Mais um ano termina
Outro se inicia
O que ninguém percebe
È que o ano novo
è apenas outro dia
De nada adianta
Escrever planos
Se não nos esforçamos
Pra arrancá-los do papel
Delegar á nós mesmos
A obrigação que damos
Ao "Papai noel"
Promessas de ano novo...
O que foi feito
das promessas que fizemos
neste ano que se passou?
Quantas delas
Para cumprir você se esforçou?
Quantas deixamos
Para amanha
Pra semana que vem
Ano que vem?
( vida que vem? )
Este ano não farei promessas
no papel nada escreverei
Apenas e tão somente
tentarei resgatar os sonhos
que para trás deixei...
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Diálogo/monólogo
Falamos com tanta gente no decorrer de nossos dias, de nossas vidas... Mas com quantas realmente conversamos? Quantas vezes encontramos pessoas com as quais vemos nossos olhares e nossas palavras se encontrarem, se entenderem e se perderem, por terem se entendido? Poucas. Falamos sem parar, sobre o tempo, sobre o futebol... mas quantas vezes nos sentimos a vontade pra falar com alguém sobre os temporais que frequentemente se tornam nossos pensamentos? Para falar do grande sacrifício de marcar um gol nessa vida, de driblar os problemas, enrolar esse grande juiz chamado tempo e garantir a prorrogação de bons momentos?
Alias, quantos momentos podemos dizer com certeza que foram bons? Com quem podemos dividi-los? A quem podemos contá-los? Com quem podemos vive-los? Não sabemos. E não sabemos porque no meio de todas as palavras ditas, não havia conexão, nem entre elas e nem entre os indivíduos que as proferiam.
Nós vivemos em plena era da informação, falamos muito. Com quem está perto, com quem está longe... mas falta verso. Falta conversar, mas conversar com verso. Falta deixar as coisas fluírem com naturalidade, verdade e confiança. Confiança... atualmente, uma palavra desconexa, perdida sem rima no meio da frase... como encaixa-la? Como encontrá-la em nós e nos outros? Com verso. Conversando.
Alias, quantos momentos podemos dizer com certeza que foram bons? Com quem podemos dividi-los? A quem podemos contá-los? Com quem podemos vive-los? Não sabemos. E não sabemos porque no meio de todas as palavras ditas, não havia conexão, nem entre elas e nem entre os indivíduos que as proferiam.
Nós vivemos em plena era da informação, falamos muito. Com quem está perto, com quem está longe... mas falta verso. Falta conversar, mas conversar com verso. Falta deixar as coisas fluírem com naturalidade, verdade e confiança. Confiança... atualmente, uma palavra desconexa, perdida sem rima no meio da frase... como encaixa-la? Como encontrá-la em nós e nos outros? Com verso. Conversando.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Girassóis no escuro
Amanha é 12 de outubro, dia das crianças.
Mas o que realmente isso quer dizer? No começo de setembro começam as propagandas na televisão. De um lado, brinquedos, roupas, presentes caros, sonhados com ardor pelas crianças. Do outro, a realidade: a maioria das crianças do país não terão acesso a nada disso nesse dia. Chocante?
Também nessa época começam as mobilizações pelo país: doações de brinquedos para as crianças menos favorecidas, criança esperança e afins. Não que não haja boas intenções por trás disso, mas mesmo assim, como a sociedade é hipócrita! A maioria passa o ano inteiro sem se dar conta da vida a sua volta. A pessoa que comprou um brinquedo qualquer para a doação, muitas vezes foi a mesma que fechou o vidro do carro ao ver uma criança pedindo esmolas no transito, ou que passou reto por uma na mesma situação nas ruas. O ano inteiro são vistos como marginais, mas hoje não. Doa-se um brinquedo (quando doa-se), sem sentimento, sem esforço, sentem-se como se estivesse curando o câncer a quantidade. Como são filantropos!...
Essas crianças vagam por ai sem nenhuma pretensão de futuro, o corpo e a alma desnutridas, e as pessoas simplesmente ignoram, pra lembrar uma vez por ano, de que elas ainda estão lá! São como girassóis que vem o sol uma vez ao ano, para no resto do tempo, permanecerem no escuro, se perguntando pra onde foi aquele feixe de luz.
O dia a dia de uma criança na periferia não é fácil. A maioria começa a trabalhar cedo pra ajudar em casa, deixam de frequentar a escola, não possuem uma estrutura real. O lazer é caro, de difícil acesso, e os poucos lugares que elas poderiam frequentar, praças por exemplo, são longe do lugar onde moram. Brinquedos? A vida é muito difícil e isso não é prioridade. Além disso, 85% das crianças que sofrem maus tratos no país, são as crianças que vivem nessas áreas, os dados não mentem. Passam o ano inteiro sem ter a menor ideia do real significado da palavra infância e, em um único dia, vêem supervalorizadas coisas que elas apenas sonham em ter. E assim, essas crianças aos poucos se revoltam, se rebelam.
O mais repugnante é vermos as elites, que nada sabem sobre os motivos pelos quais essas crianças crescem e se tornam malfeitores (já que ninguém é o que é por acaso), realizarem campanhas nos seus meios de comunicação pela redução da maioridade penal como forma de resolver o problema da violência em nosso país. Dissimulam, assim, a verdadeira causa de todo o problema: termos uma reduzida minoria dona de tudo e a grande maioria que não é dona de nada a não ser sua força de trabalho, que vendem (quando conseguem) em troca de um salário miserável e dignidade nenhuma. Procuram tratar o efeito e não a causa dos problemas sociais no pais, porque é muito mais fácil jogar a sujeira debaixo do tapete e fingir que a situação está resolvida. No fundo, eles não se importam. Estão apenas tampando buracos na sociedade. Ao invés de investir e reivindicar leis que mudem a situação, pressionar o governo a investir na urbanização dessas áreas e incluir socialmente essas pessoas, é mais fácil colocá-las onde elas não vão incomodar, as vezes, este lugar é na cadeia. É notável como, apenas em são paulo, o numero de presidios construidos foir exorbitantemente maior que o numero de novas escolas e a coorelação das coisas me parece muito simples. Como já diria Seu Jorge na música Brasis: "Tem um Brasil que é próspero, outro não muda. Um Brasil que investe, outro que suga...".
O Brasil é um pais desigual, isso não é novidade pra ninguém. O que parece não ter ficado claro é que a obrigação com as crianças do país, enquanto cidadãs, é do governo. Por mais que pessoas realmente bem intencionadas ajudem, ainda não é o suficiente. Mas, por aqui não faz política, se faz politicagem. Contorna-se os problemas, aliena-se as massas, é dado o ópio do esporte, da sensualidade, mas investir em educação, cuidar dessas crianças diariamente, como elas precisam, isso não é feito....
É extremamente contrastante essa realidade com o significado da data - que a maioria nem ao menos sabe: o dia das crianças foi estabelecido em 1959, quando o UNICEF oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos aos quais todas as crianças do mundo deveriam ter acesso como alimentação, moradia, saúde e educação. Será que sabendo disso, é possível ver esse dia com os mesmos olhos? Uma vez que os objetivos e ideais da data não são cumpridos, sendo, pelo contrário, ignorados pelo governo, qual o significado, que conotação ela adquire? Feriado midiático/capitalista pra vender brinquedos. E é só. Tira-se novamente o foco do que realmente interessa. É ótimo ganhar presentes, mas de que vale um presente quando não se tem o básico? Até o próprio ideal parece ridículo.
Enquanto tudo isso acontece, você vai pegar seus filhos, sobrinhos, irmãos... levá-los ao shopping pra escolher o presente deles e não vai ao menos fazer questão de dizer o quanto eles tem sorte por você ter condições de dar isso a ele. Aqueles que não poderão dar exatamente o que a criança quer, vão optar por algo mais acessível, e se sentirão culpados por isso, se desculparão ao invés de dizerem: "você tem muita sorte, muitos não vão ganhar nada, a maioria, nem se lembrará que dia é hoje." É dever moral de um educador mostrar a realidade do mundo aos filhos. É erro nosso dizer que eles não entendem. Eles precisam saber o quanto são privilegiados. Do contrário, irão crescer, vendo tv e acreditando piamente que tudo é daquele jeito que você pintou: perfeito e irreal. Se não fizermos nossa parte, ai sim, eles irão crescer e se tornar adultos que não entendem nada.
Mas o que realmente isso quer dizer? No começo de setembro começam as propagandas na televisão. De um lado, brinquedos, roupas, presentes caros, sonhados com ardor pelas crianças. Do outro, a realidade: a maioria das crianças do país não terão acesso a nada disso nesse dia. Chocante?
Também nessa época começam as mobilizações pelo país: doações de brinquedos para as crianças menos favorecidas, criança esperança e afins. Não que não haja boas intenções por trás disso, mas mesmo assim, como a sociedade é hipócrita! A maioria passa o ano inteiro sem se dar conta da vida a sua volta. A pessoa que comprou um brinquedo qualquer para a doação, muitas vezes foi a mesma que fechou o vidro do carro ao ver uma criança pedindo esmolas no transito, ou que passou reto por uma na mesma situação nas ruas. O ano inteiro são vistos como marginais, mas hoje não. Doa-se um brinquedo (quando doa-se), sem sentimento, sem esforço, sentem-se como se estivesse curando o câncer a quantidade. Como são filantropos!...
Essas crianças vagam por ai sem nenhuma pretensão de futuro, o corpo e a alma desnutridas, e as pessoas simplesmente ignoram, pra lembrar uma vez por ano, de que elas ainda estão lá! São como girassóis que vem o sol uma vez ao ano, para no resto do tempo, permanecerem no escuro, se perguntando pra onde foi aquele feixe de luz.
O dia a dia de uma criança na periferia não é fácil. A maioria começa a trabalhar cedo pra ajudar em casa, deixam de frequentar a escola, não possuem uma estrutura real. O lazer é caro, de difícil acesso, e os poucos lugares que elas poderiam frequentar, praças por exemplo, são longe do lugar onde moram. Brinquedos? A vida é muito difícil e isso não é prioridade. Além disso, 85% das crianças que sofrem maus tratos no país, são as crianças que vivem nessas áreas, os dados não mentem. Passam o ano inteiro sem ter a menor ideia do real significado da palavra infância e, em um único dia, vêem supervalorizadas coisas que elas apenas sonham em ter. E assim, essas crianças aos poucos se revoltam, se rebelam.
O mais repugnante é vermos as elites, que nada sabem sobre os motivos pelos quais essas crianças crescem e se tornam malfeitores (já que ninguém é o que é por acaso), realizarem campanhas nos seus meios de comunicação pela redução da maioridade penal como forma de resolver o problema da violência em nosso país. Dissimulam, assim, a verdadeira causa de todo o problema: termos uma reduzida minoria dona de tudo e a grande maioria que não é dona de nada a não ser sua força de trabalho, que vendem (quando conseguem) em troca de um salário miserável e dignidade nenhuma. Procuram tratar o efeito e não a causa dos problemas sociais no pais, porque é muito mais fácil jogar a sujeira debaixo do tapete e fingir que a situação está resolvida. No fundo, eles não se importam. Estão apenas tampando buracos na sociedade. Ao invés de investir e reivindicar leis que mudem a situação, pressionar o governo a investir na urbanização dessas áreas e incluir socialmente essas pessoas, é mais fácil colocá-las onde elas não vão incomodar, as vezes, este lugar é na cadeia. É notável como, apenas em são paulo, o numero de presidios construidos foir exorbitantemente maior que o numero de novas escolas e a coorelação das coisas me parece muito simples. Como já diria Seu Jorge na música Brasis: "Tem um Brasil que é próspero, outro não muda. Um Brasil que investe, outro que suga...".
O Brasil é um pais desigual, isso não é novidade pra ninguém. O que parece não ter ficado claro é que a obrigação com as crianças do país, enquanto cidadãs, é do governo. Por mais que pessoas realmente bem intencionadas ajudem, ainda não é o suficiente. Mas, por aqui não faz política, se faz politicagem. Contorna-se os problemas, aliena-se as massas, é dado o ópio do esporte, da sensualidade, mas investir em educação, cuidar dessas crianças diariamente, como elas precisam, isso não é feito....
É extremamente contrastante essa realidade com o significado da data - que a maioria nem ao menos sabe: o dia das crianças foi estabelecido em 1959, quando o UNICEF oficializou a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos aos quais todas as crianças do mundo deveriam ter acesso como alimentação, moradia, saúde e educação. Será que sabendo disso, é possível ver esse dia com os mesmos olhos? Uma vez que os objetivos e ideais da data não são cumpridos, sendo, pelo contrário, ignorados pelo governo, qual o significado, que conotação ela adquire? Feriado midiático/capitalista pra vender brinquedos. E é só. Tira-se novamente o foco do que realmente interessa. É ótimo ganhar presentes, mas de que vale um presente quando não se tem o básico? Até o próprio ideal parece ridículo.
Enquanto tudo isso acontece, você vai pegar seus filhos, sobrinhos, irmãos... levá-los ao shopping pra escolher o presente deles e não vai ao menos fazer questão de dizer o quanto eles tem sorte por você ter condições de dar isso a ele. Aqueles que não poderão dar exatamente o que a criança quer, vão optar por algo mais acessível, e se sentirão culpados por isso, se desculparão ao invés de dizerem: "você tem muita sorte, muitos não vão ganhar nada, a maioria, nem se lembrará que dia é hoje." É dever moral de um educador mostrar a realidade do mundo aos filhos. É erro nosso dizer que eles não entendem. Eles precisam saber o quanto são privilegiados. Do contrário, irão crescer, vendo tv e acreditando piamente que tudo é daquele jeito que você pintou: perfeito e irreal. Se não fizermos nossa parte, ai sim, eles irão crescer e se tornar adultos que não entendem nada.
sábado, 17 de agosto de 2013
Aquele sobre padrões de beleza
As
pessoas não param pra pensar em como é desnecessária tamanha
preocupação pelos padrões corporais impostos. O quanto é controverso se
dizer livre, e ao mesmo tempo, se sentir preso pelas apertadas correntes
formadas pela mídia, o mundo da moda, a sociedade de forma geral. Se submetem a interferir em suas próprias formas e nem ao menos
se perguntam o porque disso. Não o porque de mudar, mas porque se quer
mudar. A grande verdade é que beleza não é uma questão definitiva, nem
absoluta. Ela muda conforme a época, assim como o pensamento midiático
que impõe esses padrões. E eles são impostos por um motivo.
Analisando históricamente, vemos que a "beleza" anda de mãos dadas com o pensamento social em relação as pessoas, e mais fortemente, em relação as mulheres. Na era clássica, os gregos julgavam belas as mulheres mais gordinhas, pelo fato de isso ser um indicador de riqueza. O nu artístico, era puramente artístico, não era visto de forma erótica.
No feudalismo, o recato, a delicadeza e aparência de pureza eram indicadores de beleza, isso por causa dos princípios cristãos aplicados na época. O seios, quadris, nada disso era considerado erótico, porque o erotismo era pecado.
No renascimento, os ideais clássicos foram retomados e mantidos, Vênus de Milo, além das três graças e muitos outros onde as formas cheias faziam os homens delirarem com a benção concedida pelo helenismo, são bons exemplos disso. Durante o século 19, século hipócrita onde muito se pensava e se estudava sobre sexo e pouco se falava, a beleza era medida pela aparente capacidade corporal de dar filhos, (coisa que foi determinante em praticamente todos os períodos históricos) e não havia tanta vaidade, o tamanho dos seios não era importante, não era sinonimo de atrativo.
Mais tarde o importante era o tamanho do quadril. No século 20, começaram atos revolucionários que começavam a moldar a mente das "pessoas modernas" e toda a beatitude medieval, o corpo cheio clássico, e os quadris largos... já não se encaixavam. As mulheres começavam a se integrar de verdade na sociedade e pra isso precisavam ser magras e se vestir de forma prática, desse modo, surgiu a aversão as gordinhas. Seios grandes eram desnecessários e incomodos, quadris largos, nem se fala. Chanel revolucionou o mundo feminino colocando as calças em seus guarda-roupas.
E hoje, os padrões coincidem com um século totalmente sexualizado. Dispensa explicações e comentários. O ponto principal é: o que hoje é bonito, nem sempre foi, e nem será pra sempre visto dessa forma. Então pra que tentar se adaptar a esses padrões, tão mutáveis? pra que mudar a si mesmo, se os padrões se mudam sozinhos?
Analisando históricamente, vemos que a "beleza" anda de mãos dadas com o pensamento social em relação as pessoas, e mais fortemente, em relação as mulheres. Na era clássica, os gregos julgavam belas as mulheres mais gordinhas, pelo fato de isso ser um indicador de riqueza. O nu artístico, era puramente artístico, não era visto de forma erótica.
No feudalismo, o recato, a delicadeza e aparência de pureza eram indicadores de beleza, isso por causa dos princípios cristãos aplicados na época. O seios, quadris, nada disso era considerado erótico, porque o erotismo era pecado.
No renascimento, os ideais clássicos foram retomados e mantidos, Vênus de Milo, além das três graças e muitos outros onde as formas cheias faziam os homens delirarem com a benção concedida pelo helenismo, são bons exemplos disso. Durante o século 19, século hipócrita onde muito se pensava e se estudava sobre sexo e pouco se falava, a beleza era medida pela aparente capacidade corporal de dar filhos, (coisa que foi determinante em praticamente todos os períodos históricos) e não havia tanta vaidade, o tamanho dos seios não era importante, não era sinonimo de atrativo.
Mais tarde o importante era o tamanho do quadril. No século 20, começaram atos revolucionários que começavam a moldar a mente das "pessoas modernas" e toda a beatitude medieval, o corpo cheio clássico, e os quadris largos... já não se encaixavam. As mulheres começavam a se integrar de verdade na sociedade e pra isso precisavam ser magras e se vestir de forma prática, desse modo, surgiu a aversão as gordinhas. Seios grandes eram desnecessários e incomodos, quadris largos, nem se fala. Chanel revolucionou o mundo feminino colocando as calças em seus guarda-roupas.
E hoje, os padrões coincidem com um século totalmente sexualizado. Dispensa explicações e comentários. O ponto principal é: o que hoje é bonito, nem sempre foi, e nem será pra sempre visto dessa forma. Então pra que tentar se adaptar a esses padrões, tão mutáveis? pra que mudar a si mesmo, se os padrões se mudam sozinhos?
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Feliz de propósito
Declaro para os devidos fins
E a quem possa interessar,
Que decidi ser simplesmente feliz
Não importando a paisagem ou o lugar.
Meu coração estará em liberdade
Para prender-se onde bem desejar
Fora do meu ser não buscarei felicidade
Porque em mim mesma a verei
Como flores na primavera a brotar
Meu sorriso não conhecerá cadeados
E até mesmo as lágrimas terão seu lugar
Rolarão felizes por meu rosto
Porque só de alegria vou chorar
Neste memorável dia registro
Que o sol brilhará em todas as minhas estações
Primavera, verão, outono e inverno
A melodia percorrerá as mais diversas canções
Serei feliz quando o sol brilhar
Serei grata quando o céu escurecer
Recolherei as pedras do meio do caminho
Farei um novo caminho se for preciso...
...Serei feliz de propósito enquanto viver!
E a quem possa interessar,
Que decidi ser simplesmente feliz
Não importando a paisagem ou o lugar.
Meu coração estará em liberdade
Para prender-se onde bem desejar
Fora do meu ser não buscarei felicidade
Porque em mim mesma a verei
Como flores na primavera a brotar
Meu sorriso não conhecerá cadeados
E até mesmo as lágrimas terão seu lugar
Rolarão felizes por meu rosto
Porque só de alegria vou chorar
Neste memorável dia registro
Que o sol brilhará em todas as minhas estações
Primavera, verão, outono e inverno
A melodia percorrerá as mais diversas canções
Serei feliz quando o sol brilhar
Serei grata quando o céu escurecer
Recolherei as pedras do meio do caminho
Farei um novo caminho se for preciso...
...Serei feliz de propósito enquanto viver!
sábado, 6 de julho de 2013
O último superlativo
O funkeiro Mc
Daleste morreu. Foi baleado enquanto fazia um show. E eu estou vendo muitos fazendo pouco caso disso e
piadinhas no facebook do tipo "menos um funkeiro no mundo". Não gosto de funk, isso
não é segredo. Mas tratar com descaso um ato de violência e agir dessa
forma simplesmente pelo tipo de musica que ele cantava é ridiculo, sem
mencionar que é de um pensamento extremamente pequeno. Pequeníssimo. Muitos reclamam que não são
compreendidos, que não são aceitos, que são julgados, mas olha só as atitudes que tomam...
Dizem por ai que a vida é um espelho. Será que com alguns pensamentos e comentários estamos emitindo o respeito e a compreensão que queremos dos outros? Antes de rockeiros, funkeiros ou qualquer outro rótulo, somos pessoas. Somos vidas. E toda vida tem valor. A questão é que ninguém é o que é por acaso. Somos nosso meio social, a familia em que crescemos, as pessoas com quem convivemos e em quem nos espelhamos, os amigos que fazemos, pelo que nos esforçamos. Eu não sei nada sobre ele, ouvi uma musica aleatóriamente, mas tenho certeza que ele como todo mundo tinha defeitos mas também tinha qualidades. E essas qualidades, o que ele foi como pessoa, pra si e pra quem gostava dele, não tem preço, por mais que muitos saibam o preço de tudo e o valor de COISA NENHUMA. Quem somos nós? QUEM SÃO VOCÊS pra dizer que "foi melhor porque é menos um funkeiro no mundo"? Que direito nós temos de dizer algo assim? Quem sabe no dia que essas pessoas morrerem, tenha alguem pra dizer que foi menos um hipócrita, menos um ignorante no mundo. Estariam certíssimos.
O fato é que se fosse um artista de outro gênero, a grande maioria acharia absurdo. Como as pessoas são cegas. Ceguíssimas. Muitos não gostam do funk pela obscenidade, mas ao mesmo tempo, ouvem musicas gringas que são igualmente ou as vezes até piores. Mas, ninguem julga não é mesmo? Pregam a liberdade de expressão apenas e somente quando a expressão é a sua própria.
Comecem a pensar um pouco, vocês que se dizem tão humanos, vocês que protestam pela diminuição da tarifa, vocês que querem os direitos dos animais e o fim do bullying, entre outras causas... entendam que nada disso tem valor se você não souber valorizar o que significa a vida de alguém. Estão dizendo muito ultimamente que "O Brasil acordou". Acordou pra que exatamente? As balas de borracha nos manifestantes chocam, revoltam. Mas as balas de verdade, que matam na periferia são vistas como "meio de tirar mais um funkeiro do mundo"? Não percebem que ambos estão errados? Pelo visto não. Estão de fato, "acordadíssimos".... HIPÓCRITAS.
Dizem por ai que a vida é um espelho. Será que com alguns pensamentos e comentários estamos emitindo o respeito e a compreensão que queremos dos outros? Antes de rockeiros, funkeiros ou qualquer outro rótulo, somos pessoas. Somos vidas. E toda vida tem valor. A questão é que ninguém é o que é por acaso. Somos nosso meio social, a familia em que crescemos, as pessoas com quem convivemos e em quem nos espelhamos, os amigos que fazemos, pelo que nos esforçamos. Eu não sei nada sobre ele, ouvi uma musica aleatóriamente, mas tenho certeza que ele como todo mundo tinha defeitos mas também tinha qualidades. E essas qualidades, o que ele foi como pessoa, pra si e pra quem gostava dele, não tem preço, por mais que muitos saibam o preço de tudo e o valor de COISA NENHUMA. Quem somos nós? QUEM SÃO VOCÊS pra dizer que "foi melhor porque é menos um funkeiro no mundo"? Que direito nós temos de dizer algo assim? Quem sabe no dia que essas pessoas morrerem, tenha alguem pra dizer que foi menos um hipócrita, menos um ignorante no mundo. Estariam certíssimos.
O fato é que se fosse um artista de outro gênero, a grande maioria acharia absurdo. Como as pessoas são cegas. Ceguíssimas. Muitos não gostam do funk pela obscenidade, mas ao mesmo tempo, ouvem musicas gringas que são igualmente ou as vezes até piores. Mas, ninguem julga não é mesmo? Pregam a liberdade de expressão apenas e somente quando a expressão é a sua própria.
Comecem a pensar um pouco, vocês que se dizem tão humanos, vocês que protestam pela diminuição da tarifa, vocês que querem os direitos dos animais e o fim do bullying, entre outras causas... entendam que nada disso tem valor se você não souber valorizar o que significa a vida de alguém. Estão dizendo muito ultimamente que "O Brasil acordou". Acordou pra que exatamente? As balas de borracha nos manifestantes chocam, revoltam. Mas as balas de verdade, que matam na periferia são vistas como "meio de tirar mais um funkeiro do mundo"? Não percebem que ambos estão errados? Pelo visto não. Estão de fato, "acordadíssimos".... HIPÓCRITAS.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Sereníssima
Quando perguntam a uma criança: "o que você quer ser quando crescer?", ela responde verdadeiramente o que quer SER. Bailarina, astronauta, jogador de futebol, professora, bombeiro e por ai vai. Essas crianças crescem e quando adolescentes, se questionadas novamente, raramente as respostas vão ser as mesmas. A pergunta mudou de tom. De significado. Antes: o que você quer ser? Agora: Com o que você quer trabalhar pra ganhar dinheiro?
É cada dia mais evidente que a grande maioria das pessoas não trabalham com o que gostam, abandonam os sonhos porque são socialmente obrigadas a serem bem sucedidas. Mas o que ser bem sucedido significa? Trabalhar o dia inteiro rezando pra chegar a hora de ir embora, simplesmente porque odiamos o que fazemos, mas o que fazemos paga as contas? Nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, nos aposentamos e isso é tudo. Não deveria ser.
No fundo, sabemos que merecemos mais. Então porque, se temos a oportunidade, não sermos aquilo que queríamos? Não vale mais a pena um salário menor com a convicção de estar fazendo o que se deve fazer? Ninguém está aqui por acaso, seria um disperdício de tempo e de espaço acreditarmos que estamos nessa vida a passeio. Além de sermos bem sucedidos, temos o dever com nós mesmos de sermos bem realizados. Como já diria Renato Russo na música que dá titulo a esse texto, "O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe". E nada define melhor o que eu estou dizendo.
Passamos a maior parte de nossos dias trabalhando, e essas horas por dia se tornam a maior parte de nossas vidas. Abrimos mão de sairmos pra nos divertir, quem tem filhos abre mão do tempo que tem com eles porque precisa trabalhar, deixa de fazer o que gosta porque não tem tempo, os exemplos são infinitos. Não podemos perder nossas vidas dessa forma, sem um propósito. Não podemos nos levantar todos os dias e não sabermos o motivo, não termos uma boa visão de futuro e muito menos de presente.
Não mintamos. Todos querem ganhar bem. Mas ganhar bem e desperdiçar a vida não me parece um bom cenário. Não me tomem como hipócrita. Eu não escolhi medicina, não escolhi engenharia. Poderia ter escolhido. Sem a menor duvida eu seria capaz de fazê-los e ganharia melhor. Mas, eu escolhi o que vai me fazer feliz. O que eu sinto que estou aqui pra fazer. Escolhi uma das carreiras mais difíceis e que mais precisa de ajustes neste país: eu escolhi ser professora. Cansei de ouvir comentários do tipo: "você tem capacidade pra mais", "escolhe uma profissão na qual você vá ganhar melhor", e coisas do tipo. Não, obrigada. Fiquem vocês com seus ideais errados de ser "bem sucedido". E quem tem coragem, que seja bem realizado.
É cada dia mais evidente que a grande maioria das pessoas não trabalham com o que gostam, abandonam os sonhos porque são socialmente obrigadas a serem bem sucedidas. Mas o que ser bem sucedido significa? Trabalhar o dia inteiro rezando pra chegar a hora de ir embora, simplesmente porque odiamos o que fazemos, mas o que fazemos paga as contas? Nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, nos aposentamos e isso é tudo. Não deveria ser.
No fundo, sabemos que merecemos mais. Então porque, se temos a oportunidade, não sermos aquilo que queríamos? Não vale mais a pena um salário menor com a convicção de estar fazendo o que se deve fazer? Ninguém está aqui por acaso, seria um disperdício de tempo e de espaço acreditarmos que estamos nessa vida a passeio. Além de sermos bem sucedidos, temos o dever com nós mesmos de sermos bem realizados. Como já diria Renato Russo na música que dá titulo a esse texto, "O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe". E nada define melhor o que eu estou dizendo.
Passamos a maior parte de nossos dias trabalhando, e essas horas por dia se tornam a maior parte de nossas vidas. Abrimos mão de sairmos pra nos divertir, quem tem filhos abre mão do tempo que tem com eles porque precisa trabalhar, deixa de fazer o que gosta porque não tem tempo, os exemplos são infinitos. Não podemos perder nossas vidas dessa forma, sem um propósito. Não podemos nos levantar todos os dias e não sabermos o motivo, não termos uma boa visão de futuro e muito menos de presente.
Não mintamos. Todos querem ganhar bem. Mas ganhar bem e desperdiçar a vida não me parece um bom cenário. Não me tomem como hipócrita. Eu não escolhi medicina, não escolhi engenharia. Poderia ter escolhido. Sem a menor duvida eu seria capaz de fazê-los e ganharia melhor. Mas, eu escolhi o que vai me fazer feliz. O que eu sinto que estou aqui pra fazer. Escolhi uma das carreiras mais difíceis e que mais precisa de ajustes neste país: eu escolhi ser professora. Cansei de ouvir comentários do tipo: "você tem capacidade pra mais", "escolhe uma profissão na qual você vá ganhar melhor", e coisas do tipo. Não, obrigada. Fiquem vocês com seus ideais errados de ser "bem sucedido". E quem tem coragem, que seja bem realizado.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
"Vem pra rua". Pra quê?
A semana começou irreal. De todos os lados, explodia a revolta, a insatisfação o desejo de justiça e de mudança de um povo já há muito inerte. Comecei a semana com uma sensação maravilhosa de que de fato o povo estava acordando, que o aumento da tarifa dos onibus por todo o país havia sido apenas um estopim, o golpe de misericórdia, a última gota que fizera um copo cheio de descontentamentos transbordar e que, depois de conquistada a vitória da volta da tarifa ao preço normal, coisa da qual eu nunca duvidei, haveria uma pauta com coisas realmente importantes para serem modificadas e que continuariam todos lutando juntos por isso.
Mas, percebo uma alienação sem tamanho nesse momento, em todos os âmbitos. Politico, ideológico. Pessoal.
Hoje, vendo os "protestos" do dia, eu me pergunto onde foi parar o foco, o objetivo que todos tinham quando saíram pela primeira vez as ruas e gritaram em notório uníssono pela queda do preço das tarifas, e que tudo não era apenas pelos 20 centavos de aumento. Apesar da grande diversidade de modos de dizer, no fim se dizia o mesmo.
O que vejo agora é um povo disperso. Hoje, não houve unidade. Cada grupo gritava por algo diferente. Os que até o inicio da semana eram "irmãos de revolução" se tornaram hoje pessoas de ideais totalmente opostos. Uma confusão de cartazes com desejos totalmente diferentes. O que houve com uma das frases que eu mais ouvi no início da semana: "Estamos resolvendo um problema por vez"? Fico me perguntando o que todos acham que vão conseguir com essa confusão. Quando se faz um protesto cujo objetivo é claro, o governo pode aceitar ou não, sabendo onde deve agir para abrandar o povo. Nesse momento, um quer a saída de Renan Calheiros, outros, querem fora da comissão de direitos humanos o polemico Marco Feliciano, outros lutam contra a bolsa estupro. Todas causas nobres. Tudo coisas importantes de se conseguir. Mas onde o governo deve agir primeiro? Com cada um gritando uma coisa ao mesmo tempo, até nós mesmos estamos começando a ficar confusos.
Além de gritar
por objetivos diferentes, cada um gritou com alguém diferente. Partidários, apartidários
e fascistas, um gritando mais alto que o outro sem deixar que a Democracia,
conceito defendido com unhas e dentes no inicio do protesto e usado como
argumento contra a repressão da polícia, falasse mais alto e conduzisse o povo
a um objetivo real. Para muitos, ir aos protestos virou "role". Tá ai
todos os fogos e clima de festa relatado por inúmeras pessoas que estiveram presentes, que não me deixam mentir. O triste fato que eu
espero que não se consume, é que logo muitos não terão mais a menor ideia do
porque estão nas ruas.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Sobre o Pré Conceito.
Comecei esse texto por causa de uma proposta de trabalho do colégio que me
fez refletir muito. O tema era "o preconceito com pessoas de olhos azuis". O que
me fez pensar que esse termo é apenas uma expressão simbólica para uma série de
preconceitos raciais e sociais ao longo da historia da humanidade. Todos
pensamos que o preconceito consiste apenas em tratar mal alguém sem um motivo
cabível, mas o termo e seu significado vão muito além disso. Se analisarmos a
palavra, encontraremos Pré e Conceito, ou seja, uma ideia ou conceito sem uma
opinião prévia. E essa opinião não precisa ser exatamente desmerecendo seu
alvo, mas também é pela opinião precipitada que temos superestimado algumas
características em nossa sociedade.
Desde sempre na sociedade existe uma divisão de classes, de deveres. Em Roma, tínhamos imperadores, plebeus e legionários, na idade média, tínhamos os pobres camponeses governados pelo clero e pelo rei, no inicio das grandes navegações, quando se começou a conhecer tipos diferentes de lugares e por consequencia, de pessoas, também houveram choques culturais, que com o passar do tempo, resultaram em uma idéia formada por ambos os povos, nativo e colonizador, a respeito um do outro. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles encontraram os índios, e pela ingenuidade deles, se julgaram superiores. Os índios, por sua vez, ficaram fascinados com o estilo de vida europeu, já que tudo era novo pra eles, pois aqui não havia nada daquilo. Com o passar do tempo essa interação criou no índio um sentimento diferente.
O mesmo pode ser visto em relação aos negros, até mais que dos índios, já que sua escravidão durou muito mais tempo. O branco se sentia superior e via o negro como não sendo um ser humano, e quando o viam assim, um ser humano não cristão, que por isso mereciam ser escravizados por negarem o cristianismo e terem suas próprias crenças "pagãs", eram considerados sem alma pela própria igreja. Não foram raras a catequisação tanto de índios como de negros. Mas tudo isso é só um marco inicial para o que viria a ser um mundo cheio de preconceitos.
Depois de muitos anos escravizados, os escravos negros começaram a se revoltar quando a escravatura, um dos maiores exemplos dessa resistência é Zumbi dos palmares, que, em Pernambuco, formou o que podemos chamar de uma vila de negros fugidos e os incitava a rebelião, O quilombo de Palmares.
. A escravidão foi abolida em 1888 no Brasil, já tendo sido abolida em todos os outros lugares do mundo. Mas não foi por causa disso que os brancos e negros reviram os conceitos que tinham uns dos outros. Mais tarde, na revolução industrial, o proletariado, explorado pelas mãos cruéis da burguesia também são uma amostra clara da desigualdade, e a lista não para.
O ponto principal é o fato de que tudo isso não gerou preconceito apenas por parte dos opressores, mas também por parte dos oprimidos, e podemos ver traços disso na sociedade ate hoje. Um exemplo claro é que não é raro vermos pobres que odeiam ricos, não os que batalharam honestamente e chegaram onde estão, mas os que subirão pro meio da queda de outros, ricos detentores de riquezas sujas. Porque, na concepção deles, não é justo que pessoas assim sejam mais afortunadas e mais felizes do que eles que trabalham honestamente e muitas vezes não tem condições de comprar o essencial. Se vêem superiores, mais fortes e dignos em relação a esse tipo de pessoa. Outro exemplo simples é a aversão de alguns negros contra brancos. O negro muitas vezes se sente superior e vê o branco como um câncer em seu meio. Afinal, não foi o povo dele que foi escravizado, humilhado. Não são eles que precisam de cotas nas universidades e na maioria das vezes, salvo este exemplo, não são eles quem sofrem preconceitos. O lugar onde isso fica mais evidente é nas periferias, nas musicas de Rap, em que o orgulho da raça negra é exaltada. Um exemplo claro desse pensamento por parte da comunidade negra é a musica "capitulo 4, versículo 3" do grupo Racionais Mc´s. Onde ele conta a historia de um negro que a comunidade respeitava, até que ele começou a se envolver com os "branquinhos do shopping" que o levaram pra um caminho em que a vida dele como era antes, se transformou em algo totalmente diferente :
(...)Você vai terminar tipo o outro mano lá que era um preto tipo A e nem entrava numa, mó estilo de calça Kalvin Clein e tênis Puma, um jeito humilde de ser no trampo e no rolê, curtia um funk jogava uma bola buscava a preta dele no portão da escola. Exemplo pra nós mó moral mó ibope mas começou colar com os branquinhos do shopping... aí já era... i mano outra vida outro pique, só mina de elite balada vários drink, puta de butique toda aquela porra , sexo sem limite sodoma e gomorra. (...)
Outro com exemplo é o texto satírico abaixo:
Eu não aguento mais esse preconceito dos negros, como homem branco não tenho culpa de ter nascido branco. Só quem é branco sabe a m*rda que é você estar andando na rua à noite e ver uma pessoa desviando, mudando de calçada, porque tem medo do branquelão aqui. Tomar geral da polícia então, nem me fala... Eu já cansei, até queria fazer um GERALCARD pra que os PMs carimbassem a cada enquadro, aí juntando dez enquadros eles poderiam aliviar uma pra mim de graça.
Um dia desses eu tava com o meu carro, estacionando, e a polícia me abordou em "atitude suspeita". Acharam que eu tava roubando meu carro. E ainda falaram "O que um brancão feito você tá fazendo em um carro assim?" Poxa, eu nem terminei de pagar meu financiamento!
Outra coisa que é foda de ser branco é pra arrumar emprego. Quando eu vejo no anúncio "boa aparência" (que é ilegal) ou "excelente apresentação pessoal", já sei que o brancão de cabelo liso aqui tá f*dido, vão escolher um negro, um asiático, qualquer um menos eu, porque branco só serve pra fazer faxina e ser segurança. Na faculdade tem gente que veio querer saber se eu era cotista e vira e mexe rola uma piadinha com a minha cor e a minha competência. Eu sou obrigado a provar todo santo dia que tenho os mesmos direitos de um negro privilegiado que teve a sociedade inteira a seu favor desde sempre, maior injustiça do mundo! Como que um cidadão vai viver bem assim?
Os negros se uniram contra a gente de tal forma que existe todo um sistema para fazer a gente se sentir menor, inadequado, infeliz. Minha irmã, que é bem clarinha também, um dia voltou chorando pra casa porque chamaram ela de branca fedorenta na escola. Nesse dia eu tive vontade de matar meio mundo, mas fiquei pensando em um branco na cadeia e acabei desistindo de apelar pra ignorância. Acredita que já tentei escrespar meu cabelo, mesmo sendo homem? De tanto ouvir que meu cabelo liso era horroroso, lambido da vaca? Uma hora eu acreditei, né?
Mas hoje eu tô tentando assumir uma postura diferente na vida. Busquei informação, faço parte de um grupo maravilhoso de pessoas que discutem o papel do negro opressor na sociedade e passei a entender melhor que o problema não estava comigo, mas sim no racismo de gente que deveria saber que a cor da pele é só a cor da pele, por dentro a gente é carne, osso e sangue do mesmo jeito! Foi legal, estou me aceitando mais, é realmente importante ter um apoio nessa sociedade tão opressiva contra as pessoas de pele clara. O nome do grupo, se você quiser buscar ajuda também, começa com as letras KKK, procura no Google que aparece, vai lá tomar um suco com a gente! Pessoas mais lúcidas que elas, olha, ainda estou pra ver. Ser branco não é fácil, mas a gente não deve desistir nunca!
(lola aronovich)
O texto reflete perfeitamente o pensamento do negro em ralação a sua própria situação e a do branco.
E o preconceito que temos com as "pessoas de olhos azuis" se reflete na forma como muitas vezes pensamos que eles são melhores e mais felizes por causa de suas regalias e vantagens sociais. Exemplo disso é o fato de mais negros serem parados em blitz que brancos, como se por eles serem brancos, não tivessem aspiração a cometer crimes. Ou o fato de nos surpreendermos quando vemos um negro rico e bem sucedido, como se o sucesso fosse privilégio apenas da "raça ariana". Temos um enorme Pré Conceito em relação a essas pessoas de pele clara e muitas vezes nem nos damos conta disso.
Pesquisei com algumas pessoas o que elas pensavam sobre o preconceito com pessoas de olhos azuis e elas simplesmente riram e em sua maioria disseram: onde já se viu uma pessoa de olhos azuis ser discriminada?
Mas já vimos que somos muito preconceituosos em relação a essa distinta e privilegiada parcela da sociedade. Os olhos azuis representam o gene recessivo, a sorte recessiva. Sempre que vemos alguem de olhos azuis, nos admiramos e desejamos aqueles olhos, tão exóticos e raros, e a sociedade nada mais é do que isso: a supremacia da minoria sobre uma multidão que não percebe que ninguém precisa ser exaltado ou rebaixado. Mas que todos nós, olhos azuis e castanhos, nos vermos como somos: humanos.
Desde sempre na sociedade existe uma divisão de classes, de deveres. Em Roma, tínhamos imperadores, plebeus e legionários, na idade média, tínhamos os pobres camponeses governados pelo clero e pelo rei, no inicio das grandes navegações, quando se começou a conhecer tipos diferentes de lugares e por consequencia, de pessoas, também houveram choques culturais, que com o passar do tempo, resultaram em uma idéia formada por ambos os povos, nativo e colonizador, a respeito um do outro. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles encontraram os índios, e pela ingenuidade deles, se julgaram superiores. Os índios, por sua vez, ficaram fascinados com o estilo de vida europeu, já que tudo era novo pra eles, pois aqui não havia nada daquilo. Com o passar do tempo essa interação criou no índio um sentimento diferente.
O mesmo pode ser visto em relação aos negros, até mais que dos índios, já que sua escravidão durou muito mais tempo. O branco se sentia superior e via o negro como não sendo um ser humano, e quando o viam assim, um ser humano não cristão, que por isso mereciam ser escravizados por negarem o cristianismo e terem suas próprias crenças "pagãs", eram considerados sem alma pela própria igreja. Não foram raras a catequisação tanto de índios como de negros. Mas tudo isso é só um marco inicial para o que viria a ser um mundo cheio de preconceitos.
Depois de muitos anos escravizados, os escravos negros começaram a se revoltar quando a escravatura, um dos maiores exemplos dessa resistência é Zumbi dos palmares, que, em Pernambuco, formou o que podemos chamar de uma vila de negros fugidos e os incitava a rebelião, O quilombo de Palmares.
. A escravidão foi abolida em 1888 no Brasil, já tendo sido abolida em todos os outros lugares do mundo. Mas não foi por causa disso que os brancos e negros reviram os conceitos que tinham uns dos outros. Mais tarde, na revolução industrial, o proletariado, explorado pelas mãos cruéis da burguesia também são uma amostra clara da desigualdade, e a lista não para.
O ponto principal é o fato de que tudo isso não gerou preconceito apenas por parte dos opressores, mas também por parte dos oprimidos, e podemos ver traços disso na sociedade ate hoje. Um exemplo claro é que não é raro vermos pobres que odeiam ricos, não os que batalharam honestamente e chegaram onde estão, mas os que subirão pro meio da queda de outros, ricos detentores de riquezas sujas. Porque, na concepção deles, não é justo que pessoas assim sejam mais afortunadas e mais felizes do que eles que trabalham honestamente e muitas vezes não tem condições de comprar o essencial. Se vêem superiores, mais fortes e dignos em relação a esse tipo de pessoa. Outro exemplo simples é a aversão de alguns negros contra brancos. O negro muitas vezes se sente superior e vê o branco como um câncer em seu meio. Afinal, não foi o povo dele que foi escravizado, humilhado. Não são eles que precisam de cotas nas universidades e na maioria das vezes, salvo este exemplo, não são eles quem sofrem preconceitos. O lugar onde isso fica mais evidente é nas periferias, nas musicas de Rap, em que o orgulho da raça negra é exaltada. Um exemplo claro desse pensamento por parte da comunidade negra é a musica "capitulo 4, versículo 3" do grupo Racionais Mc´s. Onde ele conta a historia de um negro que a comunidade respeitava, até que ele começou a se envolver com os "branquinhos do shopping" que o levaram pra um caminho em que a vida dele como era antes, se transformou em algo totalmente diferente :
(...)Você vai terminar tipo o outro mano lá que era um preto tipo A e nem entrava numa, mó estilo de calça Kalvin Clein e tênis Puma, um jeito humilde de ser no trampo e no rolê, curtia um funk jogava uma bola buscava a preta dele no portão da escola. Exemplo pra nós mó moral mó ibope mas começou colar com os branquinhos do shopping... aí já era... i mano outra vida outro pique, só mina de elite balada vários drink, puta de butique toda aquela porra , sexo sem limite sodoma e gomorra. (...)
Outro com exemplo é o texto satírico abaixo:
Eu não aguento mais esse preconceito dos negros, como homem branco não tenho culpa de ter nascido branco. Só quem é branco sabe a m*rda que é você estar andando na rua à noite e ver uma pessoa desviando, mudando de calçada, porque tem medo do branquelão aqui. Tomar geral da polícia então, nem me fala... Eu já cansei, até queria fazer um GERALCARD pra que os PMs carimbassem a cada enquadro, aí juntando dez enquadros eles poderiam aliviar uma pra mim de graça.
Um dia desses eu tava com o meu carro, estacionando, e a polícia me abordou em "atitude suspeita". Acharam que eu tava roubando meu carro. E ainda falaram "O que um brancão feito você tá fazendo em um carro assim?" Poxa, eu nem terminei de pagar meu financiamento!
Outra coisa que é foda de ser branco é pra arrumar emprego. Quando eu vejo no anúncio "boa aparência" (que é ilegal) ou "excelente apresentação pessoal", já sei que o brancão de cabelo liso aqui tá f*dido, vão escolher um negro, um asiático, qualquer um menos eu, porque branco só serve pra fazer faxina e ser segurança. Na faculdade tem gente que veio querer saber se eu era cotista e vira e mexe rola uma piadinha com a minha cor e a minha competência. Eu sou obrigado a provar todo santo dia que tenho os mesmos direitos de um negro privilegiado que teve a sociedade inteira a seu favor desde sempre, maior injustiça do mundo! Como que um cidadão vai viver bem assim?
Os negros se uniram contra a gente de tal forma que existe todo um sistema para fazer a gente se sentir menor, inadequado, infeliz. Minha irmã, que é bem clarinha também, um dia voltou chorando pra casa porque chamaram ela de branca fedorenta na escola. Nesse dia eu tive vontade de matar meio mundo, mas fiquei pensando em um branco na cadeia e acabei desistindo de apelar pra ignorância. Acredita que já tentei escrespar meu cabelo, mesmo sendo homem? De tanto ouvir que meu cabelo liso era horroroso, lambido da vaca? Uma hora eu acreditei, né?
Mas hoje eu tô tentando assumir uma postura diferente na vida. Busquei informação, faço parte de um grupo maravilhoso de pessoas que discutem o papel do negro opressor na sociedade e passei a entender melhor que o problema não estava comigo, mas sim no racismo de gente que deveria saber que a cor da pele é só a cor da pele, por dentro a gente é carne, osso e sangue do mesmo jeito! Foi legal, estou me aceitando mais, é realmente importante ter um apoio nessa sociedade tão opressiva contra as pessoas de pele clara. O nome do grupo, se você quiser buscar ajuda também, começa com as letras KKK, procura no Google que aparece, vai lá tomar um suco com a gente! Pessoas mais lúcidas que elas, olha, ainda estou pra ver. Ser branco não é fácil, mas a gente não deve desistir nunca!
(lola aronovich)
O texto reflete perfeitamente o pensamento do negro em ralação a sua própria situação e a do branco.
E o preconceito que temos com as "pessoas de olhos azuis" se reflete na forma como muitas vezes pensamos que eles são melhores e mais felizes por causa de suas regalias e vantagens sociais. Exemplo disso é o fato de mais negros serem parados em blitz que brancos, como se por eles serem brancos, não tivessem aspiração a cometer crimes. Ou o fato de nos surpreendermos quando vemos um negro rico e bem sucedido, como se o sucesso fosse privilégio apenas da "raça ariana". Temos um enorme Pré Conceito em relação a essas pessoas de pele clara e muitas vezes nem nos damos conta disso.
Pesquisei com algumas pessoas o que elas pensavam sobre o preconceito com pessoas de olhos azuis e elas simplesmente riram e em sua maioria disseram: onde já se viu uma pessoa de olhos azuis ser discriminada?
Mas já vimos que somos muito preconceituosos em relação a essa distinta e privilegiada parcela da sociedade. Os olhos azuis representam o gene recessivo, a sorte recessiva. Sempre que vemos alguem de olhos azuis, nos admiramos e desejamos aqueles olhos, tão exóticos e raros, e a sociedade nada mais é do que isso: a supremacia da minoria sobre uma multidão que não percebe que ninguém precisa ser exaltado ou rebaixado. Mas que todos nós, olhos azuis e castanhos, nos vermos como somos: humanos.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Insatisfação
Se faz calor, queremos o frio
Se temos a brisa, queremos o sol
Se não temos alguém,
Achamos logo que só seremos felizes se o tivermos
E quando temos, a felicidade consiste em não tê-lo mais!
Se temos problemas,
Achamos que amanhã será melhor que hoje
E chegado o “amanhã” percebemos que “ontem”
É que éramos realmente felizes...
E assim se espera pelo amanhã:
Guarda-se o “hoje” na gaveta,
Enquanto o porvir é mais importante:
Deixamos a felicidade pra amanhã,
Mais tarde, ou semana que vem talvez...
Quem sabe depois que terminar a faculdade
Ou quem sabe depois que se casar
Talvez depois da promoção...
Pode ser que a felicidade chegue depois do primeiro filho,
Ou quem sabe após o primeiro milhão...
O que é mais importante na nossa vida?
Bom seria se todos tivessem dinheiro e felicidade
Mas muitas vezes devem-se fazer escolhas...
Às vezes o trabalho que lhe dá prazer não é o mais rentável
Às vezes quem você ama, não é o mais amável...
... Mas até onde o dinheiro compra a sua felicidade?
Quantos momentos de felicidade são trocados
Por “esmolas” de sentimentos vazios,
Ou mesmo sentimento nenhum?
O pobre esmera-se por conseguir um pouco mais
O rico preocupa-se com seu dinheiro: assaltos e sequestros
E infeliz, sabe que sua miserável riqueza
Não pode lhe comprar afetos...
O infeliz busca a felicidade
O feliz julga ser pouco a felicidade que tem...
Até onde tanta insatisfação convém?
Se temos a brisa, queremos o sol
Se não temos alguém,
Achamos logo que só seremos felizes se o tivermos
E quando temos, a felicidade consiste em não tê-lo mais!
Se temos problemas,
Achamos que amanhã será melhor que hoje
E chegado o “amanhã” percebemos que “ontem”
É que éramos realmente felizes...
E assim se espera pelo amanhã:
Guarda-se o “hoje” na gaveta,
Enquanto o porvir é mais importante:
Deixamos a felicidade pra amanhã,
Mais tarde, ou semana que vem talvez...
Quem sabe depois que terminar a faculdade
Ou quem sabe depois que se casar
Talvez depois da promoção...
Pode ser que a felicidade chegue depois do primeiro filho,
Ou quem sabe após o primeiro milhão...
O que é mais importante na nossa vida?
Bom seria se todos tivessem dinheiro e felicidade
Mas muitas vezes devem-se fazer escolhas...
Às vezes o trabalho que lhe dá prazer não é o mais rentável
Às vezes quem você ama, não é o mais amável...
... Mas até onde o dinheiro compra a sua felicidade?
Quantos momentos de felicidade são trocados
Por “esmolas” de sentimentos vazios,
Ou mesmo sentimento nenhum?
O pobre esmera-se por conseguir um pouco mais
O rico preocupa-se com seu dinheiro: assaltos e sequestros
E infeliz, sabe que sua miserável riqueza
Não pode lhe comprar afetos...
O infeliz busca a felicidade
O feliz julga ser pouco a felicidade que tem...
Até onde tanta insatisfação convém?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A homossexualidade e a sociedade
Sempre
que eu vejo religiosos extremistas ou mesmo pessoas que se dizem "mente
aberta" condenando os "pecados" dos outros, me pergunto se essas
pessoas já pararam pra pensar nas próprias vidas.
Existe uma coisa em particular, sobre a qual essas pessoas adoram palpitar e vomitar preconceito: opção sexual. Já cansei de ver páginas, tanto normais quanto (principalmente) evangélicas, condenando os homossexuais por seu "estilo de vida pecaminoso". Quantos pelo mundo já não foram as ruas protestar, simplesmente pelo fato de não concordarem com o que os outros fazem de suas próprias vidas? E eu me pergunto: será que esse tipo de gente tem visto o mundo como ele é? Existem tantos problemas, tantos pecados, e mesmo assim, em relação á eles, as pessoas se mantem alheias.
É certo que também é pecado roubar, mas eu não vejo um grupo furioso de evangélicos protestando em frente ao senado ou na frente da casa de seus pastores corruptos. Não vejo os católicos extremistas com cartazes em frente ao Vaticano protestando contra a pedofilia cometida por muitos padres. Pessoas comuns julgam a homossexualidade como se seus próprios "pecados" sexuais fossem mais dignos, aceitáveis ou mais justificáveis. Adoram dizer que a homossexualidade não constitui família, mas muitos vivem em devassidão, com um parceiro ou mais por noite a cada fim de semana. Que tipo de família isso tem gerado? Sou hetero, mas não sou cega, estou vendo o que tem acontecido no mundo.
A verdade é que nesse caso, não existe pecado maior ou menor. Se fossemos ver assim, já estaríamos todos condenados. Todos pecamos.
Vejo que o governo e as próprias pessoas, o povo, muitas vezes absolvem e reintegram assassinos, bandidos e pedófilos na sociedade, em altos cargos públicos, mas pessoas cujo único crime e pecado são um amor diferente, são discriminadas e mortas todos os dias. E todo aquele papo de amor cristão? de "amai ao próximo"? Todo mundo gosta tanto de citar a bíblia... Deus nunca disse: amai seu semelhante. Disse: "amai ao próximo". E disse mais: "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam?" (Lucas, 6:32). Sei muito bem, e todos também sabem, que do ponto de vista religioso e bíblico, TODOS os temas que eu tratei aqui, são pecados. Você, hetero que vive em devassidão, não está menos propenso a ser condenado ao inferno do que acha que um gay está. Mas é fácil só ver o pecado nos outros e não em nós.
Um jovem americano foi expulso do exército por ter um relacionamento com um colega e disse em entrevista: "recebi medalhas e honra por matar mais de 10 homens na guerra, e fui banido e julgado por ter amado um".
Tendo em vista outro principio religioso, outra citação bíblica: "quem nunca pecou que atire a primeira pedra" ou " só quem te pode julgar é Deus", Que direito temos nós de julgar o amor dos outros?
Existe uma coisa em particular, sobre a qual essas pessoas adoram palpitar e vomitar preconceito: opção sexual. Já cansei de ver páginas, tanto normais quanto (principalmente) evangélicas, condenando os homossexuais por seu "estilo de vida pecaminoso". Quantos pelo mundo já não foram as ruas protestar, simplesmente pelo fato de não concordarem com o que os outros fazem de suas próprias vidas? E eu me pergunto: será que esse tipo de gente tem visto o mundo como ele é? Existem tantos problemas, tantos pecados, e mesmo assim, em relação á eles, as pessoas se mantem alheias.
É certo que também é pecado roubar, mas eu não vejo um grupo furioso de evangélicos protestando em frente ao senado ou na frente da casa de seus pastores corruptos. Não vejo os católicos extremistas com cartazes em frente ao Vaticano protestando contra a pedofilia cometida por muitos padres. Pessoas comuns julgam a homossexualidade como se seus próprios "pecados" sexuais fossem mais dignos, aceitáveis ou mais justificáveis. Adoram dizer que a homossexualidade não constitui família, mas muitos vivem em devassidão, com um parceiro ou mais por noite a cada fim de semana. Que tipo de família isso tem gerado? Sou hetero, mas não sou cega, estou vendo o que tem acontecido no mundo.
A verdade é que nesse caso, não existe pecado maior ou menor. Se fossemos ver assim, já estaríamos todos condenados. Todos pecamos.
Vejo que o governo e as próprias pessoas, o povo, muitas vezes absolvem e reintegram assassinos, bandidos e pedófilos na sociedade, em altos cargos públicos, mas pessoas cujo único crime e pecado são um amor diferente, são discriminadas e mortas todos os dias. E todo aquele papo de amor cristão? de "amai ao próximo"? Todo mundo gosta tanto de citar a bíblia... Deus nunca disse: amai seu semelhante. Disse: "amai ao próximo". E disse mais: "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam?" (Lucas, 6:32). Sei muito bem, e todos também sabem, que do ponto de vista religioso e bíblico, TODOS os temas que eu tratei aqui, são pecados. Você, hetero que vive em devassidão, não está menos propenso a ser condenado ao inferno do que acha que um gay está. Mas é fácil só ver o pecado nos outros e não em nós.
Um jovem americano foi expulso do exército por ter um relacionamento com um colega e disse em entrevista: "recebi medalhas e honra por matar mais de 10 homens na guerra, e fui banido e julgado por ter amado um".
Tendo em vista outro principio religioso, outra citação bíblica: "quem nunca pecou que atire a primeira pedra" ou " só quem te pode julgar é Deus", Que direito temos nós de julgar o amor dos outros?
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
A liberdade sexual e os estereótipos
Vou começar o texto com uma pergunta: quais são, atualmente, os conceitos do que é bonito e aceitável e do que não é?
Feita a pergunta, vamos entende-la. Hoje, postaram no facebook o video de uma mulher de calcinha e sutiã, dançando funk. Video apelativo e vulgar.
Isso é novidade pra alguém aqui? Acho que não. Motivo pelo qual não é novidade: se tornou normal. Agora, eu mencionei que a "dançarina" é gordinha e não condiz com os padrões com os quais todos estão acostumados? Por esse simples motivo, um video que seria muito mais um motivo de elogios que de criticas entre boa parte dos internautas se fosse uma mulher "gostosa" se apresentando, se tornou um video sobre o qual todos estão rindo e despejando criticas. Hipócritas.
Não que eu ache justificável uma mulher chegar a esse nível degradante de necessidade de atenção e exposição da própria imagem, mas a questão aqui não é o que eu penso. A questão aqui são os fatos. E os fatos são os seguintes: nós vivemos em uma sociedade onde pouca coisa ou quase nada impera mais que os estereótipos e ideais de beleza. Enquanto se tem isso, uma mulher pode fazer praticamente tudo na internet ou em qualquer outro lugar, que pouca gente vai dizer alguma coisa. Agora tenta sair um pouco desses padrões. Eu me submeti a ver o video da gordinha dançando e um outro video, postado pouco depois, de uma dançarina de verdade, "como deve ser" dançando. Que diferença eu vi entre os dois vídeos? O corpo da bailarina. E isso foi tudo.
Fora isso, nada mudou: mesmo tipo de nome artístico apelativo, mesmo tipo de musica vulgar, mesmo tipo de dança, os mesmos passos, as mesmas jogadas de cabelo e olhadas "sensuais".
Sendo assim, por que uma é exaltada como modelo enquanto a outra é ridicularizada? Por que a dançarina "molde" pode se sentir sexy, bonita, desejada e SATISFEITA com seu corpo, e uma mulher fora de todos esses padrões não pode? Ela só quis fazer exatamente o que a outra fez: se auto afirmar. Mas é incrível ver como os julgamentos foram diferentes.
Vivemos em uma época "total flex", tudo é permitido. Temos liberdade de expressão de ideias, liberdade politica e liberdade sexual. Mas, se analisarmos realmente, nada disso é verdade. Nossas ideias, visão que temos do mundo e de nós mesmos, determinam nossa concepção de politica e de sexualidade. Por sexualidade eu digo: opção sexual, posse e domínio de nossos corpos.
Temos tudo isso, no entanto, grupos políticos continuam caçando a todo custo os opositores, homossexuais continuam sendo espancados e mortos todos os dias pelo modo de vida que levam, e pessoas que, tecnicamente, tem domínio sobre seus corpos, estão sendo julgadas cruelmente por quem não as acham "boas o suficiente" para fazerem o que fazem, por não se encaixarem nos estereótipos ditados.
Isso, visto de um monto de vista histórico e sociológico, talvez fossa cômico se não fosse trágico. Afinal de contas, se voltarmos no tempo até o período clássico, podemos observar que os padrões de beleza eram totalmente diferentes (já viram um quadro de Vênus, Deusa da Beleza, idealizado naquela época?) e isso tinha um fundamento social. Naquela época, as mulheres gordinhas eram a tendencia, elas eram desejadas e vistas como superiores porque, se elas eram gordinhas, deduzia-se que elas comiam bem, e se elas comiam bem, logo, significava que elas tinham dinheiro pra fazer isso. Tudo estava relacionado com dinheiro, status. Uma camponesa não poderia comer tão bem quanto uma mulher nobre, logo, ela seria magra e pouco desejada pela sua visível condição social.
Mas, atualmente, os estereótipos são gratuitos e sem fundamento. Não existe razão social notável para todos acharem que apenas as mulheres magras sejam bonitas. Talvez tudo esteja resumido nisso. Razão social. Os clássicos pensavam e refletiam sobre sua realidade, sobre o que era lógico. Não defendo estereótipos, mas, pelos menos eles tinham explicações plausíveis para ter os deles.
E nós? que explicações temos? Nenhuma. Porque ao contrário deles, nós que somos tão "avançados" socialmente, não paramos pra pensar nisso.
Feita a pergunta, vamos entende-la. Hoje, postaram no facebook o video de uma mulher de calcinha e sutiã, dançando funk. Video apelativo e vulgar.
Isso é novidade pra alguém aqui? Acho que não. Motivo pelo qual não é novidade: se tornou normal. Agora, eu mencionei que a "dançarina" é gordinha e não condiz com os padrões com os quais todos estão acostumados? Por esse simples motivo, um video que seria muito mais um motivo de elogios que de criticas entre boa parte dos internautas se fosse uma mulher "gostosa" se apresentando, se tornou um video sobre o qual todos estão rindo e despejando criticas. Hipócritas.
Não que eu ache justificável uma mulher chegar a esse nível degradante de necessidade de atenção e exposição da própria imagem, mas a questão aqui não é o que eu penso. A questão aqui são os fatos. E os fatos são os seguintes: nós vivemos em uma sociedade onde pouca coisa ou quase nada impera mais que os estereótipos e ideais de beleza. Enquanto se tem isso, uma mulher pode fazer praticamente tudo na internet ou em qualquer outro lugar, que pouca gente vai dizer alguma coisa. Agora tenta sair um pouco desses padrões. Eu me submeti a ver o video da gordinha dançando e um outro video, postado pouco depois, de uma dançarina de verdade, "como deve ser" dançando. Que diferença eu vi entre os dois vídeos? O corpo da bailarina. E isso foi tudo.
Fora isso, nada mudou: mesmo tipo de nome artístico apelativo, mesmo tipo de musica vulgar, mesmo tipo de dança, os mesmos passos, as mesmas jogadas de cabelo e olhadas "sensuais".
Sendo assim, por que uma é exaltada como modelo enquanto a outra é ridicularizada? Por que a dançarina "molde" pode se sentir sexy, bonita, desejada e SATISFEITA com seu corpo, e uma mulher fora de todos esses padrões não pode? Ela só quis fazer exatamente o que a outra fez: se auto afirmar. Mas é incrível ver como os julgamentos foram diferentes.
Vivemos em uma época "total flex", tudo é permitido. Temos liberdade de expressão de ideias, liberdade politica e liberdade sexual. Mas, se analisarmos realmente, nada disso é verdade. Nossas ideias, visão que temos do mundo e de nós mesmos, determinam nossa concepção de politica e de sexualidade. Por sexualidade eu digo: opção sexual, posse e domínio de nossos corpos.
Temos tudo isso, no entanto, grupos políticos continuam caçando a todo custo os opositores, homossexuais continuam sendo espancados e mortos todos os dias pelo modo de vida que levam, e pessoas que, tecnicamente, tem domínio sobre seus corpos, estão sendo julgadas cruelmente por quem não as acham "boas o suficiente" para fazerem o que fazem, por não se encaixarem nos estereótipos ditados.
Isso, visto de um monto de vista histórico e sociológico, talvez fossa cômico se não fosse trágico. Afinal de contas, se voltarmos no tempo até o período clássico, podemos observar que os padrões de beleza eram totalmente diferentes (já viram um quadro de Vênus, Deusa da Beleza, idealizado naquela época?) e isso tinha um fundamento social. Naquela época, as mulheres gordinhas eram a tendencia, elas eram desejadas e vistas como superiores porque, se elas eram gordinhas, deduzia-se que elas comiam bem, e se elas comiam bem, logo, significava que elas tinham dinheiro pra fazer isso. Tudo estava relacionado com dinheiro, status. Uma camponesa não poderia comer tão bem quanto uma mulher nobre, logo, ela seria magra e pouco desejada pela sua visível condição social.
Mas, atualmente, os estereótipos são gratuitos e sem fundamento. Não existe razão social notável para todos acharem que apenas as mulheres magras sejam bonitas. Talvez tudo esteja resumido nisso. Razão social. Os clássicos pensavam e refletiam sobre sua realidade, sobre o que era lógico. Não defendo estereótipos, mas, pelos menos eles tinham explicações plausíveis para ter os deles.
E nós? que explicações temos? Nenhuma. Porque ao contrário deles, nós que somos tão "avançados" socialmente, não paramos pra pensar nisso.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Prisões contemporâneas
Hoje parei pra pensar em como as pessoas vivem presas. Dominadas, submetidas. Escravas das coisas, das situações, das pessoas, do trabalho, das redes sociais e principalmente de si próprias... A verdade é que comecei a pensar nisso depois de uma proposta de redação um tanto diferente. E sobre o tema fiz tantas conjecturas que seriam necessárias várias redações pra falar tudo que eu estava com vontade de dizer, ou pelo menos mais linhas do que se pedia. Mas aqui não tenho restrições, então, se preparem.
O fato é que pensar nisso perturbou por algum tempo as minhas definições de liberdade. Isso porque, talvez pela primeira vez, eu parei para vê-la sobre todos os pontos de vista ao mesmo tempo, e não de um ou outro de maneira isolada, o que me deu, por incrível que pareça, uma visão mais ampla do que eu teria conseguido com uma análise demorada do assunto. A rapidez das informações e ligações foram inacreditáveis.
A verdade é que tudo nos sujeita e nos oprime, até mesmo as coisas que julgamos nos darem prazer. Um bom caso disso são as redes sociais. Este é um dos casos mais claros de como não nos damos conta do quão dependentes ficamos de algo que antes, não fazia tanta diferença.
As incontáveis horas que passamos em frente ao computador, poderiam ser usadas de formas mais produtivas, temos um horizonte infindo ao nosso alcance, e muitas vezes nos limitamos a expor nossas vidas sem nenhum pudor. Vemos frequentemente pessoas que não tem um minimo de discernimento do que se é desnecessário divulgar. Uma série sem fim de vulgaridade, perda de tempo e de energia são gastas sem que nem ao menos consigamos nos dar conta disso.
Mas, se levarmos em consideração a época em que vivemos, acharemos absolutamente normal. Isso porque achamos que estamos tão avançados tecnologicamente, que estamos livres de coisas tão ilusoriamente banais como o cerceamento de nossa própria liberdade. O que me leva a outro tema, não menos interessante ou complexo.
Atualmente, é indispensável estudarmos e trabalharmos para conquistarmos um objetivo, e isto está absolutamente certo. O problema, é que muitas vezes, as pessoas perdem a noção do que é saudável. Não é incomum, por exemplo, vermos pessoas recebendo ligações do trabalho no meio de um dia de folga, no meio da noite. E todos estão tão absortos em suas vidas vazias e necessitadas de "algo mais" que não se dão conta de que se privam de viverem realmente para viverem trabalhando. Claro que é necessário o esforço, a final há contas que precisam ser pagas, mas ao mesmo tempo somos pessoas, e como pessoas, precisamos de tempo para sermos de fato pessoas. (entenderam?)
Ninguém está imune, e todos precisamos nos dar conta do que nos cerca e do que temos como prioridade. E em uma sociedade como a atual, onde os valores estão totalmente invertidos e pouco se pensa de maneira aprofundada sobre qualquer questão, temo que seja dificil concientizar a maioria de todos esses fatos. Mas é evidente de que precisamos analisar a maneira como vivemos para saber se estamos de fato vivendo ou apenas passando por aqui sem um real propósito.
Claro que é impossível mudarmos de um dia para o outro um tipo de comportamento ao qual já nos acostumamos. A mudança de pensamento e ação precisa de tempo, mas para isso, é necessário que estejamos dispostos a usar isso a nosso favor.
È incrível como as pessoas perdem as rédeas das próprias vidas, e se tornam tão absurdamente sem graça, superficiais e vulgares. E as criaturas vulgares não possuem encanto algum. Não há beleza em suas personalidades. Não pelo fato de cometerem erros, porque todos os cometemos, mas simplesmente pelo fato de que não se dão conta nem querem mudar isso. Isso é tão comum. E o comum não excita a imaginação.
Precisamos realmente parar para pensar no tipo de pessoas que somos agora. Pois como já diria Oscar Wilde: "somos o que somos, e seremos sempre o que temos sido."
O fato é que pensar nisso perturbou por algum tempo as minhas definições de liberdade. Isso porque, talvez pela primeira vez, eu parei para vê-la sobre todos os pontos de vista ao mesmo tempo, e não de um ou outro de maneira isolada, o que me deu, por incrível que pareça, uma visão mais ampla do que eu teria conseguido com uma análise demorada do assunto. A rapidez das informações e ligações foram inacreditáveis.
A verdade é que tudo nos sujeita e nos oprime, até mesmo as coisas que julgamos nos darem prazer. Um bom caso disso são as redes sociais. Este é um dos casos mais claros de como não nos damos conta do quão dependentes ficamos de algo que antes, não fazia tanta diferença.
As incontáveis horas que passamos em frente ao computador, poderiam ser usadas de formas mais produtivas, temos um horizonte infindo ao nosso alcance, e muitas vezes nos limitamos a expor nossas vidas sem nenhum pudor. Vemos frequentemente pessoas que não tem um minimo de discernimento do que se é desnecessário divulgar. Uma série sem fim de vulgaridade, perda de tempo e de energia são gastas sem que nem ao menos consigamos nos dar conta disso.
Mas, se levarmos em consideração a época em que vivemos, acharemos absolutamente normal. Isso porque achamos que estamos tão avançados tecnologicamente, que estamos livres de coisas tão ilusoriamente banais como o cerceamento de nossa própria liberdade. O que me leva a outro tema, não menos interessante ou complexo.
Atualmente, é indispensável estudarmos e trabalharmos para conquistarmos um objetivo, e isto está absolutamente certo. O problema, é que muitas vezes, as pessoas perdem a noção do que é saudável. Não é incomum, por exemplo, vermos pessoas recebendo ligações do trabalho no meio de um dia de folga, no meio da noite. E todos estão tão absortos em suas vidas vazias e necessitadas de "algo mais" que não se dão conta de que se privam de viverem realmente para viverem trabalhando. Claro que é necessário o esforço, a final há contas que precisam ser pagas, mas ao mesmo tempo somos pessoas, e como pessoas, precisamos de tempo para sermos de fato pessoas. (entenderam?)
Ninguém está imune, e todos precisamos nos dar conta do que nos cerca e do que temos como prioridade. E em uma sociedade como a atual, onde os valores estão totalmente invertidos e pouco se pensa de maneira aprofundada sobre qualquer questão, temo que seja dificil concientizar a maioria de todos esses fatos. Mas é evidente de que precisamos analisar a maneira como vivemos para saber se estamos de fato vivendo ou apenas passando por aqui sem um real propósito.
Claro que é impossível mudarmos de um dia para o outro um tipo de comportamento ao qual já nos acostumamos. A mudança de pensamento e ação precisa de tempo, mas para isso, é necessário que estejamos dispostos a usar isso a nosso favor.
È incrível como as pessoas perdem as rédeas das próprias vidas, e se tornam tão absurdamente sem graça, superficiais e vulgares. E as criaturas vulgares não possuem encanto algum. Não há beleza em suas personalidades. Não pelo fato de cometerem erros, porque todos os cometemos, mas simplesmente pelo fato de que não se dão conta nem querem mudar isso. Isso é tão comum. E o comum não excita a imaginação.
Precisamos realmente parar para pensar no tipo de pessoas que somos agora. Pois como já diria Oscar Wilde: "somos o que somos, e seremos sempre o que temos sido."
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O indivíduo e a sociedade
O ser humano é um ser que busca sentido. Mas qual é o sentido real em
viver? Porque as pessoas vivem? Porque algumas pessoas existem-no-mundo
enquanto outras são-no-mundo?
Vendo de um ponto de vista onde "minha vida faz sentido, logo, existo" o fato é que a grande maioria dos seres humanos não precisaria estar viva. E isso é meio triste. Saber que a maioria das pessoas não se pergunta o motivo de estarem aqui. Acordam todas as manhãs, abrem suas janelas rotineiramente, e nem se dão mais conta do dia que se abre por trás dela. Das possibilidades de fazer algo diferente, de ser diferente, de encontrar um propósito, de realizar um sonho, ser melhor..
E assim as vidas se vão, muito rápido, sem que nada de realmente marcante tenha sido vivenciado. As pessoas levam para os seus túmulos tudo que o queriam em vida, e que, muitas vezes, não tiverem coragem suficiente pra correr atrás. Morrem com sonhos que poderiam ter sido realizados com um pouco mais de esforço. Cada vez mais eu penso que o mundo está muito cheio, de gente muito vazia. .
De quem será que é a culpa disso? será que é só das próprias pessoas como indivíduos? Talvez não. Talvez seja mais que isso. No fundo, o problema é a massa, as pessoas como sociedade. A sociedade impõe padrões de vida, dita a moda, diz o que você deve ouvir, do que deve gostar. E em meio a tudo isso, a tantas coisas fúteis e muitas vezes inalcançáveis, a maioria desiste. Desiste dos próprios sonhos, dos próprios ideias, pra correr atrás do que é melhor visto em uma sociedade de ideais falidos.
Se todos se esforçassem um pouco mais pra pensarem sozinhos, fora da bolha sem ar que as cerca e que não permite, de forma muito subjetiva, que se tenha idéias realmente originais, criativas e revolucionárias, viveríamos em um mundo com muito menos pessoas frustadas com as próprias vidas.
A triste verdade é que a maioria não está de fato vivendo, abrangendo todos os possíveis significados dessa palavra, lutando por um ideal. Estão apenas passando por aqui, pensando que a passagem será eterna. Realmente lastimável a forma que a sociedade tem de matar as pessoas que "vivem".
Vendo de um ponto de vista onde "minha vida faz sentido, logo, existo" o fato é que a grande maioria dos seres humanos não precisaria estar viva. E isso é meio triste. Saber que a maioria das pessoas não se pergunta o motivo de estarem aqui. Acordam todas as manhãs, abrem suas janelas rotineiramente, e nem se dão mais conta do dia que se abre por trás dela. Das possibilidades de fazer algo diferente, de ser diferente, de encontrar um propósito, de realizar um sonho, ser melhor..
E assim as vidas se vão, muito rápido, sem que nada de realmente marcante tenha sido vivenciado. As pessoas levam para os seus túmulos tudo que o queriam em vida, e que, muitas vezes, não tiverem coragem suficiente pra correr atrás. Morrem com sonhos que poderiam ter sido realizados com um pouco mais de esforço. Cada vez mais eu penso que o mundo está muito cheio, de gente muito vazia. .
De quem será que é a culpa disso? será que é só das próprias pessoas como indivíduos? Talvez não. Talvez seja mais que isso. No fundo, o problema é a massa, as pessoas como sociedade. A sociedade impõe padrões de vida, dita a moda, diz o que você deve ouvir, do que deve gostar. E em meio a tudo isso, a tantas coisas fúteis e muitas vezes inalcançáveis, a maioria desiste. Desiste dos próprios sonhos, dos próprios ideias, pra correr atrás do que é melhor visto em uma sociedade de ideais falidos.
Se todos se esforçassem um pouco mais pra pensarem sozinhos, fora da bolha sem ar que as cerca e que não permite, de forma muito subjetiva, que se tenha idéias realmente originais, criativas e revolucionárias, viveríamos em um mundo com muito menos pessoas frustadas com as próprias vidas.
A triste verdade é que a maioria não está de fato vivendo, abrangendo todos os possíveis significados dessa palavra, lutando por um ideal. Estão apenas passando por aqui, pensando que a passagem será eterna. Realmente lastimável a forma que a sociedade tem de matar as pessoas que "vivem".
Superficiabilidade
O que mais vejo hoje em dia são pessoas se preocupando com coisas fúteis
que não darão nada de positivo para elas no futuro. E a forma mais
visível disso são as redes sociais. Infelizmente acho que pelo fato
delas exporem demais o indivíduo, e de que requerem muito tempo pra
isso, você acaba percebendo o quão vazias algumas pessoas podem ser. E
isso é surpreendente! Eu acho. Porque a internet é um
mundo de possibilidades, até mesmo nas redes sociais se pode fazer mais
do que postar detalhes minuciosos e inúteis do seu dia, falar sobre
cinco amores eternos por ano (chutando baixo), e mandar indiretas pra
pessoas que ás vezes, nem te seguem.
As pessoas tem se preocupado tanto com superficialidades, que se esquecem que o relógio da vida age com crueldade com quem se baseia apenas na aparência. Construir uma casa começa pela fundação e o acabamento é última coisa que se faz, mas é a primeira que é destruída pelo tempo. E a maioria se preocupa mais com o que parece, com que os outros pensam, do que com o que elas pensam sobre si mesmas. Estão mais interessadas em parecem "boas", no conceito dos que ela admira e pelos quais quer ser admirada, do que serem realmente boas como seres humanos, como pessoas.
Mas sabe qual o que me consola? é que o mundo gira rápido e com um propósito. Um dia ou outro, as pessoas vão se dar conta dos erros que tem cometido. Tomara que não seja tarde.
As pessoas tem se preocupado tanto com superficialidades, que se esquecem que o relógio da vida age com crueldade com quem se baseia apenas na aparência. Construir uma casa começa pela fundação e o acabamento é última coisa que se faz, mas é a primeira que é destruída pelo tempo. E a maioria se preocupa mais com o que parece, com que os outros pensam, do que com o que elas pensam sobre si mesmas. Estão mais interessadas em parecem "boas", no conceito dos que ela admira e pelos quais quer ser admirada, do que serem realmente boas como seres humanos, como pessoas.
Mas sabe qual o que me consola? é que o mundo gira rápido e com um propósito. Um dia ou outro, as pessoas vão se dar conta dos erros que tem cometido. Tomara que não seja tarde.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Made in TV

Às vezes, eu paro para reparar nas pessoas que estão em minha volta, naquelas que vejo com frequência ou as que vejo muito raramente, mas enfim...
Ando percebendo que ninguém está satisfeito, ninguém está realmente feliz.
Parem e pensem: qual foi a ultima vêz que você viu uma pessoa dizer que gostava realmente do rumo em que estava sua vida?!
Difícil né?
Na minha opinião, as pessoas não estão felizes por coisas que, às vezes, nem elas mesmas sabem. Por exemplo: A MÍDIA.
Aí você se pergunta: o que a mídia tem a ver com isso? Qual é a culpa dela por as pessoas não estarem felizes?
Eu respondo.
A televisão, por exemplo, vende para as pessoas uma felicidade, uma alegria, amores... coisas que se você for avaliar friamente e com razão, são muito poucas as pessoas que vivem essa realidade ( muito poucas realmente).
Não acreditam!? então parem para ver um pouco de televisão. Você vai ver alguma novela que retrate um amor perfeito, ou que fale sobre alguém que está totalmente satisfeito com sua vida.
Você vai ver inúmeros comerciais e programas que falam sobre a vida e as pessoas de forma ingênua e perfeita, mostra ideais de beleza os quais as pessoas querem seguir. Mostram a moda que elas devem querer aderir. Você começou a entender? Ainda não?!
Então deixe-me ser mais objetiva:
A mídia desde sempre ditou tendências, ideais e formas de vida para que as pessoas desejem. Mas o que acontece é que não é assim tão fácil. Não é assim tão simples.
Suponhamos que uma pessoa que já não esteja se sentindo bem com sua vida PARE PARA VER algum comercial ou novela, ou qualquer coisa que mostre esse tipo de felicidade que nelas é retratada. O que vai acontecer?
Essa pessoa vai se sentir ainda mais infeliz com sua vida, por que não tem o corpo daquela atriz, ou por que não tem aquela casa e aquele emprego.
Uma esposa pode perceber que seu marido não é EXATAMENTE aquele "Brad Pitt" que abriu a porta do carro para a namorada entrar. Um homem pode se dar conta que não pode dar para sua família aquele padrão de vida tão desejável... A lista é infinita!
E isso tudo resulta em uma só coisa: INFELICIDADE.
Infelicidades que gera insatisfação. Insatisfação que gera brigas. Brigas que podem levar ao divórcio de um casal, por exemplo que estaria muito bem obrigada, se não tivessem parâmetros tão irreais para comparar com a própria relação. Leva uma jovem NORMAL a tornar-se BULÍMICA ou ANORÉXICA siplesmente porque a revista A, B, ou "consultores de beleza" dizem (com seus manequins) que o número da sua calça DEVE ser 36. E assim caminha a humanidade.
O meu conselho é:
Parem de se influenciar pela mídia,
Pare um pouco de achar que só vai ser feliz se tiver, se for e se quiser
o que a mídia quer que você queira. Seja você mesmo.
Viva a seu modo, seu padrão, toque a sua vida da maneira que lhe for propícia e que melhor se encaixe em sua realidade. Aceite seu corpo de acordo com seu biotipo.
E como diria Herbert Vianna: "cuide bem do seu amor, seja quem for"... Cada pessoa expressa sentimentos de um jeito, não significa que tenha de fazer "assim" ou "assado".
Não viva imaginando como a sua vida seria SE você tivesse aquilo, SE você fosse daquele jeito, o SE não é real. A sua vida sim.
Então decida-se:
Você quer o que você realmente quer,
ou você quer o que a mídia quer que você queira?
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Briga com a felicidade
Lágrimas escorrem
Tristeza nas noites
Busca frenética de afetos
Gritos de socorro não ouvidos...
No rosto a nítida descrição da alma
Que aflita passa despercebida
Aos olhos dos viajantes,
Ou apenas a “cara de paisagem”
Que tento fazer todos os dias
Para que ninguém perceba
O que se passa em mim...
Até que gosto de ser feliz.
Mas a felicidade tem brigado comigo todos os dias
Temos nos desentendido...
Não estamos falando a mesma língua.
O que é felicidade pra mim,
Não é o que ela têm me trazido...
É como se eu sentisse que vida me foge,
Como se não houvesse mais tempo...
Quero ser feliz aqui, AGORA
Não quero mais esperar.
E aqui estou eu, ausente
Diante desta mesa...
Me sinto num mundo
Onde as prioridades são diferentes
Do que deveriam ser.
As pessoas procuram qualquer coisa
Para momentaneamente as satisfazer...
Não quero a vida pela metade,
Bater de frente com a realidade
Não! Não é assim que precisa ser...
... E as lágrimas continuam caindo...
Tristeza nas noites
Busca frenética de afetos
Gritos de socorro não ouvidos...
No rosto a nítida descrição da alma
Que aflita passa despercebida
Aos olhos dos viajantes,
Ou apenas a “cara de paisagem”
Que tento fazer todos os dias
Para que ninguém perceba
O que se passa em mim...
Até que gosto de ser feliz.
Mas a felicidade tem brigado comigo todos os dias
Temos nos desentendido...
Não estamos falando a mesma língua.
O que é felicidade pra mim,
Não é o que ela têm me trazido...
É como se eu sentisse que vida me foge,
Como se não houvesse mais tempo...
Quero ser feliz aqui, AGORA
Não quero mais esperar.
E aqui estou eu, ausente
Diante desta mesa...
Me sinto num mundo
Onde as prioridades são diferentes
Do que deveriam ser.
As pessoas procuram qualquer coisa
Para momentaneamente as satisfazer...
Não quero a vida pela metade,
Bater de frente com a realidade
Não! Não é assim que precisa ser...
... E as lágrimas continuam caindo...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Protesto
Diante de tantas falhas humanas,
Sentimo-nos pequenos demais
Frágeis demais
Expostos demais...
Traições e Falsidades
Vêm de onde menos se espera
Cada um se preocupa com suas próprias vaidades,
E seus interesses acima de tudo impera
Vive-se num mundo monocromático:
Veste-se segundo a moda ditada por alguém
Uma variedade de coisas iguais é o que vemos pelas ruas
E as pessoas estão se tornando assim como as coisas também:
Sem gosto, sem graça, sem prazer...
Está tudo muito igual. Relações são iguais.
Estamos todos no atacado nesta imensa loja,
Onde você é o que tem na carteira,
Coisas são mais importantes que pessoas
Vale a lei da oferta e da procura
E quem chegar primeiro leva.
Não quero aqui parecer puritana
Mas gostaria de falar dos valores morais
Onde em ter apenas um não se contenta
Quer-se muito mais!
A vida é ditada pela TV
E tomamos por verdade absoluta o que vemos nos jornais
Revistas com mulheres “photoshopadas”
Nos dizem como devemos ser
E nos faz sentir como se não fôssemos normais
Mas que grande ilusão
Que grande bobagem
A etiqueta da mala
Vale mais que a bagagem
Seres humanos imperfeitos
Buscando a impossível perfeição
Perdem todo o seu precioso tempo
Tentando fazer as coisas
Parecerem o que não são...
Sentimo-nos pequenos demais
Frágeis demais
Expostos demais...
Traições e Falsidades
Vêm de onde menos se espera
Cada um se preocupa com suas próprias vaidades,
E seus interesses acima de tudo impera
Vive-se num mundo monocromático:
Veste-se segundo a moda ditada por alguém
Uma variedade de coisas iguais é o que vemos pelas ruas
E as pessoas estão se tornando assim como as coisas também:
Sem gosto, sem graça, sem prazer...
Está tudo muito igual. Relações são iguais.
Estamos todos no atacado nesta imensa loja,
Onde você é o que tem na carteira,
Coisas são mais importantes que pessoas
Vale a lei da oferta e da procura
E quem chegar primeiro leva.
Não quero aqui parecer puritana
Mas gostaria de falar dos valores morais
Onde em ter apenas um não se contenta
Quer-se muito mais!
A vida é ditada pela TV
E tomamos por verdade absoluta o que vemos nos jornais
Revistas com mulheres “photoshopadas”
Nos dizem como devemos ser
E nos faz sentir como se não fôssemos normais
Mas que grande ilusão
Que grande bobagem
A etiqueta da mala
Vale mais que a bagagem
Seres humanos imperfeitos
Buscando a impossível perfeição
Perdem todo o seu precioso tempo
Tentando fazer as coisas
Parecerem o que não são...
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Pirata do amor
Ele conhece bem os mares onde navega
E os oceanos como a palma de sua mão
Guiado como que por uma bússula
Chega facilmente ao desprotegido coração
Ele sabe bem o que dizer
E onde tocar
Sabe que arrastará mil olhares
Onde quer que passar
Eleito o capitão do navio
Ele comanda suas tripulantes palavras
Que irão onde lhe apraz,
Especializou-se a encontrar moças carentes
Ah... Mas ele sabe o bem que faz!
Cheio de astúcia e sem rodeios,
Cruza longos mares e oceanos
Navega pelos mais diversos seios,
E seu versejar agrada gregos e romanos.
Um roubo aqui
E outra pilhagem ali,
Segue á procura de novos horizontes...
Ele irá aonde o ouro brilhar mais,
Pois seu coração errante
Nunca, jamais se satisfaz!
E os oceanos como a palma de sua mão
Guiado como que por uma bússula
Chega facilmente ao desprotegido coração
Ele sabe bem o que dizer
E onde tocar
Sabe que arrastará mil olhares
Onde quer que passar
Eleito o capitão do navio
Ele comanda suas tripulantes palavras
Que irão onde lhe apraz,
Especializou-se a encontrar moças carentes
Ah... Mas ele sabe o bem que faz!
Cheio de astúcia e sem rodeios,
Cruza longos mares e oceanos
Navega pelos mais diversos seios,
E seu versejar agrada gregos e romanos.
Um roubo aqui
E outra pilhagem ali,
Segue á procura de novos horizontes...
Ele irá aonde o ouro brilhar mais,
Pois seu coração errante
Nunca, jamais se satisfaz!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Consumismo.

Já repararam que tudo é motivo pra sairmos e comprarmos alguma coisa?
E o que você compra, se for um presente, por exemplo, mostra o quanto você gosta da pessoa presenteada. Ou se é algo para você, mostra o quanto você gasta, seu gosto, estilo, sua personalidade.
Será que dá pra parar com isso?
Gente, pelo amor de deus! Todos esses feriados: Páscoa, natal, aniversário ( pra mim é feriado KK’) . Todos esses “dias”: Dias das mães, dos pais, das crianças.
Respondam rápido: Qual é o significado de todos esses dias?
Presentes!
(Quase) ninguém comemora esses dias, pelos seus reais significados.
Muitos, não estão nem preocupados com o que todos esses dias representam. Apenas querem uma desculpa pra gastar.
A páscoa, por exemplo. Tem um significado lindo, mas, Quem liga? No fundo, todos só querem mesmo os chocolates. (Não estou falando que eu não goste de ganhar os ovos, muito pelo contrario. Adoro. Mas isso não é tudo).
Claro, que todos estamos condicionados a isso. Mas pelo menos uma vês, em pelo menos um desses feriados, tentem, mas tentem de verdade, conciliar tantos presentes, tanta futilidade, com um pouco de amor. Um pouco de carinho, um pouco do espírito que esses dias trazem.
Coloquem em suas cabeças, que esse tipo de coisa, apesar de importante, não é tudo na vida.
Não quero também generalizar, e dizer pra que todos virem Hipiies (kk’),
Como eu disse anteriormente, quero apenas que conciliem as duas coisas. Presenteiem, gastem. Mas tente unir a tudo isso, Uma vida. Sentimentos, momentos.
No fim de tudo, não vão ser os presentes que serão lembrados. Mas os momentos.
Como já disseram: O que agente leva da vida, é a vida que agente leva.
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