me tomem como hipócrita. Eu não escolhi medicina, não escolhi engenharia. Poderia ter escolhido. Sem a menor duvida eu seria capaz de fazê-los e ganharia melhor. Mas, eu escolhi o que vai me fazer feliz. O que eu sinto que estou aqui pra fazer. Escolhi uma das carreiras mais difíceis e que mais precisa de ajustes neste país: eu escolhi ser professora. Cansei de ouvir comentários do tipo: "você tem capacidade pra mais", "escolhe uma profissão na qual você vá ganhar melhor", e coisas do tipo. Não, obrigada. Fiquem vocês com seus ideais errados de ser "bem sucedido". E quem tem coragem, que seja bem realizado.
É cada dia mais evidente que a grande maioria das pessoas não trabalham com o que gostam, abandonam os sonhos porque são socialmente obrigadas a serem bem sucedidas. Mas o que ser bem sucedido significa? Trabalhar o dia inteiro rezando pra chegar a hora de ir embora, simplesmente porque odiamos o que fazemos, mas o que fazemos paga as contas? Nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, nos aposentamos e isso é tudo. Não deveria ser.
No fundo, sabemos que merecemos mais. Então porque, se temos a oportunidade, não sermos aquilo que queríamos? Não vale mais a pena um salário menor com a convicção de estar fazendo o que se deve fazer? Ninguém está aqui por acaso, seria um disperdício de tempo e de espaço acreditarmos que estamos nessa vida a passeio. Além de sermos bem sucedidos, temos o dever com nós mesmos de sermos bem realizados. Como já diria Renato Russo na música que dá titulo a esse texto, "O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe". E nada define melhor o que eu estou dizendo.
Passamos a maior parte de nossos dias trabalhando, e essas horas por dia se tornam a maior parte de nossas vidas. Abrimos mão de sairmos pra nos divertir, quem tem filhos abre mão do tempo que tem com eles porque precisa trabalhar, deixa de fazer o que gosta porque não tem tempo, os exemplos são infinitos. Não podemos perder nossas vidas dessa forma, sem um propósito. Não podemos nos levantar todos os dias e não sabermos o motivo, não termos uma boa visão de futuro e muito menos de presente.
Não mintamos. Todos querem ganhar bem. Mas ganhar bem e desperdiçar a vida não me parece um bom cenário. Não me tomem como hipócrita. Eu não escolhi medicina, não escolhi engenharia. Poderia ter escolhido. Sem a menor duvida eu seria capaz de fazê-los e ganharia melhor. Mas, eu escolhi o que vai me fazer feliz. O que eu sinto que estou aqui pra fazer. Escolhi uma das carreiras mais difíceis e que mais precisa de ajustes neste país: eu escolhi ser professora. Cansei de ouvir comentários do tipo: "você tem capacidade pra mais", "escolhe uma profissão na qual você vá ganhar melhor", e coisas do tipo. Não, obrigada. Fiquem vocês com seus ideais errados de ser "bem sucedido". E quem tem coragem, que seja bem realizado.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
"Vem pra rua". Pra quê?
A semana começou irreal. De todos os lados, explodia a revolta, a insatisfação o desejo de justiça e de mudança de um povo já há muito inerte. Comecei a semana com uma sensação maravilhosa de que de fato o povo estava acordando, que o aumento da tarifa dos onibus por todo o país havia sido apenas um estopim, o golpe de misericórdia, a última gota que fizera um copo cheio de descontentamentos transbordar e que, depois de conquistada a vitória da volta da tarifa ao preço normal, coisa da qual eu nunca duvidei, haveria uma pauta com coisas realmente importantes para serem modificadas e que continuariam todos lutando juntos por isso.
Mas, percebo uma alienação sem tamanho nesse momento, em todos os âmbitos. Politico, ideológico. Pessoal.
Hoje, vendo os "protestos" do dia, eu me pergunto onde foi parar o foco, o objetivo que todos tinham quando saíram pela primeira vez as ruas e gritaram em notório uníssono pela queda do preço das tarifas, e que tudo não era apenas pelos 20 centavos de aumento. Apesar da grande diversidade de modos de dizer, no fim se dizia o mesmo.
O que vejo agora é um povo disperso. Hoje, não houve unidade. Cada grupo gritava por algo diferente. Os que até o inicio da semana eram "irmãos de revolução" se tornaram hoje pessoas de ideais totalmente opostos. Uma confusão de cartazes com desejos totalmente diferentes. O que houve com uma das frases que eu mais ouvi no início da semana: "Estamos resolvendo um problema por vez"? Fico me perguntando o que todos acham que vão conseguir com essa confusão. Quando se faz um protesto cujo objetivo é claro, o governo pode aceitar ou não, sabendo onde deve agir para abrandar o povo. Nesse momento, um quer a saída de Renan Calheiros, outros, querem fora da comissão de direitos humanos o polemico Marco Feliciano, outros lutam contra a bolsa estupro. Todas causas nobres. Tudo coisas importantes de se conseguir. Mas onde o governo deve agir primeiro? Com cada um gritando uma coisa ao mesmo tempo, até nós mesmos estamos começando a ficar confusos.
Além de gritar
por objetivos diferentes, cada um gritou com alguém diferente. Partidários, apartidários
e fascistas, um gritando mais alto que o outro sem deixar que a Democracia,
conceito defendido com unhas e dentes no inicio do protesto e usado como
argumento contra a repressão da polícia, falasse mais alto e conduzisse o povo
a um objetivo real. Para muitos, ir aos protestos virou "role". Tá ai
todos os fogos e clima de festa relatado por inúmeras pessoas que estiveram presentes, que não me deixam mentir. O triste fato que eu
espero que não se consume, é que logo muitos não terão mais a menor ideia do
porque estão nas ruas.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Insatisfação
Se faz calor, queremos o frio
Se temos a brisa, queremos o sol
Se não temos alguém,
Achamos logo que só seremos felizes se o tivermos
E quando temos, a felicidade consiste em não tê-lo mais!
Se temos problemas,
Achamos que amanhã será melhor que hoje
E chegado o “amanhã” percebemos que “ontem”
É que éramos realmente felizes...
E assim se espera pelo amanhã:
Guarda-se o “hoje” na gaveta,
Enquanto o porvir é mais importante:
Deixamos a felicidade pra amanhã,
Mais tarde, ou semana que vem talvez...
Quem sabe depois que terminar a faculdade
Ou quem sabe depois que se casar
Talvez depois da promoção...
Pode ser que a felicidade chegue depois do primeiro filho,
Ou quem sabe após o primeiro milhão...
O que é mais importante na nossa vida?
Bom seria se todos tivessem dinheiro e felicidade
Mas muitas vezes devem-se fazer escolhas...
Às vezes o trabalho que lhe dá prazer não é o mais rentável
Às vezes quem você ama, não é o mais amável...
... Mas até onde o dinheiro compra a sua felicidade?
Quantos momentos de felicidade são trocados
Por “esmolas” de sentimentos vazios,
Ou mesmo sentimento nenhum?
O pobre esmera-se por conseguir um pouco mais
O rico preocupa-se com seu dinheiro: assaltos e sequestros
E infeliz, sabe que sua miserável riqueza
Não pode lhe comprar afetos...
O infeliz busca a felicidade
O feliz julga ser pouco a felicidade que tem...
Até onde tanta insatisfação convém?
Se temos a brisa, queremos o sol
Se não temos alguém,
Achamos logo que só seremos felizes se o tivermos
E quando temos, a felicidade consiste em não tê-lo mais!
Se temos problemas,
Achamos que amanhã será melhor que hoje
E chegado o “amanhã” percebemos que “ontem”
É que éramos realmente felizes...
E assim se espera pelo amanhã:
Guarda-se o “hoje” na gaveta,
Enquanto o porvir é mais importante:
Deixamos a felicidade pra amanhã,
Mais tarde, ou semana que vem talvez...
Quem sabe depois que terminar a faculdade
Ou quem sabe depois que se casar
Talvez depois da promoção...
Pode ser que a felicidade chegue depois do primeiro filho,
Ou quem sabe após o primeiro milhão...
O que é mais importante na nossa vida?
Bom seria se todos tivessem dinheiro e felicidade
Mas muitas vezes devem-se fazer escolhas...
Às vezes o trabalho que lhe dá prazer não é o mais rentável
Às vezes quem você ama, não é o mais amável...
... Mas até onde o dinheiro compra a sua felicidade?
Quantos momentos de felicidade são trocados
Por “esmolas” de sentimentos vazios,
Ou mesmo sentimento nenhum?
O pobre esmera-se por conseguir um pouco mais
O rico preocupa-se com seu dinheiro: assaltos e sequestros
E infeliz, sabe que sua miserável riqueza
Não pode lhe comprar afetos...
O infeliz busca a felicidade
O feliz julga ser pouco a felicidade que tem...
Até onde tanta insatisfação convém?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A homossexualidade e a sociedade
Sempre
que eu vejo religiosos extremistas ou mesmo pessoas que se dizem "mente
aberta" condenando os "pecados" dos outros, me pergunto se essas
pessoas já pararam pra pensar nas próprias vidas.
Existe uma coisa em particular, sobre a qual essas pessoas adoram palpitar e vomitar preconceito: opção sexual. Já cansei de ver páginas, tanto normais quanto (principalmente) evangélicas, condenando os homossexuais por seu "estilo de vida pecaminoso". Quantos pelo mundo já não foram as ruas protestar, simplesmente pelo fato de não concordarem com o que os outros fazem de suas próprias vidas? E eu me pergunto: será que esse tipo de gente tem visto o mundo como ele é? Existem tantos problemas, tantos pecados, e mesmo assim, em relação á eles, as pessoas se mantem alheias.
É certo que também é pecado roubar, mas eu não vejo um grupo furioso de evangélicos protestando em frente ao senado ou na frente da casa de seus pastores corruptos. Não vejo os católicos extremistas com cartazes em frente ao Vaticano protestando contra a pedofilia cometida por muitos padres. Pessoas comuns julgam a homossexualidade como se seus próprios "pecados" sexuais fossem mais dignos, aceitáveis ou mais justificáveis. Adoram dizer que a homossexualidade não constitui família, mas muitos vivem em devassidão, com um parceiro ou mais por noite a cada fim de semana. Que tipo de família isso tem gerado? Sou hetero, mas não sou cega, estou vendo o que tem acontecido no mundo.
A verdade é que nesse caso, não existe pecado maior ou menor. Se fossemos ver assim, já estaríamos todos condenados. Todos pecamos.
Vejo que o governo e as próprias pessoas, o povo, muitas vezes absolvem e reintegram assassinos, bandidos e pedófilos na sociedade, em altos cargos públicos, mas pessoas cujo único crime e pecado são um amor diferente, são discriminadas e mortas todos os dias. E todo aquele papo de amor cristão? de "amai ao próximo"? Todo mundo gosta tanto de citar a bíblia... Deus nunca disse: amai seu semelhante. Disse: "amai ao próximo". E disse mais: "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam?" (Lucas, 6:32). Sei muito bem, e todos também sabem, que do ponto de vista religioso e bíblico, TODOS os temas que eu tratei aqui, são pecados. Você, hetero que vive em devassidão, não está menos propenso a ser condenado ao inferno do que acha que um gay está. Mas é fácil só ver o pecado nos outros e não em nós.
Um jovem americano foi expulso do exército por ter um relacionamento com um colega e disse em entrevista: "recebi medalhas e honra por matar mais de 10 homens na guerra, e fui banido e julgado por ter amado um".
Tendo em vista outro principio religioso, outra citação bíblica: "quem nunca pecou que atire a primeira pedra" ou " só quem te pode julgar é Deus", Que direito temos nós de julgar o amor dos outros?
Existe uma coisa em particular, sobre a qual essas pessoas adoram palpitar e vomitar preconceito: opção sexual. Já cansei de ver páginas, tanto normais quanto (principalmente) evangélicas, condenando os homossexuais por seu "estilo de vida pecaminoso". Quantos pelo mundo já não foram as ruas protestar, simplesmente pelo fato de não concordarem com o que os outros fazem de suas próprias vidas? E eu me pergunto: será que esse tipo de gente tem visto o mundo como ele é? Existem tantos problemas, tantos pecados, e mesmo assim, em relação á eles, as pessoas se mantem alheias.
É certo que também é pecado roubar, mas eu não vejo um grupo furioso de evangélicos protestando em frente ao senado ou na frente da casa de seus pastores corruptos. Não vejo os católicos extremistas com cartazes em frente ao Vaticano protestando contra a pedofilia cometida por muitos padres. Pessoas comuns julgam a homossexualidade como se seus próprios "pecados" sexuais fossem mais dignos, aceitáveis ou mais justificáveis. Adoram dizer que a homossexualidade não constitui família, mas muitos vivem em devassidão, com um parceiro ou mais por noite a cada fim de semana. Que tipo de família isso tem gerado? Sou hetero, mas não sou cega, estou vendo o que tem acontecido no mundo.
A verdade é que nesse caso, não existe pecado maior ou menor. Se fossemos ver assim, já estaríamos todos condenados. Todos pecamos.
Vejo que o governo e as próprias pessoas, o povo, muitas vezes absolvem e reintegram assassinos, bandidos e pedófilos na sociedade, em altos cargos públicos, mas pessoas cujo único crime e pecado são um amor diferente, são discriminadas e mortas todos os dias. E todo aquele papo de amor cristão? de "amai ao próximo"? Todo mundo gosta tanto de citar a bíblia... Deus nunca disse: amai seu semelhante. Disse: "amai ao próximo". E disse mais: "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam?" (Lucas, 6:32). Sei muito bem, e todos também sabem, que do ponto de vista religioso e bíblico, TODOS os temas que eu tratei aqui, são pecados. Você, hetero que vive em devassidão, não está menos propenso a ser condenado ao inferno do que acha que um gay está. Mas é fácil só ver o pecado nos outros e não em nós.
Um jovem americano foi expulso do exército por ter um relacionamento com um colega e disse em entrevista: "recebi medalhas e honra por matar mais de 10 homens na guerra, e fui banido e julgado por ter amado um".
Tendo em vista outro principio religioso, outra citação bíblica: "quem nunca pecou que atire a primeira pedra" ou " só quem te pode julgar é Deus", Que direito temos nós de julgar o amor dos outros?
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Prisões contemporâneas
Hoje parei pra pensar em como as pessoas vivem presas. Dominadas, submetidas. Escravas das coisas, das situações, das pessoas, do trabalho, das redes sociais e principalmente de si próprias... A verdade é que comecei a pensar nisso depois de uma proposta de redação um tanto diferente. E sobre o tema fiz tantas conjecturas que seriam necessárias várias redações pra falar tudo que eu estava com vontade de dizer, ou pelo menos mais linhas do que se pedia. Mas aqui não tenho restrições, então, se preparem.
O fato é que pensar nisso perturbou por algum tempo as minhas definições de liberdade. Isso porque, talvez pela primeira vez, eu parei para vê-la sobre todos os pontos de vista ao mesmo tempo, e não de um ou outro de maneira isolada, o que me deu, por incrível que pareça, uma visão mais ampla do que eu teria conseguido com uma análise demorada do assunto. A rapidez das informações e ligações foram inacreditáveis.
A verdade é que tudo nos sujeita e nos oprime, até mesmo as coisas que julgamos nos darem prazer. Um bom caso disso são as redes sociais. Este é um dos casos mais claros de como não nos damos conta do quão dependentes ficamos de algo que antes, não fazia tanta diferença.
As incontáveis horas que passamos em frente ao computador, poderiam ser usadas de formas mais produtivas, temos um horizonte infindo ao nosso alcance, e muitas vezes nos limitamos a expor nossas vidas sem nenhum pudor. Vemos frequentemente pessoas que não tem um minimo de discernimento do que se é desnecessário divulgar. Uma série sem fim de vulgaridade, perda de tempo e de energia são gastas sem que nem ao menos consigamos nos dar conta disso.
Mas, se levarmos em consideração a época em que vivemos, acharemos absolutamente normal. Isso porque achamos que estamos tão avançados tecnologicamente, que estamos livres de coisas tão ilusoriamente banais como o cerceamento de nossa própria liberdade. O que me leva a outro tema, não menos interessante ou complexo.
Atualmente, é indispensável estudarmos e trabalharmos para conquistarmos um objetivo, e isto está absolutamente certo. O problema, é que muitas vezes, as pessoas perdem a noção do que é saudável. Não é incomum, por exemplo, vermos pessoas recebendo ligações do trabalho no meio de um dia de folga, no meio da noite. E todos estão tão absortos em suas vidas vazias e necessitadas de "algo mais" que não se dão conta de que se privam de viverem realmente para viverem trabalhando. Claro que é necessário o esforço, a final há contas que precisam ser pagas, mas ao mesmo tempo somos pessoas, e como pessoas, precisamos de tempo para sermos de fato pessoas. (entenderam?)
Ninguém está imune, e todos precisamos nos dar conta do que nos cerca e do que temos como prioridade. E em uma sociedade como a atual, onde os valores estão totalmente invertidos e pouco se pensa de maneira aprofundada sobre qualquer questão, temo que seja dificil concientizar a maioria de todos esses fatos. Mas é evidente de que precisamos analisar a maneira como vivemos para saber se estamos de fato vivendo ou apenas passando por aqui sem um real propósito.
Claro que é impossível mudarmos de um dia para o outro um tipo de comportamento ao qual já nos acostumamos. A mudança de pensamento e ação precisa de tempo, mas para isso, é necessário que estejamos dispostos a usar isso a nosso favor.
È incrível como as pessoas perdem as rédeas das próprias vidas, e se tornam tão absurdamente sem graça, superficiais e vulgares. E as criaturas vulgares não possuem encanto algum. Não há beleza em suas personalidades. Não pelo fato de cometerem erros, porque todos os cometemos, mas simplesmente pelo fato de que não se dão conta nem querem mudar isso. Isso é tão comum. E o comum não excita a imaginação.
Precisamos realmente parar para pensar no tipo de pessoas que somos agora. Pois como já diria Oscar Wilde: "somos o que somos, e seremos sempre o que temos sido."
O fato é que pensar nisso perturbou por algum tempo as minhas definições de liberdade. Isso porque, talvez pela primeira vez, eu parei para vê-la sobre todos os pontos de vista ao mesmo tempo, e não de um ou outro de maneira isolada, o que me deu, por incrível que pareça, uma visão mais ampla do que eu teria conseguido com uma análise demorada do assunto. A rapidez das informações e ligações foram inacreditáveis.
A verdade é que tudo nos sujeita e nos oprime, até mesmo as coisas que julgamos nos darem prazer. Um bom caso disso são as redes sociais. Este é um dos casos mais claros de como não nos damos conta do quão dependentes ficamos de algo que antes, não fazia tanta diferença.
As incontáveis horas que passamos em frente ao computador, poderiam ser usadas de formas mais produtivas, temos um horizonte infindo ao nosso alcance, e muitas vezes nos limitamos a expor nossas vidas sem nenhum pudor. Vemos frequentemente pessoas que não tem um minimo de discernimento do que se é desnecessário divulgar. Uma série sem fim de vulgaridade, perda de tempo e de energia são gastas sem que nem ao menos consigamos nos dar conta disso.
Mas, se levarmos em consideração a época em que vivemos, acharemos absolutamente normal. Isso porque achamos que estamos tão avançados tecnologicamente, que estamos livres de coisas tão ilusoriamente banais como o cerceamento de nossa própria liberdade. O que me leva a outro tema, não menos interessante ou complexo.
Atualmente, é indispensável estudarmos e trabalharmos para conquistarmos um objetivo, e isto está absolutamente certo. O problema, é que muitas vezes, as pessoas perdem a noção do que é saudável. Não é incomum, por exemplo, vermos pessoas recebendo ligações do trabalho no meio de um dia de folga, no meio da noite. E todos estão tão absortos em suas vidas vazias e necessitadas de "algo mais" que não se dão conta de que se privam de viverem realmente para viverem trabalhando. Claro que é necessário o esforço, a final há contas que precisam ser pagas, mas ao mesmo tempo somos pessoas, e como pessoas, precisamos de tempo para sermos de fato pessoas. (entenderam?)
Ninguém está imune, e todos precisamos nos dar conta do que nos cerca e do que temos como prioridade. E em uma sociedade como a atual, onde os valores estão totalmente invertidos e pouco se pensa de maneira aprofundada sobre qualquer questão, temo que seja dificil concientizar a maioria de todos esses fatos. Mas é evidente de que precisamos analisar a maneira como vivemos para saber se estamos de fato vivendo ou apenas passando por aqui sem um real propósito.
Claro que é impossível mudarmos de um dia para o outro um tipo de comportamento ao qual já nos acostumamos. A mudança de pensamento e ação precisa de tempo, mas para isso, é necessário que estejamos dispostos a usar isso a nosso favor.
È incrível como as pessoas perdem as rédeas das próprias vidas, e se tornam tão absurdamente sem graça, superficiais e vulgares. E as criaturas vulgares não possuem encanto algum. Não há beleza em suas personalidades. Não pelo fato de cometerem erros, porque todos os cometemos, mas simplesmente pelo fato de que não se dão conta nem querem mudar isso. Isso é tão comum. E o comum não excita a imaginação.
Precisamos realmente parar para pensar no tipo de pessoas que somos agora. Pois como já diria Oscar Wilde: "somos o que somos, e seremos sempre o que temos sido."
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O indivíduo e a sociedade
O ser humano é um ser que busca sentido. Mas qual é o sentido real em
viver? Porque as pessoas vivem? Porque algumas pessoas existem-no-mundo
enquanto outras são-no-mundo?
Vendo de um ponto de vista onde "minha vida faz sentido, logo, existo" o fato é que a grande maioria dos seres humanos não precisaria estar viva. E isso é meio triste. Saber que a maioria das pessoas não se pergunta o motivo de estarem aqui. Acordam todas as manhãs, abrem suas janelas rotineiramente, e nem se dão mais conta do dia que se abre por trás dela. Das possibilidades de fazer algo diferente, de ser diferente, de encontrar um propósito, de realizar um sonho, ser melhor..
E assim as vidas se vão, muito rápido, sem que nada de realmente marcante tenha sido vivenciado. As pessoas levam para os seus túmulos tudo que o queriam em vida, e que, muitas vezes, não tiverem coragem suficiente pra correr atrás. Morrem com sonhos que poderiam ter sido realizados com um pouco mais de esforço. Cada vez mais eu penso que o mundo está muito cheio, de gente muito vazia. .
De quem será que é a culpa disso? será que é só das próprias pessoas como indivíduos? Talvez não. Talvez seja mais que isso. No fundo, o problema é a massa, as pessoas como sociedade. A sociedade impõe padrões de vida, dita a moda, diz o que você deve ouvir, do que deve gostar. E em meio a tudo isso, a tantas coisas fúteis e muitas vezes inalcançáveis, a maioria desiste. Desiste dos próprios sonhos, dos próprios ideias, pra correr atrás do que é melhor visto em uma sociedade de ideais falidos.
Se todos se esforçassem um pouco mais pra pensarem sozinhos, fora da bolha sem ar que as cerca e que não permite, de forma muito subjetiva, que se tenha idéias realmente originais, criativas e revolucionárias, viveríamos em um mundo com muito menos pessoas frustadas com as próprias vidas.
A triste verdade é que a maioria não está de fato vivendo, abrangendo todos os possíveis significados dessa palavra, lutando por um ideal. Estão apenas passando por aqui, pensando que a passagem será eterna. Realmente lastimável a forma que a sociedade tem de matar as pessoas que "vivem".
Vendo de um ponto de vista onde "minha vida faz sentido, logo, existo" o fato é que a grande maioria dos seres humanos não precisaria estar viva. E isso é meio triste. Saber que a maioria das pessoas não se pergunta o motivo de estarem aqui. Acordam todas as manhãs, abrem suas janelas rotineiramente, e nem se dão mais conta do dia que se abre por trás dela. Das possibilidades de fazer algo diferente, de ser diferente, de encontrar um propósito, de realizar um sonho, ser melhor..
E assim as vidas se vão, muito rápido, sem que nada de realmente marcante tenha sido vivenciado. As pessoas levam para os seus túmulos tudo que o queriam em vida, e que, muitas vezes, não tiverem coragem suficiente pra correr atrás. Morrem com sonhos que poderiam ter sido realizados com um pouco mais de esforço. Cada vez mais eu penso que o mundo está muito cheio, de gente muito vazia. .
De quem será que é a culpa disso? será que é só das próprias pessoas como indivíduos? Talvez não. Talvez seja mais que isso. No fundo, o problema é a massa, as pessoas como sociedade. A sociedade impõe padrões de vida, dita a moda, diz o que você deve ouvir, do que deve gostar. E em meio a tudo isso, a tantas coisas fúteis e muitas vezes inalcançáveis, a maioria desiste. Desiste dos próprios sonhos, dos próprios ideias, pra correr atrás do que é melhor visto em uma sociedade de ideais falidos.
Se todos se esforçassem um pouco mais pra pensarem sozinhos, fora da bolha sem ar que as cerca e que não permite, de forma muito subjetiva, que se tenha idéias realmente originais, criativas e revolucionárias, viveríamos em um mundo com muito menos pessoas frustadas com as próprias vidas.
A triste verdade é que a maioria não está de fato vivendo, abrangendo todos os possíveis significados dessa palavra, lutando por um ideal. Estão apenas passando por aqui, pensando que a passagem será eterna. Realmente lastimável a forma que a sociedade tem de matar as pessoas que "vivem".
Superficiabilidade
O que mais vejo hoje em dia são pessoas se preocupando com coisas fúteis
que não darão nada de positivo para elas no futuro. E a forma mais
visível disso são as redes sociais. Infelizmente acho que pelo fato
delas exporem demais o indivíduo, e de que requerem muito tempo pra
isso, você acaba percebendo o quão vazias algumas pessoas podem ser. E
isso é surpreendente! Eu acho. Porque a internet é um
mundo de possibilidades, até mesmo nas redes sociais se pode fazer mais
do que postar detalhes minuciosos e inúteis do seu dia, falar sobre
cinco amores eternos por ano (chutando baixo), e mandar indiretas pra
pessoas que ás vezes, nem te seguem.
As pessoas tem se preocupado tanto com superficialidades, que se esquecem que o relógio da vida age com crueldade com quem se baseia apenas na aparência. Construir uma casa começa pela fundação e o acabamento é última coisa que se faz, mas é a primeira que é destruída pelo tempo. E a maioria se preocupa mais com o que parece, com que os outros pensam, do que com o que elas pensam sobre si mesmas. Estão mais interessadas em parecem "boas", no conceito dos que ela admira e pelos quais quer ser admirada, do que serem realmente boas como seres humanos, como pessoas.
Mas sabe qual o que me consola? é que o mundo gira rápido e com um propósito. Um dia ou outro, as pessoas vão se dar conta dos erros que tem cometido. Tomara que não seja tarde.
As pessoas tem se preocupado tanto com superficialidades, que se esquecem que o relógio da vida age com crueldade com quem se baseia apenas na aparência. Construir uma casa começa pela fundação e o acabamento é última coisa que se faz, mas é a primeira que é destruída pelo tempo. E a maioria se preocupa mais com o que parece, com que os outros pensam, do que com o que elas pensam sobre si mesmas. Estão mais interessadas em parecem "boas", no conceito dos que ela admira e pelos quais quer ser admirada, do que serem realmente boas como seres humanos, como pessoas.
Mas sabe qual o que me consola? é que o mundo gira rápido e com um propósito. Um dia ou outro, as pessoas vão se dar conta dos erros que tem cometido. Tomara que não seja tarde.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Felicidade
Essa pequena palavra de apenas 10 letras, mas milhares de significados...
È sobre isso que eu quero falar.
Todos a idealizam, mas poucos a conseguem.
è impossível encontrar o real significado de felicidade se o buscar no dicionário, ou se tentar, com alguma tese, a tentar definir. Já diria o poeta: A poesia não se entrega a quem a define. (E que mais é a felicidade além de pura poesia?)
Isso não é possível por que para cada um a felicidade tem um significado. Seriam necessários milhares de dicionários para descrever essa única palavra.
Por exemplo: para alguns, a felicidade se resume a ter muito dinheiro, posses, poder, status... e há aquelas pessoas para as quais uma tarde de sol, um momento em família, uma palavra objetiva na hora certa, o simples ato de encontrar a paz do silencio interior, basta como definição de felicidade.
Pra mim, a vida é muito mais que status social, sua conta bancária. No fundo o status é apenas uma máscara, ele é a forma pela qual você quer ser visto. Mas as máscaras sempre caem. Por isso, felicidade é acima de tudo, ser você mesmo.
Alguns dizem: felicidade não se compra. Outros dizem: Diz isso por que não sabe onde vende.
Eu sei que pode parecer que eu estou generalizando, mas eu sei que pessoas muito ricas, acabam perdendo a alegria de viver, perdem a felicidade que poderiam ter, se não se preocupassem tanto com coisas supérfluas, e não gastassem tanto tempo o pensando se as pessoas que os cercam o fazem porque realmente gostam deles ou se só estão interessadas no que eles possuem.
Como eu sei? Já sabia que isso ia passar pela sua cabeça...
Minha mãe trabalhou algum tempo em uma clínica psiquiátrica de classe alta.
Ela me contava cada coisa, cada caso, de inúmeros pacientes, que tinham muito dinheiro e nenhuma autonomia, amor, liberdade ou felicidade.
Não estou dizendo que um rico não pode ser feliz.
È importante estar na zona neutra. Se esforce pra ter dinheiro, e ser bem sucedido na vida, mas não faça disso sua única meta, sua única preocupação. Já disseram: Nunca confunda seu trabalho com sua vida.
Una a sua busca por felicidade financeira: paz de espírito,amizades verdadeiras, aquelas que dinheiro nenhum compra.
No fim de tudo, são desses pequenos gestos, pequenos momentos que você vai lembrar.
No seu leito de morte, você não vai pensar: "Á, se eu tivesse investido naquela empresa" ou "Se eu tivesse trabalhado mais..." -Mas sim: Ah, Se eu tivesse dito aquelas palavras, se eu tivesse dado aquele beijo, se tivesse tido coragem pra fazer aquilo...
E depois de morto, as mensagens deixadas por seus amigos e familiares, dificilmente serão: "Era tão bom homem de negócios!" -Mas dirão: "Era um amigo fantástico, um ser humano extraordinário."
E ai, como você quer ser lembrado? O que realmente te faz feliz? Traduza você mesmo a palavra FELICIDADE, e a enquadre em sua vida.
È sobre isso que eu quero falar.
Todos a idealizam, mas poucos a conseguem.
è impossível encontrar o real significado de felicidade se o buscar no dicionário, ou se tentar, com alguma tese, a tentar definir. Já diria o poeta: A poesia não se entrega a quem a define. (E que mais é a felicidade além de pura poesia?)
Isso não é possível por que para cada um a felicidade tem um significado. Seriam necessários milhares de dicionários para descrever essa única palavra.
Por exemplo: para alguns, a felicidade se resume a ter muito dinheiro, posses, poder, status... e há aquelas pessoas para as quais uma tarde de sol, um momento em família, uma palavra objetiva na hora certa, o simples ato de encontrar a paz do silencio interior, basta como definição de felicidade.
Pra mim, a vida é muito mais que status social, sua conta bancária. No fundo o status é apenas uma máscara, ele é a forma pela qual você quer ser visto. Mas as máscaras sempre caem. Por isso, felicidade é acima de tudo, ser você mesmo.
Alguns dizem: felicidade não se compra. Outros dizem: Diz isso por que não sabe onde vende.
Eu sei que pode parecer que eu estou generalizando, mas eu sei que pessoas muito ricas, acabam perdendo a alegria de viver, perdem a felicidade que poderiam ter, se não se preocupassem tanto com coisas supérfluas, e não gastassem tanto tempo o pensando se as pessoas que os cercam o fazem porque realmente gostam deles ou se só estão interessadas no que eles possuem.
Como eu sei? Já sabia que isso ia passar pela sua cabeça...
Minha mãe trabalhou algum tempo em uma clínica psiquiátrica de classe alta.
Ela me contava cada coisa, cada caso, de inúmeros pacientes, que tinham muito dinheiro e nenhuma autonomia, amor, liberdade ou felicidade.
Não estou dizendo que um rico não pode ser feliz.
È importante estar na zona neutra. Se esforce pra ter dinheiro, e ser bem sucedido na vida, mas não faça disso sua única meta, sua única preocupação. Já disseram: Nunca confunda seu trabalho com sua vida.
Una a sua busca por felicidade financeira: paz de espírito,amizades verdadeiras, aquelas que dinheiro nenhum compra.
No fim de tudo, são desses pequenos gestos, pequenos momentos que você vai lembrar.
No seu leito de morte, você não vai pensar: "Á, se eu tivesse investido naquela empresa" ou "Se eu tivesse trabalhado mais..." -Mas sim: Ah, Se eu tivesse dito aquelas palavras, se eu tivesse dado aquele beijo, se tivesse tido coragem pra fazer aquilo...
E depois de morto, as mensagens deixadas por seus amigos e familiares, dificilmente serão: "Era tão bom homem de negócios!" -Mas dirão: "Era um amigo fantástico, um ser humano extraordinário."
E ai, como você quer ser lembrado? O que realmente te faz feliz? Traduza você mesmo a palavra FELICIDADE, e a enquadre em sua vida.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Made in TV

Às vezes, eu paro para reparar nas pessoas que estão em minha volta, naquelas que vejo com frequência ou as que vejo muito raramente, mas enfim...
Ando percebendo que ninguém está satisfeito, ninguém está realmente feliz.
Parem e pensem: qual foi a ultima vêz que você viu uma pessoa dizer que gostava realmente do rumo em que estava sua vida?!
Difícil né?
Na minha opinião, as pessoas não estão felizes por coisas que, às vezes, nem elas mesmas sabem. Por exemplo: A MÍDIA.
Aí você se pergunta: o que a mídia tem a ver com isso? Qual é a culpa dela por as pessoas não estarem felizes?
Eu respondo.
A televisão, por exemplo, vende para as pessoas uma felicidade, uma alegria, amores... coisas que se você for avaliar friamente e com razão, são muito poucas as pessoas que vivem essa realidade ( muito poucas realmente).
Não acreditam!? então parem para ver um pouco de televisão. Você vai ver alguma novela que retrate um amor perfeito, ou que fale sobre alguém que está totalmente satisfeito com sua vida.
Você vai ver inúmeros comerciais e programas que falam sobre a vida e as pessoas de forma ingênua e perfeita, mostra ideais de beleza os quais as pessoas querem seguir. Mostram a moda que elas devem querer aderir. Você começou a entender? Ainda não?!
Então deixe-me ser mais objetiva:
A mídia desde sempre ditou tendências, ideais e formas de vida para que as pessoas desejem. Mas o que acontece é que não é assim tão fácil. Não é assim tão simples.
Suponhamos que uma pessoa que já não esteja se sentindo bem com sua vida PARE PARA VER algum comercial ou novela, ou qualquer coisa que mostre esse tipo de felicidade que nelas é retratada. O que vai acontecer?
Essa pessoa vai se sentir ainda mais infeliz com sua vida, por que não tem o corpo daquela atriz, ou por que não tem aquela casa e aquele emprego.
Uma esposa pode perceber que seu marido não é EXATAMENTE aquele "Brad Pitt" que abriu a porta do carro para a namorada entrar. Um homem pode se dar conta que não pode dar para sua família aquele padrão de vida tão desejável... A lista é infinita!
E isso tudo resulta em uma só coisa: INFELICIDADE.
Infelicidades que gera insatisfação. Insatisfação que gera brigas. Brigas que podem levar ao divórcio de um casal, por exemplo que estaria muito bem obrigada, se não tivessem parâmetros tão irreais para comparar com a própria relação. Leva uma jovem NORMAL a tornar-se BULÍMICA ou ANORÉXICA siplesmente porque a revista A, B, ou "consultores de beleza" dizem (com seus manequins) que o número da sua calça DEVE ser 36. E assim caminha a humanidade.
O meu conselho é:
Parem de se influenciar pela mídia,
Pare um pouco de achar que só vai ser feliz se tiver, se for e se quiser
o que a mídia quer que você queira. Seja você mesmo.
Viva a seu modo, seu padrão, toque a sua vida da maneira que lhe for propícia e que melhor se encaixe em sua realidade. Aceite seu corpo de acordo com seu biotipo.
E como diria Herbert Vianna: "cuide bem do seu amor, seja quem for"... Cada pessoa expressa sentimentos de um jeito, não significa que tenha de fazer "assim" ou "assado".
Não viva imaginando como a sua vida seria SE você tivesse aquilo, SE você fosse daquele jeito, o SE não é real. A sua vida sim.
Então decida-se:
Você quer o que você realmente quer,
ou você quer o que a mídia quer que você queira?
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Protesto
Diante de tantas falhas humanas,
Sentimo-nos pequenos demais
Frágeis demais
Expostos demais...
Traições e Falsidades
Vêm de onde menos se espera
Cada um se preocupa com suas próprias vaidades,
E seus interesses acima de tudo impera
Vive-se num mundo monocromático:
Veste-se segundo a moda ditada por alguém
Uma variedade de coisas iguais é o que vemos pelas ruas
E as pessoas estão se tornando assim como as coisas também:
Sem gosto, sem graça, sem prazer...
Está tudo muito igual. Relações são iguais.
Estamos todos no atacado nesta imensa loja,
Onde você é o que tem na carteira,
Coisas são mais importantes que pessoas
Vale a lei da oferta e da procura
E quem chegar primeiro leva.
Não quero aqui parecer puritana
Mas gostaria de falar dos valores morais
Onde em ter apenas um não se contenta
Quer-se muito mais!
A vida é ditada pela TV
E tomamos por verdade absoluta o que vemos nos jornais
Revistas com mulheres “photoshopadas”
Nos dizem como devemos ser
E nos faz sentir como se não fôssemos normais
Mas que grande ilusão
Que grande bobagem
A etiqueta da mala
Vale mais que a bagagem
Seres humanos imperfeitos
Buscando a impossível perfeição
Perdem todo o seu precioso tempo
Tentando fazer as coisas
Parecerem o que não são...
Sentimo-nos pequenos demais
Frágeis demais
Expostos demais...
Traições e Falsidades
Vêm de onde menos se espera
Cada um se preocupa com suas próprias vaidades,
E seus interesses acima de tudo impera
Vive-se num mundo monocromático:
Veste-se segundo a moda ditada por alguém
Uma variedade de coisas iguais é o que vemos pelas ruas
E as pessoas estão se tornando assim como as coisas também:
Sem gosto, sem graça, sem prazer...
Está tudo muito igual. Relações são iguais.
Estamos todos no atacado nesta imensa loja,
Onde você é o que tem na carteira,
Coisas são mais importantes que pessoas
Vale a lei da oferta e da procura
E quem chegar primeiro leva.
Não quero aqui parecer puritana
Mas gostaria de falar dos valores morais
Onde em ter apenas um não se contenta
Quer-se muito mais!
A vida é ditada pela TV
E tomamos por verdade absoluta o que vemos nos jornais
Revistas com mulheres “photoshopadas”
Nos dizem como devemos ser
E nos faz sentir como se não fôssemos normais
Mas que grande ilusão
Que grande bobagem
A etiqueta da mala
Vale mais que a bagagem
Seres humanos imperfeitos
Buscando a impossível perfeição
Perdem todo o seu precioso tempo
Tentando fazer as coisas
Parecerem o que não são...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Consumismo.

Já repararam que tudo é motivo pra sairmos e comprarmos alguma coisa?
E o que você compra, se for um presente, por exemplo, mostra o quanto você gosta da pessoa presenteada. Ou se é algo para você, mostra o quanto você gasta, seu gosto, estilo, sua personalidade.
Será que dá pra parar com isso?
Gente, pelo amor de deus! Todos esses feriados: Páscoa, natal, aniversário ( pra mim é feriado KK’) . Todos esses “dias”: Dias das mães, dos pais, das crianças.
Respondam rápido: Qual é o significado de todos esses dias?
Presentes!
(Quase) ninguém comemora esses dias, pelos seus reais significados.
Muitos, não estão nem preocupados com o que todos esses dias representam. Apenas querem uma desculpa pra gastar.
A páscoa, por exemplo. Tem um significado lindo, mas, Quem liga? No fundo, todos só querem mesmo os chocolates. (Não estou falando que eu não goste de ganhar os ovos, muito pelo contrario. Adoro. Mas isso não é tudo).
Claro, que todos estamos condicionados a isso. Mas pelo menos uma vês, em pelo menos um desses feriados, tentem, mas tentem de verdade, conciliar tantos presentes, tanta futilidade, com um pouco de amor. Um pouco de carinho, um pouco do espírito que esses dias trazem.
Coloquem em suas cabeças, que esse tipo de coisa, apesar de importante, não é tudo na vida.
Não quero também generalizar, e dizer pra que todos virem Hipiies (kk’),
Como eu disse anteriormente, quero apenas que conciliem as duas coisas. Presenteiem, gastem. Mas tente unir a tudo isso, Uma vida. Sentimentos, momentos.
No fim de tudo, não vão ser os presentes que serão lembrados. Mas os momentos.
Como já disseram: O que agente leva da vida, é a vida que agente leva.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Quem manda, é o coração...
Só mesmo que já sofreu, e na vida se perdeu procurando seu motivo pra viver, tentando se acertar, poderá compreender o que eu quero dizer:
Não adianta ter filosofias humanas, por mais sabias que sejam, regras e altos conhecimentos, se na hora "H" a gente quer correr...
Mesmo sem direção, nesses momentos quem manda é o coração; e a razão e todas as filosofias são deixadas de lado.
E nos sentimos só, parece que todos estão alheios as nossas ansiedades.
Ficamos sem lugar, pois todos eles parecem impregnados de rostos céticos, dizendo: " Se vire, foi você quem se meteu nessa".
Não adianta ter filosofias humanas, por mais sabias que sejam, regras e altos conhecimentos, se na hora "H" a gente quer correr...
Mesmo sem direção, nesses momentos quem manda é o coração; e a razão e todas as filosofias são deixadas de lado.
E nos sentimos só, parece que todos estão alheios as nossas ansiedades.
Ficamos sem lugar, pois todos eles parecem impregnados de rostos céticos, dizendo: " Se vire, foi você quem se meteu nessa".
sábado, 3 de julho de 2010
Heath Ledger
Hoje eu assisti a um filme, Batman o cavaleiro das trevas. E me deparei com o Curinga. Analisando o personagem percebi o ator por trás dele. E agora vou escrever sobre sua morte, de alguns anos atrás, como se tivesse ocorrido no mesmo momento em que vi o filme. Estou postando esse texto agora não só para homenagear meu ator preferido, mas também pra tratar de outro assunto que está interligado.
Morre um ator. Morre uma vida. Morre um ser humano. Mais uma vez me pergunto se dinheiro e fama podem fazer bem à uma pessoa. Claro que existem exceções, mas parece-me que todos esses atores e atrizes, cantores e Cia vivem drogados, solitários, jogados em quartos de hotéis, procurando diversões que seu dinheiro possa pagar... Não confiam em ninguém para se relacionar, porque as pessoas que deles se aproximam, comumente o fazem por interesse comercial.
Não raro se vê nos tablóides as “Britney Spears” e as “Amy Winehouse” , envolvidas em algum tipo de escândalo, (a primeira é a campeã), fotografadas bêbadas, drogadas, chorando pelas ruas sem se importar com o que os outros estão pensando, (claro, pra quê se importar? E cá entre nós, deve ser terrível ter fotógrafos por todo lado fotografando sua vida e colocando sua tristeza nos jornais como se fosse entretenimento...)
... e quando vejo isso sinto pena.
Quando vejo coisas assim meu coração dói porque algumas pessoas pensam que o dinheiro seria a solução para seus problemas, e vendo o exemplo de algumas dessas vidas “abastadas”, vejo que melhor lhes fôra serem pessoas talvez não pobres, mas não tão ricas, não tão famosas.
Heath Ledger foi apenas mais um. Pessoalmente eu o admirava como ator e como cinéfila que sou, assisti à muitos dos filmes que ele já fez entre tantos outros que já assisti.
Eu o imagino solitário, em seu apartamento tão luxuoso, sem UMA companhia, ninguém para confiar e conversar, a ponto de precisar chamar uma “massagista” para lhe fazer companhia. Não que seja contra isso. Mas queria ressaltar o fato de que ele estava só, e é isso o que me entristece.
Tento imaginar o que poderia estar passando pela cabeça dele. As tristezas, a depressão... Lá estava ele: Lindo, rico, famoso, desejado por muitas mulheres. Mas viciado em drogas e sozinho.
A imprensa diz que ele já estava depressivo antes de fazer o personagem “joker”, o famoso “Coringa” de Batman. Personagem sombrio que acabou afetando Heath pessoalmente. Não conseguia mais dormir e por isso tomava remédios...
Em entrevista ao "New York Times" de 4 de Novembro, Ledger revelou que as filmagens do novo Batman o deixaram física e mentalmente exausto e que precisou tomar pílulas de um remédio chamado “Ambien” para conseguir dormir. O medicamento oferece riscos se ingerido em excesso ou misturado com álcool. Misturando tantas coisas, acabou tendo uma overdose... Prefiro pensar que ele não quis causar a própria morte. Tão jovem, tão bonito, com tanta vida ainda para viver... Os "amigos" que diziam que isto já estava previsto, nada fizeram para ajudá-lo.
E o mundo perde um talento.
E os pais perdem um filho.
E a filhinha perde o papai...
(...Numa dessas reportagens a vi chegando à Nova York com a mãe, toda sorridente: Não tem nem idéia do que aconteceu. Crianças... como é bom ser uma. Bem cuidada, claro. Mas esse é outro assunto.)
E como se não bastasse a dor da perda, uma “Igreja” homofóbica, promete distribuir no funeral de Heath panfletos, os chamados “flyers” com dizeres terríveis condenando-o pelo seu papel de homossexual no filme
“O segredo de Brokeback Mountain” e dizendo que ele já está no inferno. Que falta de humanidade para com os familiares!!!
Fiquei indignada ao ler tal notícia, porque essas pessoas se julgam capazes de condenar alguém. Simplesmente inaceitável. Algumas pessoas se esquecem de que esse é um direito EXCLUSIVO de Deus.
ELE decide quem vai ou não para o inferno... Só ELE sabe, o que se passava no coração de Heath antes de morrer...
... Desrespeito com o SER HUMANO antes de tudo.
E entre tantas coisas, fica a lembrança de alguém que por aqui passou e sua marca deixou. Infelizmente, envolveu-se com drogas. Tentava se libertar... Que pena que não conseguiu... Trágico fim...
Uma grande perda para o cinema... Uma grande perda para a família.
Descanse em paz Heath Ledger...
Morre um ator. Morre uma vida. Morre um ser humano. Mais uma vez me pergunto se dinheiro e fama podem fazer bem à uma pessoa. Claro que existem exceções, mas parece-me que todos esses atores e atrizes, cantores e Cia vivem drogados, solitários, jogados em quartos de hotéis, procurando diversões que seu dinheiro possa pagar... Não confiam em ninguém para se relacionar, porque as pessoas que deles se aproximam, comumente o fazem por interesse comercial.
Não raro se vê nos tablóides as “Britney Spears” e as “Amy Winehouse” , envolvidas em algum tipo de escândalo, (a primeira é a campeã), fotografadas bêbadas, drogadas, chorando pelas ruas sem se importar com o que os outros estão pensando, (claro, pra quê se importar? E cá entre nós, deve ser terrível ter fotógrafos por todo lado fotografando sua vida e colocando sua tristeza nos jornais como se fosse entretenimento...)
... e quando vejo isso sinto pena.
Quando vejo coisas assim meu coração dói porque algumas pessoas pensam que o dinheiro seria a solução para seus problemas, e vendo o exemplo de algumas dessas vidas “abastadas”, vejo que melhor lhes fôra serem pessoas talvez não pobres, mas não tão ricas, não tão famosas.
Heath Ledger foi apenas mais um. Pessoalmente eu o admirava como ator e como cinéfila que sou, assisti à muitos dos filmes que ele já fez entre tantos outros que já assisti.
Eu o imagino solitário, em seu apartamento tão luxuoso, sem UMA companhia, ninguém para confiar e conversar, a ponto de precisar chamar uma “massagista” para lhe fazer companhia. Não que seja contra isso. Mas queria ressaltar o fato de que ele estava só, e é isso o que me entristece.
Tento imaginar o que poderia estar passando pela cabeça dele. As tristezas, a depressão... Lá estava ele: Lindo, rico, famoso, desejado por muitas mulheres. Mas viciado em drogas e sozinho.
A imprensa diz que ele já estava depressivo antes de fazer o personagem “joker”, o famoso “Coringa” de Batman. Personagem sombrio que acabou afetando Heath pessoalmente. Não conseguia mais dormir e por isso tomava remédios...
Em entrevista ao "New York Times" de 4 de Novembro, Ledger revelou que as filmagens do novo Batman o deixaram física e mentalmente exausto e que precisou tomar pílulas de um remédio chamado “Ambien” para conseguir dormir. O medicamento oferece riscos se ingerido em excesso ou misturado com álcool. Misturando tantas coisas, acabou tendo uma overdose... Prefiro pensar que ele não quis causar a própria morte. Tão jovem, tão bonito, com tanta vida ainda para viver... Os "amigos" que diziam que isto já estava previsto, nada fizeram para ajudá-lo.
E o mundo perde um talento.
E os pais perdem um filho.
E a filhinha perde o papai...
(...Numa dessas reportagens a vi chegando à Nova York com a mãe, toda sorridente: Não tem nem idéia do que aconteceu. Crianças... como é bom ser uma. Bem cuidada, claro. Mas esse é outro assunto.)
E como se não bastasse a dor da perda, uma “Igreja” homofóbica, promete distribuir no funeral de Heath panfletos, os chamados “flyers” com dizeres terríveis condenando-o pelo seu papel de homossexual no filme
“O segredo de Brokeback Mountain” e dizendo que ele já está no inferno. Que falta de humanidade para com os familiares!!!
Fiquei indignada ao ler tal notícia, porque essas pessoas se julgam capazes de condenar alguém. Simplesmente inaceitável. Algumas pessoas se esquecem de que esse é um direito EXCLUSIVO de Deus.
ELE decide quem vai ou não para o inferno... Só ELE sabe, o que se passava no coração de Heath antes de morrer...
... Desrespeito com o SER HUMANO antes de tudo.
E entre tantas coisas, fica a lembrança de alguém que por aqui passou e sua marca deixou. Infelizmente, envolveu-se com drogas. Tentava se libertar... Que pena que não conseguiu... Trágico fim...
Uma grande perda para o cinema... Uma grande perda para a família.
Descanse em paz Heath Ledger...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Anorexia
Hoje, eu vi no site de noticias da globo, uma caso de anorexia. Claro que já se tornou comum e normal ouvirmos falar sobre esse problema,
mas não deveria ter se tornado rotina, embora seja a rotina de muitas pessoas.
O caso que li falava sobre uma estudante inglesa, que por ter sido uma criança gordinha, aos 12 anos entrou em um processo de anorexia e bulimia, pois queria ser magra como as mulheres nas revistas de moda que lia.
Ela disse em entrevista, que fazia um pacote de salgadinhos durar até duas semanas! hoje, já com 18 anos, ela tem um corpo normal e saudável, e recomenda que ninguém cometa seu erro.
Gente, isso é uma coisa muito seria. Claro que querer ser bonita, perder alguns "quilinhos" para tentar se sentir melhor consigo mesma é normal, o que não é normal é quando isso começa a se tornar obsessivo e doentio.
Sei que é muito fácil falar, e que na teoria é tudo muito simples, mas eu queria realmente que as garotas se achassem bonitas como são, que se sentissem satisfeitas com elas mesmas. O que muitas pessoas não entendem, é que em revistas de moda, em filmes, em cenários artísticos, sempre vai haver uma mulher magra e bonita que algumas de nos daríamos tudo para ser, mas o que temos que perceber é que elas vivem uma outra realidade,e essa realidade muitas vezes acaba em uma clínica de recuperação física e psicológica por conta de casos de anorexia.
O meu conselho meninas, é o seguinte: notem que todos temos tipos físicos diferentes, e se sinta bem com o seu. Mesmo que você queira ficar mais magra, veja até onde isso é algo saudável; parem de idealizar corpos como os das revistas de moda. Elas vivem para isso.E não pensem que são infelizes só por que não tem aquele corpo totalmente definido. Parem e pensem um pouco, e acreditem em mim: qualquer modelo, repito: qualquer modelo daria tudo pra poder pelo menos por um dia, comer tudo que tem vontade sem se preocupar com quantas calorias estão consumindo. E vocês, que podem comer o que quiserem, que não tem toda essa cobrança, toda essa neurose, não comem por que querem ser como elas. Gente PARA COM ISSO!
Parem um pouco de achar que não são bonitas, e apenas achar bonita uma beleza inalcanssável. Lembrem-se também que photoshop em revistas de moda é tão comum quanto a sua vontade de emagrecer. Ter obseçao por revistas de moda só faz com que você se sinta feia.
Ouçam, ou melhor, leiam bem: a vida de vocês é sem duvida muito mais gratificante nessa área que a vida da maioria delas.
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