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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Promessas de ano novo

Mais um ano termina
Outro se inicia
O que ninguém percebe
È que o ano novo
è apenas outro dia

De nada adianta
Escrever planos
Se não nos esforçamos
Pra arrancá-los do papel

Delegar á nós mesmos
A obrigação que damos
Ao "Papai noel"

Promessas de ano novo...

O que foi feito
das promessas que fizemos
neste ano que se passou?
Quantas delas
Para cumprir você se esforçou?

Quantas deixamos
Para amanha
Pra semana que vem
Ano que vem?
( vida que vem? )

Este ano não farei promessas
no papel nada escreverei
Apenas e tão somente
tentarei resgatar os sonhos
que para trás deixei...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Feliz de propósito

Declaro para os devidos fins
E a quem possa interessar,
Que decidi ser simplesmente feliz
Não importando a paisagem ou o lugar.

Meu coração estará em liberdade
Para prender-se onde bem desejar
Fora do meu ser não buscarei felicidade
Porque em mim mesma a verei
Como flores na primavera a brotar

Meu sorriso não conhecerá cadeados
E até mesmo as lágrimas terão seu lugar
Rolarão felizes por meu rosto
Porque só de alegria vou chorar

Neste memorável dia registro
Que o sol brilhará em todas as minhas estações
Primavera, verão, outono e inverno
A melodia percorrerá as mais diversas canções

Serei feliz quando o sol brilhar
Serei grata quando o céu escurecer
Recolherei as pedras do meio do caminho
Farei um novo caminho se for preciso...

...Serei feliz de propósito enquanto viver!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Redundância

 Dizem que não são as respostas que movem o mundo e sim as perguntas. Parei pra pensar nisso e advinhem só, cheguei a várias respostas. Uma mais inconclusiva que a outra. Não interessa quantos textos eu escreva e quantas frases eu formule, as coisas que eu comece a falar sozinha e grave e regrave pra ouvir depois e tentar chegar a alguma conclusão, a conclusão não vem. Mas, vamos lá.
 E se tivéssemos a resposta pra perguntas do tipo: quem somos? De onde viemos? O mundo foi criado ou evoluiu? Ou evoluiu depois de ser criado? Como se organiza a sociedade? Como se compõe o sistema? Por que é tão difícil viver em paz?
Se eu for citar todas as perguntas, não vou terminar nem hoje, nem nunca. Mas, voltando ao que eu estava dizendo, talvez o fato principal de não conseguirmos responde-las seja porque, se respondêssemos, o mundo pararia de girar. Por mais ínfimas e parciais que fossem as respostas, a maioria se daria por satisfeito. E isso resultaria numa eminente estagnação.
 Imaginem se a ciência encontrasse a resposta pra todos os problemas? Seria ótimo, não? Mas e depois? O fato é que no caminho de encontrar as respostas pra determinadas perguntas, os cientistas acabam encontrando as respostas de outras e/ou encontrando novas perguntas. Causando dessa forma a evolução do método cientifico, fazendo o mundo girar de modo que uma pergunta se torna uma resposta parcial a outra, e assim elas vão se interligando, formando verdades totalmente inquestionáveis. Até que surgem novos pensadores, novos loucos e hereges que as absorvem, contestam e as derrubam. Provando que a verdade é que a única certeza da vida é que as perguntas são infindáveis.
 Talvez esse seja o sentido de tudo. Perguntar, e perguntar infinitamente. Refletir trinta vezes sobre o mesmo assunto, estudar, escrever, falar e se inquietar e não conseguir dormir. Exercer o que só uma pessoa pode fazer: pensar. No fundo, essas perguntas sem resposta estão ai pra isso. Pra nos lembrar de que não podemos dormir, acordar todas as manhas, abrir a janela, olhar pra fora e ver o mundo como algo normal. Porque não é. A vida que se desenrola e surge a cada minuto diante dos nossos olhos é assustadora, minuciosa e sublime. Se não fossem essas perguntas sem resposta, talvez parássemos de pensar ao ponto de não sabermos  o porque de nos inquietarmos, de nos incomodarmos, de que é isso que nos difere de todas as outras criaturas no mundo. Precisamos construir a nós mesmos e as coisas a nossa volta, e não existe outra forma de manter essas construções em pé sem os blocos das perguntas. Porque as perguntas são imutáveis mesmo depois de respondidas, as resposta não, não servem de alicerce.
 Existem pessoas que não se questionam, não tem nenhuma pergunta. Logo, nenhuma resposta. E sem ambos ou pelo menos um dos dois, qual é o sentido de viver? Não há sentido. Elas parecem não saber que tropeçam todos os dias nos nós traçados pelo destino. E o destino? Ele existe? O destino é um deus, e segue incompreendido e cego. Como nós. Ceguíssimos... Mas, existe? Não sei. E qual o problema afinal de contas? É só mais uma pergunta pra compor a listas das que vão tirar meu sono um dia desses.

sábado, 6 de julho de 2013

O último superlativo

 O funkeiro Mc Daleste morreu. Foi baleado enquanto fazia um show. E eu estou vendo muitos fazendo pouco caso disso e piadinhas no facebook do tipo "menos um funkeiro no mundo". Não gosto de funk, isso não é segredo. Mas tratar com descaso um ato de violência e agir dessa forma simplesmente pelo tipo de musica que ele cantava é ridiculo, sem mencionar que é de um pensamento extremamente pequeno. Pequeníssimo. Muitos reclamam que não são compreendidos, que não são aceitos, que são julgados, mas olha só as atitudes que tomam...
  Dizem por ai que a vida é um espelho. Será que com alguns pensamentos e comentários estamos emitindo o respeito e a compreensão que queremos dos outros? Antes de rockeiros, funkeiros ou qualquer outro rótulo, somos pessoas. Somos vidas. E toda vida tem valor. A questão é que ninguém é o que é por acaso. Somos nosso meio social, a familia em que crescemos, as pessoas com quem convivemos e em quem nos espelhamos, os amigos que fazemos, pelo que nos esforçamos. Eu não sei nada sobre ele, ouvi uma musica aleatóriamente, mas tenho certeza que ele como todo mundo tinha defeitos mas também tinha qualidades. E essas qualidades, o que ele foi como pessoa, pra si e pra quem gostava dele, não tem preço, por mais que muitos saibam o preço de tudo e o valor de COISA NENHUMA. Quem somos nós? QUEM SÃO VOCÊS pra dizer que "foi melhor porque é menos um funkeiro no mundo"? Que direito nós temos de dizer algo assim? Quem sabe no dia que essas pessoas morrerem, tenha alguem pra dizer que foi menos um hipócrita, menos um ignorante no mundo. Estariam certíssimos.

 O fato é que se fosse um artista de outro gênero, a grande maioria acharia absurdo. Como as pessoas são cegas. Ceguíssimas. Muitos não gostam do funk pela obscenidade, mas ao mesmo tempo, ouvem musicas gringas que são igualmente ou as vezes até piores. Mas, ninguem julga não é mesmo? Pregam a liberdade de expressão apenas e somente quando a expressão é a sua própria.
  Comecem a pensar um pouco, vocês que se dizem tão humanos, vocês que protestam pela diminuição da tarifa, vocês que querem os direitos dos animais e o fim do bullying, entre outras causas... entendam que nada disso tem valor se você não souber valorizar o que significa a vida de alguém. Estão dizendo muito ultimamente que "O Brasil acordou". Acordou pra que exatamente? As balas de borracha nos manifestantes chocam, revoltam. Mas as balas de verdade, que matam na periferia são vistas como "meio de tirar mais um funkeiro do mundo"? Não percebem que ambos estão errados? Pelo visto não. Estão de fato, "acordadíssimos".... HIPÓCRITAS.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sobre o Pré Conceito.

Comecei esse texto por causa de uma proposta de trabalho do colégio que me fez refletir muito. O tema era "o preconceito com pessoas de olhos azuis". O que me fez pensar que esse termo é apenas uma expressão simbólica para uma série de preconceitos raciais e sociais ao longo da historia da humanidade. Todos pensamos que o preconceito consiste apenas em tratar mal alguém sem um motivo cabível, mas o termo e seu significado vão muito além disso. Se analisarmos a palavra, encontraremos Pré e Conceito, ou seja, uma ideia ou conceito sem uma opinião prévia. E essa opinião não precisa ser exatamente desmerecendo seu alvo, mas também é pela opinião precipitada que temos superestimado algumas características em nossa sociedade.
Desde sempre na sociedade existe uma divisão de classes, de deveres. Em Roma, tínhamos imperadores, plebeus e legionários, na idade média, tínhamos os pobres camponeses governados pelo clero e pelo rei, no inicio das grandes navegações, quando se começou a conhecer tipos diferentes de lugares e por consequencia, de pessoas, também houveram  choques culturais, que com o passar do tempo, resultaram em uma idéia formada por ambos os povos, nativo e colonizador, a respeito um do outro. Quando os portugueses  chegaram ao Brasil, eles encontraram os índios, e pela ingenuidade deles, se julgaram superiores. Os índios, por sua vez, ficaram fascinados com o estilo de vida europeu, já que tudo era novo pra eles, pois aqui não havia nada daquilo. Com o passar do tempo essa interação criou no índio um sentimento diferente.
 O mesmo pode ser visto em relação aos negros, até mais que dos índios, já que sua escravidão durou muito mais tempo. O branco se sentia superior e via o negro como não sendo um ser humano, e quando o viam assim, um ser humano não cristão, que por isso mereciam ser escravizados por negarem o cristianismo e terem suas próprias crenças "pagãs", eram considerados sem alma pela própria igreja. Não foram raras a catequisação tanto de índios como de negros. Mas tudo isso é só um marco inicial para o que viria a ser um mundo cheio de preconceitos.
 Depois de muitos anos escravizados, os escravos negros começaram a se revoltar quando a escravatura, um dos maiores exemplos dessa resistência é Zumbi dos palmares, que, em Pernambuco, formou o que podemos chamar de uma vila de negros fugidos e os incitava a rebelião, O quilombo de Palmares.
. A escravidão foi abolida em 1888 no Brasil, já tendo sido abolida em todos os outros lugares do mundo. Mas não foi por causa disso que os brancos e negros reviram os conceitos que tinham uns dos outros. Mais tarde,  na revolução industrial, o proletariado, explorado pelas mãos cruéis da burguesia também são uma amostra clara da desigualdade, e a lista não para.
 O ponto principal é o fato de que tudo isso não gerou preconceito apenas por parte dos opressores, mas também por parte dos oprimidos, e podemos ver traços disso na sociedade ate hoje. Um exemplo claro é que não é raro vermos pobres que odeiam ricos, não os que batalharam honestamente e chegaram onde estão, mas os que subirão pro meio da queda de outros, ricos detentores de riquezas sujas. Porque, na concepção deles, não é justo que pessoas assim sejam mais afortunadas e mais felizes do que eles que trabalham honestamente e muitas vezes não tem condições de comprar o essencial. Se vêem superiores, mais fortes e dignos em relação a esse tipo de pessoa. Outro exemplo simples é a aversão de alguns negros contra brancos. O negro muitas vezes se sente superior e vê o branco como um câncer em seu meio. Afinal, não foi o povo dele que foi escravizado, humilhado. Não são eles que precisam de cotas nas universidades e na maioria das vezes, salvo este exemplo, não são eles quem sofrem preconceitos. O lugar onde isso fica mais evidente é nas periferias, nas musicas de Rap, em que o orgulho da raça negra é exaltada. Um exemplo claro desse pensamento por parte da comunidade negra é a musica "capitulo 4, versículo 3" do grupo Racionais Mc´s. Onde ele conta a historia de um negro que a comunidade respeitava, até que ele começou a se envolver com os "branquinhos do shopping" que o levaram pra um caminho em que a vida dele como era antes, se transformou em algo totalmente diferente :

(...)Você vai terminar tipo o outro mano lá  que era um preto tipo A e nem entrava numa,  mó estilo de calça Kalvin Clein e tênis Puma, um jeito humilde de ser no trampo e no rolê,  curtia um funk jogava uma bola  buscava a preta dele no portão da escola.  Exemplo pra nós mó moral mó ibope  mas começou colar com os branquinhos do shopping...  aí já era... i mano outra vida outro pique, só mina de elite balada vários drink,  puta de butique toda aquela porra , sexo sem limite sodoma e gomorra. (...)

Outro com exemplo é o texto satírico abaixo:

Eu não aguento mais esse preconceito dos negros, como homem branco não tenho culpa de ter nascido branco. Só quem é branco sabe a m*rda que é você estar andando na rua à noite e ver uma pessoa desviando, mudando de calçada, porque tem medo do branquelão aqui. Tomar geral da polícia então, nem me fala... Eu já cansei, até queria fazer um GERALCARD pra que os PMs carimbassem a cada enquadro, aí juntando dez enquadros eles poderiam aliviar uma pra mim de graça. 
Um dia desses eu tava com o meu carro, estacionando, e a polícia me abordou em "atitude suspeita". Acharam que eu tava roubando meu carro. E ainda falaram "O que um brancão feito você tá fazendo em um carro assim?" Poxa, eu nem terminei de pagar meu financiamento!
Outra coisa que é foda de ser branco é pra arrumar emprego. Quando eu vejo no anúncio "boa aparência" (que é ilegal) ou "excelente apresentação pessoal", já sei que o brancão de cabelo liso aqui tá f*dido, vão escolher um negro, um asiático, qualquer um menos eu, porque branco só serve pra fazer faxina e ser segurança.  Na faculdade tem gente que veio querer saber se eu era cotista e vira e mexe rola uma piadinha com a minha cor e a minha competência. Eu sou obrigado a provar todo santo dia que tenho os mesmos direitos de um negro privilegiado que teve a sociedade inteira a seu favor desde sempre, maior injustiça do mundo! Como que um cidadão vai viver bem assim?
Os negros se uniram contra a gente de tal forma que existe todo um sistema para fazer a gente se sentir menor, inadequado, infeliz.  Minha irmã, que é bem clarinha também, um dia voltou chorando pra casa porque chamaram ela de branca fedorenta na escola. Nesse dia eu tive vontade de matar meio mundo, mas fiquei pensando em um branco na cadeia e acabei desistindo de apelar pra ignorância.  Acredita que já tentei escrespar meu cabelo, mesmo sendo homem? De tanto ouvir que meu cabelo liso era horroroso, lambido da vaca? Uma hora eu acreditei, né?
Mas hoje eu tô tentando assumir uma postura diferente na vida. Busquei informação, faço parte de um grupo maravilhoso de pessoas que discutem o papel do negro opressor na sociedade e passei a entender melhor que o problema não estava comigo, mas sim no racismo de gente que deveria saber que a cor da pele é só a cor da pele, por dentro a gente é carne, osso e sangue do mesmo jeito! Foi legal, estou me aceitando mais, é realmente importante ter um apoio nessa sociedade tão opressiva contra as pessoas de pele clara. O nome do grupo, se você quiser buscar ajuda também, começa com as letras KKK, procura no Google que aparece, vai lá tomar um suco com a gente! Pessoas mais lúcidas que elas, olha, ainda estou pra ver.  Ser branco não é fácil, mas a gente não deve desistir nunca!
(lola aronovich)

O texto reflete perfeitamente o pensamento do negro em ralação a sua própria situação e a do branco.
 E o preconceito que temos com as "pessoas de olhos azuis" se reflete na forma como muitas vezes pensamos que eles são melhores e mais felizes por causa de suas regalias e vantagens sociais. Exemplo disso é o fato de mais negros serem parados em blitz que brancos, como se por eles serem brancos, não tivessem aspiração a cometer crimes. Ou o fato de nos surpreendermos quando vemos um negro rico e bem sucedido, como se o sucesso fosse privilégio apenas da "raça ariana". Temos um enorme Pré Conceito em relação a essas pessoas de pele clara e muitas vezes nem nos damos conta disso.
 Pesquisei com algumas pessoas o que elas pensavam sobre o preconceito com pessoas de olhos azuis e elas simplesmente riram e em sua maioria disseram: onde já se viu uma pessoa de olhos azuis ser discriminada?
 Mas já vimos que somos muito preconceituosos em relação a essa distinta e privilegiada parcela da sociedade. Os olhos azuis representam o gene recessivo, a sorte recessiva. Sempre que vemos alguem de olhos azuis, nos admiramos e desejamos aqueles olhos, tão exóticos e raros, e a sociedade nada mais é do que isso: a supremacia da minoria sobre uma multidão que não percebe que ninguém precisa ser exaltado ou rebaixado. Mas que todos nós, olhos azuis e castanhos, nos vermos como somos: humanos.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Insatisfação

Se faz calor, queremos o frio
Se temos a brisa, queremos o sol
Se não temos alguém,
Achamos logo que só seremos felizes se o tivermos
E quando temos, a felicidade consiste em não tê-lo mais!

Se temos problemas,
Achamos que amanhã será melhor que hoje
E chegado o “amanhã” percebemos que “ontem”
É que éramos realmente felizes...

E assim se espera pelo amanhã:
Guarda-se o “hoje” na gaveta,
Enquanto o porvir é mais importante:
Deixamos a felicidade pra amanhã,
Mais tarde, ou semana que vem talvez...

Quem sabe depois que terminar a faculdade
Ou quem sabe depois que se casar
Talvez depois da promoção...
Pode ser que a felicidade chegue depois do primeiro filho,
Ou quem sabe após o primeiro milhão...

O que é mais importante na nossa vida?
Bom seria se todos tivessem dinheiro e felicidade
Mas muitas vezes devem-se fazer escolhas...

Às vezes o trabalho que lhe dá prazer não é o mais rentável
Às vezes quem você ama, não é o mais amável...

... Mas até onde o dinheiro compra a sua felicidade?
Quantos momentos de felicidade são trocados
Por “esmolas” de sentimentos vazios,
Ou mesmo sentimento nenhum?

O pobre esmera-se por conseguir um pouco mais
O rico preocupa-se com seu dinheiro: assaltos e sequestros
E infeliz, sabe que sua miserável riqueza
Não pode lhe comprar afetos...

O infeliz busca a felicidade
O feliz julga ser pouco a felicidade que tem...

Até onde tanta insatisfação convém?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O indivíduo e a sociedade

 O ser humano é um ser que busca sentido. Mas qual é o sentido real em viver? Porque as pessoas vivem? Porque algumas pessoas existem-no-mundo enquanto outras são-no-mundo?
Vendo de um ponto de vista onde "minha vida faz sentido, logo, existo" o fato é que a grande maioria dos seres humanos não precisaria estar viva. E isso é meio triste. Saber que a maioria das pessoas não se pergunta o motivo de estarem aqui. Acordam todas as manhãs, abrem suas janelas rotineiramente, e nem se dão mais conta do dia que se abre por trás dela. Das possibilidades de fazer algo diferente, de ser diferente, de encontrar um propósito, de realizar um sonho, ser melhor..
  E assim as vidas se vão, muito rápido, sem que nada de realmente marcante tenha sido vivenciado. As pessoas levam para os seus túmulos tudo que o queriam em vida, e que, muitas vezes, não tiverem coragem suficiente pra correr atrás. Morrem com sonhos que poderiam ter sido realizados com um pouco mais de esforço. Cada vez mais eu penso que o mundo está muito cheio, de gente muito vazia. .

  De quem será que é a culpa disso? será que é só das próprias pessoas como indivíduos? Talvez não. Talvez seja mais que isso. No fundo, o problema é a massa, as pessoas como sociedade. A sociedade impõe padrões de vida, dita a moda, diz o que você deve ouvir, do que deve gostar. E em meio a tudo isso, a tantas coisas fúteis e muitas vezes inalcançáveis, a maioria desiste. Desiste dos próprios sonhos, dos próprios ideias, pra correr atrás do que é melhor visto em uma sociedade de ideais falidos. 
 Se todos se esforçassem um pouco mais pra pensarem sozinhos, fora da bolha sem ar que as cerca e que não permite, de forma muito subjetiva, que se tenha idéias realmente originais, criativas e revolucionárias, viveríamos em um mundo com muito menos pessoas frustadas com as próprias vidas. 
 A triste verdade é que a maioria não está de fato vivendo, abrangendo todos os possíveis significados dessa palavra, lutando por um ideal. Estão apenas passando por aqui, pensando que a passagem será eterna. Realmente lastimável a forma que a sociedade tem de matar as pessoas que "vivem".

segunda-feira, 16 de maio de 2011

F ale menos
E scute mais
L eia bons livros
I mite as boas ações
C ultive o otimismo
I lumine a escuridão
D eseje o bem a todos
A legre-se com o êxito dos outros
D ê o melhor de si
E vite excessos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Protesto

Diante de tantas falhas humanas,
Sentimo-nos pequenos demais
Frágeis demais
Expostos demais...

Traições e Falsidades
Vêm de onde menos se espera
Cada um se preocupa com suas próprias vaidades,
E seus interesses acima de tudo impera

Vive-se num mundo monocromático:
Veste-se segundo a moda ditada por alguém
Uma variedade de coisas iguais é o que vemos pelas ruas
E as pessoas estão se tornando assim como as coisas também:

Sem gosto, sem graça, sem prazer...

Está tudo muito igual. Relações são iguais.
Estamos todos no atacado nesta imensa loja,
Onde você é o que tem na carteira,
Coisas são mais importantes que pessoas
Vale a lei da oferta e da procura
E quem chegar primeiro leva.

Não quero aqui parecer puritana
Mas gostaria de falar dos valores morais
Onde em ter apenas um não se contenta
Quer-se muito mais!

A vida é ditada pela TV
E tomamos por verdade absoluta o que vemos nos jornais
Revistas com mulheres “photoshopadas”
Nos dizem como devemos ser
E nos faz sentir como se não fôssemos normais

Mas que grande ilusão
Que grande bobagem
A etiqueta da mala
Vale mais que a bagagem

Seres humanos imperfeitos
Buscando a impossível perfeição
Perdem todo o seu precioso tempo
Tentando fazer as coisas
Parecerem o que não são...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pirata do amor

Ele conhece bem os mares onde navega
E os oceanos como a palma de sua mão
Guiado como que por uma bússula
Chega facilmente ao desprotegido coração

Ele sabe bem o que dizer
E onde tocar
Sabe que arrastará mil olhares
Onde quer que passar

Eleito o capitão do navio
Ele comanda suas tripulantes palavras
Que irão onde lhe apraz,

Especializou-se a encontrar moças carentes
Ah... Mas ele sabe o bem que faz!

Cheio de astúcia e sem rodeios,
Cruza longos mares e oceanos
Navega pelos mais diversos seios,
E seu versejar agrada gregos e romanos.

Um roubo aqui
E outra pilhagem ali,
Segue á procura de novos horizontes...

Ele irá aonde o ouro brilhar mais,
Pois seu coração errante
Nunca, jamais se satisfaz!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Consumismo.


Já repararam que tudo é motivo pra sairmos e comprarmos alguma coisa?
E o que você compra, se for um presente, por exemplo, mostra o quanto você gosta da pessoa presenteada. Ou se é algo para você, mostra o quanto você gasta, seu gosto, estilo, sua personalidade.
Será que dá pra parar com isso?
Gente, pelo amor de deus! Todos esses feriados: Páscoa, natal, aniversário ( pra mim é feriado KK’) . Todos esses “dias”: Dias das mães, dos pais, das crianças.
Respondam rápido: Qual é o significado de todos esses dias?
Presentes!
(Quase) ninguém comemora esses dias, pelos seus reais significados.
Muitos, não estão nem preocupados com o que todos esses dias representam. Apenas querem uma desculpa pra gastar.
A páscoa, por exemplo. Tem um significado lindo, mas, Quem liga? No fundo, todos só querem mesmo os chocolates. (Não estou falando que eu não goste de ganhar os ovos, muito pelo contrario. Adoro. Mas isso não é tudo).
Claro, que todos estamos condicionados a isso. Mas pelo menos uma vês, em pelo menos um desses feriados, tentem, mas tentem de verdade, conciliar tantos presentes, tanta futilidade, com um pouco de amor. Um pouco de carinho, um pouco do espírito que esses dias trazem.
Coloquem em suas cabeças, que esse tipo de coisa, apesar de importante, não é tudo na vida.
Não quero também generalizar, e dizer pra que todos virem Hipiies (kk’),
Como eu disse anteriormente, quero apenas que conciliem as duas coisas. Presenteiem, gastem. Mas tente unir a tudo isso, Uma vida. Sentimentos, momentos.
No fim de tudo, não vão ser os presentes que serão lembrados. Mas os momentos.

Como já disseram: O que agente leva da vida, é a vida que agente leva.

sábado, 3 de julho de 2010

Heath Ledger

 Hoje eu assisti a um filme, Batman o cavaleiro das trevas. E me deparei com o Curinga. Analisando o personagem percebi o ator por trás dele.  E agora vou escrever sobre sua morte, de alguns anos atrás, como se tivesse ocorrido no mesmo momento em que vi o filme. Estou postando esse texto agora não só para homenagear meu ator preferido, mas também pra tratar de outro assunto que está interligado.

Morre um ator. Morre uma vida. Morre um ser humano. Mais uma vez me pergunto se dinheiro e fama podem fazer bem à uma pessoa. Claro que existem exceções, mas parece-me que todos esses atores e atrizes, cantores e Cia vivem drogados, solitários, jogados em quartos de hotéis, procurando diversões que seu dinheiro possa pagar... Não confiam em ninguém para se relacionar, porque as pessoas que deles se aproximam, comumente o fazem por interesse comercial.

Não raro se vê nos tablóides as “Britney Spears” e as “Amy Winehouse” , envolvidas em algum tipo de escândalo, (a primeira é a campeã), fotografadas bêbadas, drogadas, chorando pelas ruas sem se importar com o que os outros estão pensando, (claro, pra quê se importar? E cá entre nós, deve ser terrível ter fotógrafos por todo lado fotografando sua vida e colocando sua tristeza nos jornais como se fosse entretenimento...)
... e quando vejo isso sinto pena.

Quando vejo coisas assim meu coração dói porque algumas pessoas pensam que o dinheiro seria a solução para seus problemas, e vendo o exemplo de algumas dessas vidas “abastadas”, vejo que melhor lhes fôra serem pessoas talvez não pobres, mas não tão ricas, não tão famosas.

Heath Ledger foi apenas mais um. Pessoalmente eu o admirava como ator e como cinéfila que sou, assisti à muitos dos filmes que ele já fez entre tantos outros que já assisti. 

Eu o imagino solitário, em seu apartamento tão luxuoso, sem UMA companhia, ninguém para confiar e conversar, a ponto de precisar chamar uma “massagista” para lhe fazer companhia. Não que seja contra isso. Mas queria ressaltar o fato de que ele estava só, e é isso o que me entristece.

Tento imaginar o que poderia estar passando pela cabeça dele. As tristezas, a depressão... Lá estava ele: Lindo, rico, famoso, desejado por muitas mulheres. Mas viciado em drogas e sozinho.
A imprensa diz que ele já estava depressivo antes de fazer o personagem “joker”, o famoso “Coringa” de Batman. Personagem sombrio que acabou afetando Heath pessoalmente. Não conseguia mais dormir e por isso tomava remédios...

Em entrevista ao "New York Times" de 4 de Novembro, Ledger revelou que as filmagens do novo Batman o deixaram física e mentalmente exausto e que precisou tomar pílulas de um remédio chamado “Ambien” para conseguir dormir. O medicamento oferece riscos se ingerido em excesso ou misturado com álcool. Misturando tantas coisas, acabou tendo uma overdose... Prefiro pensar que ele não quis causar a própria morte. Tão jovem, tão bonito, com tanta vida ainda para viver... Os "amigos" que diziam que isto já estava previsto, nada fizeram para ajudá-lo.

E o mundo perde um talento.
E os pais perdem um filho.
E a filhinha perde o papai...
(...Numa dessas reportagens a vi chegando à Nova York com a mãe, toda sorridente: Não tem nem idéia do que aconteceu. Crianças... como é bom ser uma. Bem cuidada, claro. Mas esse é outro assunto.)

E como se não bastasse a dor da perda, uma “Igreja” homofóbica, promete distribuir no funeral de Heath panfletos, os chamados “flyers” com dizeres terríveis condenando-o pelo seu papel de homossexual no filme
“O segredo de Brokeback Mountain” e dizendo que ele já está no inferno. Que falta de humanidade para com os familiares!!!
Fiquei indignada ao ler tal notícia, porque essas pessoas se julgam capazes de condenar alguém.  Simplesmente inaceitável. Algumas pessoas se esquecem de que esse é um direito EXCLUSIVO de Deus.
ELE decide quem vai ou não para o inferno... Só ELE sabe, o que se passava no coração de Heath antes de morrer...
... Desrespeito com o SER HUMANO antes de tudo.

E entre tantas coisas, fica a lembrança de alguém que por aqui passou e sua marca deixou. Infelizmente, envolveu-se com drogas. Tentava se libertar... Que pena que não conseguiu... Trágico fim...

Uma grande perda para o cinema... Uma grande perda para a família.

Descanse em paz Heath Ledger...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Anorexia


Hoje, eu vi no site de noticias da globo, uma caso de anorexia. Claro que já se tornou comum e normal ouvirmos falar sobre esse problema,
mas não deveria ter se tornado rotina, embora seja a rotina de muitas pessoas.

O caso que li falava sobre uma estudante inglesa, que por ter sido uma criança gordinha, aos 12 anos entrou em um processo de anorexia e bulimia, pois queria ser magra como as mulheres nas revistas de moda que lia.
Ela disse em entrevista, que fazia um pacote de salgadinhos durar até duas semanas! hoje, já com 18 anos, ela tem um corpo normal e saudável, e recomenda que ninguém cometa seu erro.

Gente, isso é uma coisa muito seria. Claro que querer ser bonita, perder alguns "quilinhos" para tentar se sentir melhor consigo mesma é normal, o que não é normal é quando isso começa a se tornar obsessivo e doentio.
Sei que é muito fácil falar, e que na teoria é tudo muito simples, mas eu queria realmente que as garotas se achassem bonitas como são, que se sentissem satisfeitas com elas mesmas. O que muitas pessoas não entendem, é que em revistas de moda, em filmes, em cenários artísticos, sempre vai haver uma mulher magra e bonita que algumas de nos daríamos tudo para ser, mas o que temos que perceber é que elas vivem uma outra realidade,e essa realidade muitas vezes acaba em uma clínica de recuperação física e psicológica por conta de casos de anorexia.
O meu conselho meninas, é o seguinte: notem que todos temos tipos físicos diferentes, e se sinta bem com o seu. Mesmo que você queira ficar mais magra, veja até onde isso é algo saudável; parem de idealizar corpos como os das revistas de moda. Elas vivem para isso.E não pensem que são infelizes só por que não tem aquele corpo totalmente definido. Parem e pensem um pouco, e acreditem em mim: qualquer modelo, repito: qualquer modelo daria tudo pra poder pelo menos por um dia, comer tudo que tem vontade sem se preocupar com quantas calorias estão consumindo. E vocês, que podem comer o que quiserem, que não tem toda essa cobrança, toda essa neurose, não comem por que querem ser como elas. Gente PARA COM ISSO!
Parem um pouco de achar que não são bonitas, e apenas achar bonita uma beleza inalcanssável. Lembrem-se também que photoshop em revistas de moda é tão comum quanto a sua vontade de emagrecer. Ter obseçao por revistas de moda só  faz com que você se sinta feia.

Ouçam, ou melhor, leiam bem: a vida de vocês é sem duvida muito mais gratificante nessa área que a vida da maioria delas.