As
pessoas não param pra pensar em como é desnecessária tamanha
preocupação pelos padrões corporais impostos. O quanto é controverso se
dizer livre, e ao mesmo tempo, se sentir preso pelas apertadas correntes
formadas pela mídia, o mundo da moda, a sociedade de forma geral. Se submetem a interferir em suas próprias formas e nem ao menos
se perguntam o porque disso. Não o porque de mudar, mas porque se quer
mudar. A grande verdade é que beleza não é uma questão definitiva, nem
absoluta. Ela muda conforme a época, assim como o pensamento midiático
que impõe esses padrões. E eles são impostos por um motivo.
Analisando históricamente, vemos que a "beleza" anda de mãos dadas com o
pensamento social em relação as pessoas, e mais fortemente, em relação
as mulheres. Na era clássica, os gregos julgavam belas as mulheres mais
gordinhas, pelo fato de isso ser um indicador de riqueza. O nu artístico, era puramente artístico, não era visto de forma erótica.
No
feudalismo, o recato, a delicadeza e aparência de pureza eram
indicadores de beleza, isso por causa dos princípios cristãos aplicados na época. O seios, quadris, nada disso era considerado erótico, porque o
erotismo era pecado.
No renascimento, os ideais clássicos foram retomados e mantidos, Vênus de Milo, além das três
graças e muitos outros onde as formas cheias faziam os homens delirarem
com a benção concedida pelo helenismo, são bons exemplos disso. Durante o século 19, século hipócrita
onde muito se pensava e se estudava sobre sexo e pouco se falava, a beleza era
medida pela aparente capacidade corporal de dar filhos, (coisa que foi determinante em praticamente todos os períodos históricos) e não havia tanta
vaidade, o tamanho dos seios não era importante, não era sinonimo de atrativo.
Mais tarde o
importante era o tamanho do quadril. No século 20, começaram atos
revolucionários que começavam a moldar a mente das "pessoas modernas" e
toda a beatitude medieval, o corpo cheio clássico, e os quadris largos... já não se
encaixavam. As mulheres começavam a se integrar de verdade na sociedade e
pra isso precisavam ser magras e se vestir de forma prática, desse
modo, surgiu a aversão as gordinhas. Seios grandes eram desnecessários e incomodos, quadris largos, nem se fala. Chanel revolucionou o mundo feminino colocando as calças em seus guarda-roupas.
E hoje, os padrões coincidem
com um século totalmente sexualizado. Dispensa explicações e
comentários.
Mostrando postagens com marcador ideologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ideologia. Mostrar todas as postagens
sábado, 17 de agosto de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
A liberdade sexual e os estereótipos
Vou começar o texto com uma pergunta: quais são, atualmente, os conceitos do que é bonito e aceitável e do que não é?
Feita a pergunta, vamos entende-la. Hoje, postaram no facebook o video de uma mulher de calcinha e sutiã, dançando funk. Video apelativo e vulgar.
Isso é novidade pra alguém aqui? Acho que não. Motivo pelo qual não é novidade: se tornou normal. Agora, eu mencionei que a "dançarina" é gordinha e não condiz com os padrões com os quais todos estão acostumados? Por esse simples motivo, um video que seria muito mais um motivo de elogios que de criticas entre boa parte dos internautas se fosse uma mulher "gostosa" se apresentando, se tornou um video sobre o qual todos estão rindo e despejando criticas. Hipócritas.
Não que eu ache justificável uma mulher chegar a esse nível degradante de necessidade de atenção e exposição da própria imagem, mas a questão aqui não é o que eu penso. A questão aqui são os fatos. E os fatos são os seguintes: nós vivemos em uma sociedade onde pouca coisa ou quase nada impera mais que os estereótipos e ideais de beleza. Enquanto se tem isso, uma mulher pode fazer praticamente tudo na internet ou em qualquer outro lugar, que pouca gente vai dizer alguma coisa. Agora tenta sair um pouco desses padrões. Eu me submeti a ver o video da gordinha dançando e um outro video, postado pouco depois, de uma dançarina de verdade, "como deve ser" dançando. Que diferença eu vi entre os dois vídeos? O corpo da bailarina. E isso foi tudo.
Fora isso, nada mudou: mesmo tipo de nome artístico apelativo, mesmo tipo de musica vulgar, mesmo tipo de dança, os mesmos passos, as mesmas jogadas de cabelo e olhadas "sensuais".
Sendo assim, por que uma é exaltada como modelo enquanto a outra é ridicularizada? Por que a dançarina "molde" pode se sentir sexy, bonita, desejada e SATISFEITA com seu corpo, e uma mulher fora de todos esses padrões não pode? Ela só quis fazer exatamente o que a outra fez: se auto afirmar. Mas é incrível ver como os julgamentos foram diferentes.
Vivemos em uma época "total flex", tudo é permitido. Temos liberdade de expressão de ideias, liberdade politica e liberdade sexual. Mas, se analisarmos realmente, nada disso é verdade. Nossas ideias, visão que temos do mundo e de nós mesmos, determinam nossa concepção de politica e de sexualidade. Por sexualidade eu digo: opção sexual, posse e domínio de nossos corpos.
Temos tudo isso, no entanto, grupos políticos continuam caçando a todo custo os opositores, homossexuais continuam sendo espancados e mortos todos os dias pelo modo de vida que levam, e pessoas que, tecnicamente, tem domínio sobre seus corpos, estão sendo julgadas cruelmente por quem não as acham "boas o suficiente" para fazerem o que fazem, por não se encaixarem nos estereótipos ditados.
Isso, visto de um monto de vista histórico e sociológico, talvez fossa cômico se não fosse trágico. Afinal de contas, se voltarmos no tempo até o período clássico, podemos observar que os padrões de beleza eram totalmente diferentes (já viram um quadro de Vênus, Deusa da Beleza, idealizado naquela época?) e isso tinha um fundamento social. Naquela época, as mulheres gordinhas eram a tendencia, elas eram desejadas e vistas como superiores porque, se elas eram gordinhas, deduzia-se que elas comiam bem, e se elas comiam bem, logo, significava que elas tinham dinheiro pra fazer isso. Tudo estava relacionado com dinheiro, status. Uma camponesa não poderia comer tão bem quanto uma mulher nobre, logo, ela seria magra e pouco desejada pela sua visível condição social.
Mas, atualmente, os estereótipos são gratuitos e sem fundamento. Não existe razão social notável para todos acharem que apenas as mulheres magras sejam bonitas. Talvez tudo esteja resumido nisso. Razão social. Os clássicos pensavam e refletiam sobre sua realidade, sobre o que era lógico. Não defendo estereótipos, mas, pelos menos eles tinham explicações plausíveis para ter os deles.
E nós? que explicações temos? Nenhuma. Porque ao contrário deles, nós que somos tão "avançados" socialmente, não paramos pra pensar nisso.
Feita a pergunta, vamos entende-la. Hoje, postaram no facebook o video de uma mulher de calcinha e sutiã, dançando funk. Video apelativo e vulgar.
Isso é novidade pra alguém aqui? Acho que não. Motivo pelo qual não é novidade: se tornou normal. Agora, eu mencionei que a "dançarina" é gordinha e não condiz com os padrões com os quais todos estão acostumados? Por esse simples motivo, um video que seria muito mais um motivo de elogios que de criticas entre boa parte dos internautas se fosse uma mulher "gostosa" se apresentando, se tornou um video sobre o qual todos estão rindo e despejando criticas. Hipócritas.
Não que eu ache justificável uma mulher chegar a esse nível degradante de necessidade de atenção e exposição da própria imagem, mas a questão aqui não é o que eu penso. A questão aqui são os fatos. E os fatos são os seguintes: nós vivemos em uma sociedade onde pouca coisa ou quase nada impera mais que os estereótipos e ideais de beleza. Enquanto se tem isso, uma mulher pode fazer praticamente tudo na internet ou em qualquer outro lugar, que pouca gente vai dizer alguma coisa. Agora tenta sair um pouco desses padrões. Eu me submeti a ver o video da gordinha dançando e um outro video, postado pouco depois, de uma dançarina de verdade, "como deve ser" dançando. Que diferença eu vi entre os dois vídeos? O corpo da bailarina. E isso foi tudo.
Fora isso, nada mudou: mesmo tipo de nome artístico apelativo, mesmo tipo de musica vulgar, mesmo tipo de dança, os mesmos passos, as mesmas jogadas de cabelo e olhadas "sensuais".
Sendo assim, por que uma é exaltada como modelo enquanto a outra é ridicularizada? Por que a dançarina "molde" pode se sentir sexy, bonita, desejada e SATISFEITA com seu corpo, e uma mulher fora de todos esses padrões não pode? Ela só quis fazer exatamente o que a outra fez: se auto afirmar. Mas é incrível ver como os julgamentos foram diferentes.
Vivemos em uma época "total flex", tudo é permitido. Temos liberdade de expressão de ideias, liberdade politica e liberdade sexual. Mas, se analisarmos realmente, nada disso é verdade. Nossas ideias, visão que temos do mundo e de nós mesmos, determinam nossa concepção de politica e de sexualidade. Por sexualidade eu digo: opção sexual, posse e domínio de nossos corpos.
Temos tudo isso, no entanto, grupos políticos continuam caçando a todo custo os opositores, homossexuais continuam sendo espancados e mortos todos os dias pelo modo de vida que levam, e pessoas que, tecnicamente, tem domínio sobre seus corpos, estão sendo julgadas cruelmente por quem não as acham "boas o suficiente" para fazerem o que fazem, por não se encaixarem nos estereótipos ditados.
Isso, visto de um monto de vista histórico e sociológico, talvez fossa cômico se não fosse trágico. Afinal de contas, se voltarmos no tempo até o período clássico, podemos observar que os padrões de beleza eram totalmente diferentes (já viram um quadro de Vênus, Deusa da Beleza, idealizado naquela época?) e isso tinha um fundamento social. Naquela época, as mulheres gordinhas eram a tendencia, elas eram desejadas e vistas como superiores porque, se elas eram gordinhas, deduzia-se que elas comiam bem, e se elas comiam bem, logo, significava que elas tinham dinheiro pra fazer isso. Tudo estava relacionado com dinheiro, status. Uma camponesa não poderia comer tão bem quanto uma mulher nobre, logo, ela seria magra e pouco desejada pela sua visível condição social.
Mas, atualmente, os estereótipos são gratuitos e sem fundamento. Não existe razão social notável para todos acharem que apenas as mulheres magras sejam bonitas. Talvez tudo esteja resumido nisso. Razão social. Os clássicos pensavam e refletiam sobre sua realidade, sobre o que era lógico. Não defendo estereótipos, mas, pelos menos eles tinham explicações plausíveis para ter os deles.
E nós? que explicações temos? Nenhuma. Porque ao contrário deles, nós que somos tão "avançados" socialmente, não paramos pra pensar nisso.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Crítica e preconceito
Atualmente as pessoas não sabem mais a diferença entre preconceito e
crítica. Não sei exatamente o que desencadeou essa onda de alienação, essa neura que as pessoas tem de estar sempre sendo perseguidas pelas opiniões das pessoas com quem elas não concordam como se fosse algo pessoal. O que a maioria não percebe é que não concordar com certas atitudes, hábitos e vertentes não te torna uma pessoa preconceituosa, te torna apenas alguém que tem capacidade intelectual suficiente para criticar o meio em que vive e decidir o que gosta ou não, o que é bom ou não para si próprio.
Eu posso criticar qualquer atitude humana, além de poder criticar ideologias, gostos e comportamentos, dentro dos meus próprios limites éticos e dentro do meu espaço. Enquanto eu não estiver ofendendo nocivamente uma outra pessoa, eu tenho todo o direito de dizer o que penso, e posso faze-lo quando e onde bem entender. E isso não me tornará preconceituosa. Se as pessoas se contentam, se satisfazem e concordam (ou fingem concordar) com tudo, isso não significa que eu também seja obrigada a ter esse tipo de atitude conformista que não se enquadra no que eu acredito.
Esse tipo de comportamento infantilizado, a repressão do pensamento e o ideal falido de que o mundo deve concordar em tudo como um todo, são, na minha opinião, as principais causas para vivermos em uma sociedade com pessoas cada vez menos independentes, menos capazes de decidir por si próprias o que realmente acham melhor para suas vidas.
A idéia de um mundo globalizado, acabou gerando um processo meio cataclismico onde o que foi vendido e globalizado foi o conceito de individuo, e isso, pra mim, não é aceitável.
Eu posso criticar qualquer atitude humana, além de poder criticar ideologias, gostos e comportamentos, dentro dos meus próprios limites éticos e dentro do meu espaço. Enquanto eu não estiver ofendendo nocivamente uma outra pessoa, eu tenho todo o direito de dizer o que penso, e posso faze-lo quando e onde bem entender. E isso não me tornará preconceituosa. Se as pessoas se contentam, se satisfazem e concordam (ou fingem concordar) com tudo, isso não significa que eu também seja obrigada a ter esse tipo de atitude conformista que não se enquadra no que eu acredito.
Esse tipo de comportamento infantilizado, a repressão do pensamento e o ideal falido de que o mundo deve concordar em tudo como um todo, são, na minha opinião, as principais causas para vivermos em uma sociedade com pessoas cada vez menos independentes, menos capazes de decidir por si próprias o que realmente acham melhor para suas vidas.
A idéia de um mundo globalizado, acabou gerando um processo meio cataclismico onde o que foi vendido e globalizado foi o conceito de individuo, e isso, pra mim, não é aceitável.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O indivíduo e a sociedade
O ser humano é um ser que busca sentido. Mas qual é o sentido real em
viver? Porque as pessoas vivem? Porque algumas pessoas existem-no-mundo
enquanto outras são-no-mundo?
Vendo de um ponto de vista onde "minha vida faz sentido, logo, existo" o fato é que a grande maioria dos seres humanos não precisaria estar viva. E isso é meio triste. Saber que a maioria das pessoas não se pergunta o motivo de estarem aqui. Acordam todas as manhãs, abrem suas janelas rotineiramente, e nem se dão mais conta do dia que se abre por trás dela. Das possibilidades de fazer algo diferente, de ser diferente, de encontrar um propósito, de realizar um sonho, ser melhor..
E assim as vidas se vão, muito rápido, sem que nada de realmente marcante tenha sido vivenciado. As pessoas levam para os seus túmulos tudo que o queriam em vida, e que, muitas vezes, não tiverem coragem suficiente pra correr atrás. Morrem com sonhos que poderiam ter sido realizados com um pouco mais de esforço. Cada vez mais eu penso que o mundo está muito cheio, de gente muito vazia. .
De quem será que é a culpa disso? será que é só das próprias pessoas como indivíduos? Talvez não. Talvez seja mais que isso. No fundo, o problema é a massa, as pessoas como sociedade. A sociedade impõe padrões de vida, dita a moda, diz o que você deve ouvir, do que deve gostar. E em meio a tudo isso, a tantas coisas fúteis e muitas vezes inalcançáveis, a maioria desiste. Desiste dos próprios sonhos, dos próprios ideias, pra correr atrás do que é melhor visto em uma sociedade de ideais falidos.
Se todos se esforçassem um pouco mais pra pensarem sozinhos, fora da bolha sem ar que as cerca e que não permite, de forma muito subjetiva, que se tenha idéias realmente originais, criativas e revolucionárias, viveríamos em um mundo com muito menos pessoas frustadas com as próprias vidas.
A triste verdade é que a maioria não está de fato vivendo, abrangendo todos os possíveis significados dessa palavra, lutando por um ideal. Estão apenas passando por aqui, pensando que a passagem será eterna. Realmente lastimável a forma que a sociedade tem de matar as pessoas que "vivem".
Vendo de um ponto de vista onde "minha vida faz sentido, logo, existo" o fato é que a grande maioria dos seres humanos não precisaria estar viva. E isso é meio triste. Saber que a maioria das pessoas não se pergunta o motivo de estarem aqui. Acordam todas as manhãs, abrem suas janelas rotineiramente, e nem se dão mais conta do dia que se abre por trás dela. Das possibilidades de fazer algo diferente, de ser diferente, de encontrar um propósito, de realizar um sonho, ser melhor..
E assim as vidas se vão, muito rápido, sem que nada de realmente marcante tenha sido vivenciado. As pessoas levam para os seus túmulos tudo que o queriam em vida, e que, muitas vezes, não tiverem coragem suficiente pra correr atrás. Morrem com sonhos que poderiam ter sido realizados com um pouco mais de esforço. Cada vez mais eu penso que o mundo está muito cheio, de gente muito vazia. .
De quem será que é a culpa disso? será que é só das próprias pessoas como indivíduos? Talvez não. Talvez seja mais que isso. No fundo, o problema é a massa, as pessoas como sociedade. A sociedade impõe padrões de vida, dita a moda, diz o que você deve ouvir, do que deve gostar. E em meio a tudo isso, a tantas coisas fúteis e muitas vezes inalcançáveis, a maioria desiste. Desiste dos próprios sonhos, dos próprios ideias, pra correr atrás do que é melhor visto em uma sociedade de ideais falidos.
Se todos se esforçassem um pouco mais pra pensarem sozinhos, fora da bolha sem ar que as cerca e que não permite, de forma muito subjetiva, que se tenha idéias realmente originais, criativas e revolucionárias, viveríamos em um mundo com muito menos pessoas frustadas com as próprias vidas.
A triste verdade é que a maioria não está de fato vivendo, abrangendo todos os possíveis significados dessa palavra, lutando por um ideal. Estão apenas passando por aqui, pensando que a passagem será eterna. Realmente lastimável a forma que a sociedade tem de matar as pessoas que "vivem".
Superficiabilidade
O que mais vejo hoje em dia são pessoas se preocupando com coisas fúteis
que não darão nada de positivo para elas no futuro. E a forma mais
visível disso são as redes sociais. Infelizmente acho que pelo fato
delas exporem demais o indivíduo, e de que requerem muito tempo pra
isso, você acaba percebendo o quão vazias algumas pessoas podem ser. E
isso é surpreendente! Eu acho. Porque a internet é um
mundo de possibilidades, até mesmo nas redes sociais se pode fazer mais
do que postar detalhes minuciosos e inúteis do seu dia, falar sobre
cinco amores eternos por ano (chutando baixo), e mandar indiretas pra
pessoas que ás vezes, nem te seguem.
As pessoas tem se preocupado tanto com superficialidades, que se esquecem que o relógio da vida age com crueldade com quem se baseia apenas na aparência. Construir uma casa começa pela fundação e o acabamento é última coisa que se faz, mas é a primeira que é destruída pelo tempo. E a maioria se preocupa mais com o que parece, com que os outros pensam, do que com o que elas pensam sobre si mesmas. Estão mais interessadas em parecem "boas", no conceito dos que ela admira e pelos quais quer ser admirada, do que serem realmente boas como seres humanos, como pessoas.
Mas sabe qual o que me consola? é que o mundo gira rápido e com um propósito. Um dia ou outro, as pessoas vão se dar conta dos erros que tem cometido. Tomara que não seja tarde.
As pessoas tem se preocupado tanto com superficialidades, que se esquecem que o relógio da vida age com crueldade com quem se baseia apenas na aparência. Construir uma casa começa pela fundação e o acabamento é última coisa que se faz, mas é a primeira que é destruída pelo tempo. E a maioria se preocupa mais com o que parece, com que os outros pensam, do que com o que elas pensam sobre si mesmas. Estão mais interessadas em parecem "boas", no conceito dos que ela admira e pelos quais quer ser admirada, do que serem realmente boas como seres humanos, como pessoas.
Mas sabe qual o que me consola? é que o mundo gira rápido e com um propósito. Um dia ou outro, as pessoas vão se dar conta dos erros que tem cometido. Tomara que não seja tarde.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Felicidade
Essa pequena palavra de apenas 10 letras, mas milhares de significados...
È sobre isso que eu quero falar.
Todos a idealizam, mas poucos a conseguem.
è impossível encontrar o real significado de felicidade se o buscar no dicionário, ou se tentar, com alguma tese, a tentar definir. Já diria o poeta: A poesia não se entrega a quem a define. (E que mais é a felicidade além de pura poesia?)
Isso não é possível por que para cada um a felicidade tem um significado. Seriam necessários milhares de dicionários para descrever essa única palavra.
Por exemplo: para alguns, a felicidade se resume a ter muito dinheiro, posses, poder, status... e há aquelas pessoas para as quais uma tarde de sol, um momento em família, uma palavra objetiva na hora certa, o simples ato de encontrar a paz do silencio interior, basta como definição de felicidade.
Pra mim, a vida é muito mais que status social, sua conta bancária. No fundo o status é apenas uma máscara, ele é a forma pela qual você quer ser visto. Mas as máscaras sempre caem. Por isso, felicidade é acima de tudo, ser você mesmo.
Alguns dizem: felicidade não se compra. Outros dizem: Diz isso por que não sabe onde vende.
Eu sei que pode parecer que eu estou generalizando, mas eu sei que pessoas muito ricas, acabam perdendo a alegria de viver, perdem a felicidade que poderiam ter, se não se preocupassem tanto com coisas supérfluas, e não gastassem tanto tempo o pensando se as pessoas que os cercam o fazem porque realmente gostam deles ou se só estão interessadas no que eles possuem.
Como eu sei? Já sabia que isso ia passar pela sua cabeça...
Minha mãe trabalhou algum tempo em uma clínica psiquiátrica de classe alta.
Ela me contava cada coisa, cada caso, de inúmeros pacientes, que tinham muito dinheiro e nenhuma autonomia, amor, liberdade ou felicidade.
Não estou dizendo que um rico não pode ser feliz.
È importante estar na zona neutra. Se esforce pra ter dinheiro, e ser bem sucedido na vida, mas não faça disso sua única meta, sua única preocupação. Já disseram: Nunca confunda seu trabalho com sua vida.
Una a sua busca por felicidade financeira: paz de espírito,amizades verdadeiras, aquelas que dinheiro nenhum compra.
No fim de tudo, são desses pequenos gestos, pequenos momentos que você vai lembrar.
No seu leito de morte, você não vai pensar: "Á, se eu tivesse investido naquela empresa" ou "Se eu tivesse trabalhado mais..." -Mas sim: Ah, Se eu tivesse dito aquelas palavras, se eu tivesse dado aquele beijo, se tivesse tido coragem pra fazer aquilo...
E depois de morto, as mensagens deixadas por seus amigos e familiares, dificilmente serão: "Era tão bom homem de negócios!" -Mas dirão: "Era um amigo fantástico, um ser humano extraordinário."
E ai, como você quer ser lembrado? O que realmente te faz feliz? Traduza você mesmo a palavra FELICIDADE, e a enquadre em sua vida.
È sobre isso que eu quero falar.
Todos a idealizam, mas poucos a conseguem.
è impossível encontrar o real significado de felicidade se o buscar no dicionário, ou se tentar, com alguma tese, a tentar definir. Já diria o poeta: A poesia não se entrega a quem a define. (E que mais é a felicidade além de pura poesia?)
Isso não é possível por que para cada um a felicidade tem um significado. Seriam necessários milhares de dicionários para descrever essa única palavra.
Por exemplo: para alguns, a felicidade se resume a ter muito dinheiro, posses, poder, status... e há aquelas pessoas para as quais uma tarde de sol, um momento em família, uma palavra objetiva na hora certa, o simples ato de encontrar a paz do silencio interior, basta como definição de felicidade.
Pra mim, a vida é muito mais que status social, sua conta bancária. No fundo o status é apenas uma máscara, ele é a forma pela qual você quer ser visto. Mas as máscaras sempre caem. Por isso, felicidade é acima de tudo, ser você mesmo.
Alguns dizem: felicidade não se compra. Outros dizem: Diz isso por que não sabe onde vende.
Eu sei que pode parecer que eu estou generalizando, mas eu sei que pessoas muito ricas, acabam perdendo a alegria de viver, perdem a felicidade que poderiam ter, se não se preocupassem tanto com coisas supérfluas, e não gastassem tanto tempo o pensando se as pessoas que os cercam o fazem porque realmente gostam deles ou se só estão interessadas no que eles possuem.
Como eu sei? Já sabia que isso ia passar pela sua cabeça...
Minha mãe trabalhou algum tempo em uma clínica psiquiátrica de classe alta.
Ela me contava cada coisa, cada caso, de inúmeros pacientes, que tinham muito dinheiro e nenhuma autonomia, amor, liberdade ou felicidade.
Não estou dizendo que um rico não pode ser feliz.
È importante estar na zona neutra. Se esforce pra ter dinheiro, e ser bem sucedido na vida, mas não faça disso sua única meta, sua única preocupação. Já disseram: Nunca confunda seu trabalho com sua vida.
Una a sua busca por felicidade financeira: paz de espírito,amizades verdadeiras, aquelas que dinheiro nenhum compra.
No fim de tudo, são desses pequenos gestos, pequenos momentos que você vai lembrar.
No seu leito de morte, você não vai pensar: "Á, se eu tivesse investido naquela empresa" ou "Se eu tivesse trabalhado mais..." -Mas sim: Ah, Se eu tivesse dito aquelas palavras, se eu tivesse dado aquele beijo, se tivesse tido coragem pra fazer aquilo...
E depois de morto, as mensagens deixadas por seus amigos e familiares, dificilmente serão: "Era tão bom homem de negócios!" -Mas dirão: "Era um amigo fantástico, um ser humano extraordinário."
E ai, como você quer ser lembrado? O que realmente te faz feliz? Traduza você mesmo a palavra FELICIDADE, e a enquadre em sua vida.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Protesto
Diante de tantas falhas humanas,
Sentimo-nos pequenos demais
Frágeis demais
Expostos demais...
Traições e Falsidades
Vêm de onde menos se espera
Cada um se preocupa com suas próprias vaidades,
E seus interesses acima de tudo impera
Vive-se num mundo monocromático:
Veste-se segundo a moda ditada por alguém
Uma variedade de coisas iguais é o que vemos pelas ruas
E as pessoas estão se tornando assim como as coisas também:
Sem gosto, sem graça, sem prazer...
Está tudo muito igual. Relações são iguais.
Estamos todos no atacado nesta imensa loja,
Onde você é o que tem na carteira,
Coisas são mais importantes que pessoas
Vale a lei da oferta e da procura
E quem chegar primeiro leva.
Não quero aqui parecer puritana
Mas gostaria de falar dos valores morais
Onde em ter apenas um não se contenta
Quer-se muito mais!
A vida é ditada pela TV
E tomamos por verdade absoluta o que vemos nos jornais
Revistas com mulheres “photoshopadas”
Nos dizem como devemos ser
E nos faz sentir como se não fôssemos normais
Mas que grande ilusão
Que grande bobagem
A etiqueta da mala
Vale mais que a bagagem
Seres humanos imperfeitos
Buscando a impossível perfeição
Perdem todo o seu precioso tempo
Tentando fazer as coisas
Parecerem o que não são...
Sentimo-nos pequenos demais
Frágeis demais
Expostos demais...
Traições e Falsidades
Vêm de onde menos se espera
Cada um se preocupa com suas próprias vaidades,
E seus interesses acima de tudo impera
Vive-se num mundo monocromático:
Veste-se segundo a moda ditada por alguém
Uma variedade de coisas iguais é o que vemos pelas ruas
E as pessoas estão se tornando assim como as coisas também:
Sem gosto, sem graça, sem prazer...
Está tudo muito igual. Relações são iguais.
Estamos todos no atacado nesta imensa loja,
Onde você é o que tem na carteira,
Coisas são mais importantes que pessoas
Vale a lei da oferta e da procura
E quem chegar primeiro leva.
Não quero aqui parecer puritana
Mas gostaria de falar dos valores morais
Onde em ter apenas um não se contenta
Quer-se muito mais!
A vida é ditada pela TV
E tomamos por verdade absoluta o que vemos nos jornais
Revistas com mulheres “photoshopadas”
Nos dizem como devemos ser
E nos faz sentir como se não fôssemos normais
Mas que grande ilusão
Que grande bobagem
A etiqueta da mala
Vale mais que a bagagem
Seres humanos imperfeitos
Buscando a impossível perfeição
Perdem todo o seu precioso tempo
Tentando fazer as coisas
Parecerem o que não são...
Assinar:
Postagens (Atom)