... Essas melodias cheias de tristeza, são talvez saudades que eu tinha.
São as confidências dessa natureza de milhares de almas que possuo na minha...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Utopia
De ti vem esta alegria pura, singela, irradiante como o sol na manha rumorosa, cheia de orvalhos, de pássaros, de luz e da ansiedade imensa de completar o amor!
De ti vem esta alegria silenciosa e inexplicável de saber que vivo no ritmo feliz da sinfonia universal dos elementos.
De ti me vem o sussurro das voses melódicas e a linguagem inefável deste amor.
De ti me vem esta alegria de ser livre e de estar sozinha te esperando
nalgumas dessas ilhas afastadas, perdidas no pacífico do sonho.
De ti vem esta alegria silenciosa e inexplicável de saber que vivo no ritmo feliz da sinfonia universal dos elementos.
De ti me vem o sussurro das voses melódicas e a linguagem inefável deste amor.
De ti me vem esta alegria de ser livre e de estar sozinha te esperando
nalgumas dessas ilhas afastadas, perdidas no pacífico do sonho.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
...
Mortais mas eternos somos:
eternos em alma, eternos em gosto,
em mistério, eternos.
Tão longe estávamos antes,
longe da terra, estranhos,
longe e sem nome.
Agora, porém, sabemos:
Sabemos um perfume,
uma música, uma casa,
um sentimento, outro corpo...
Sabemos quem sabe de outros mundos; sabemos muito,
mas sabemos que nunca saberemos tudo...
eternos em alma, eternos em gosto,
em mistério, eternos.
Tão longe estávamos antes,
longe da terra, estranhos,
longe e sem nome.
Agora, porém, sabemos:
Sabemos um perfume,
uma música, uma casa,
um sentimento, outro corpo...
Sabemos quem sabe de outros mundos; sabemos muito,
mas sabemos que nunca saberemos tudo...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Canção de finados
Não seremos inúteis.
Em silencio conduziremos tochas de fogo, e pelas ruas ermas, nas calçadas, nos muros impedidos de cartazes, pincelaremos tinta, na mensagem que nunca ousamos decifrar na vida.
Não seremos inúteis.
Passaremos assim como passaram nossos ancestrais:
mãos abertas a pedir, mas dando;
os olhos fundos a chorar, mas sorrindo.
Em silencio conduziremos tochas de fogo, e pelas ruas ermas, nas calçadas, nos muros impedidos de cartazes, pincelaremos tinta, na mensagem que nunca ousamos decifrar na vida.
Não seremos inúteis.
Passaremos assim como passaram nossos ancestrais:
mãos abertas a pedir, mas dando;
os olhos fundos a chorar, mas sorrindo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Consumismo.

Já repararam que tudo é motivo pra sairmos e comprarmos alguma coisa?
E o que você compra, se for um presente, por exemplo, mostra o quanto você gosta da pessoa presenteada. Ou se é algo para você, mostra o quanto você gasta, seu gosto, estilo, sua personalidade.
Será que dá pra parar com isso?
Gente, pelo amor de deus! Todos esses feriados: Páscoa, natal, aniversário ( pra mim é feriado KK’) . Todos esses “dias”: Dias das mães, dos pais, das crianças.
Respondam rápido: Qual é o significado de todos esses dias?
Presentes!
(Quase) ninguém comemora esses dias, pelos seus reais significados.
Muitos, não estão nem preocupados com o que todos esses dias representam. Apenas querem uma desculpa pra gastar.
A páscoa, por exemplo. Tem um significado lindo, mas, Quem liga? No fundo, todos só querem mesmo os chocolates. (Não estou falando que eu não goste de ganhar os ovos, muito pelo contrario. Adoro. Mas isso não é tudo).
Claro, que todos estamos condicionados a isso. Mas pelo menos uma vês, em pelo menos um desses feriados, tentem, mas tentem de verdade, conciliar tantos presentes, tanta futilidade, com um pouco de amor. Um pouco de carinho, um pouco do espírito que esses dias trazem.
Coloquem em suas cabeças, que esse tipo de coisa, apesar de importante, não é tudo na vida.
Não quero também generalizar, e dizer pra que todos virem Hipiies (kk’),
Como eu disse anteriormente, quero apenas que conciliem as duas coisas. Presenteiem, gastem. Mas tente unir a tudo isso, Uma vida. Sentimentos, momentos.
No fim de tudo, não vão ser os presentes que serão lembrados. Mas os momentos.
Como já disseram: O que agente leva da vida, é a vida que agente leva.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Meia noite
Ah! meu Deus, quanto tédio ainda poderei suportar?
Caiu a noite, mais um dia terminou, outro dia começa e eu aqui escrevendo...Quem me dera estar a fazer algo motivador, algo que me desse alguma emoção, mas nesse ultimo mês o tédio veio morar em mim, se instalou, trouxe a bagagem e insiste em não ir embora.
È noite... eu estou aqui neste quarto a escrever e a pensar quando tudo irá acabar, esta noite tão longa, não sei se vou suportar.
A noite pra mim ás vezes é o começo de um tormento envolvido num silêncio insuportável.
Parece que já passou tanto tempo, e ainda é meia noite...
Caiu a noite, mais um dia terminou, outro dia começa e eu aqui escrevendo...Quem me dera estar a fazer algo motivador, algo que me desse alguma emoção, mas nesse ultimo mês o tédio veio morar em mim, se instalou, trouxe a bagagem e insiste em não ir embora.
È noite... eu estou aqui neste quarto a escrever e a pensar quando tudo irá acabar, esta noite tão longa, não sei se vou suportar.
A noite pra mim ás vezes é o começo de um tormento envolvido num silêncio insuportável.
Parece que já passou tanto tempo, e ainda é meia noite...
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Sombras
Já disfarço o meu desejo em lembranças, nada mais.
A sombra de alguma ausência penetrou na minha vida, deixou rastros.... e nunca mais me deixou.
Ficou presa no meu corpo, tomou conta da minha alma.
Fez-me pedra, vento, lago; e tanto mexeu comigo que um dia me senti leve, feita de sombra também.
Levava a tarde no rosto, silêncio no coração.
Imagens muitas da vida brincavam na minha frente. Paisagens semi-escondidas no tempo se juntavam, construíam uma argamassa de sonho que aos poucos desfazia-se num grito de solidão.
A sombra me vendo sombra, de igual natureza e cor,
a sombra se fez autónoma, saiu de dentro de mim, deu-me os pulsos pela rua, e andamos por muitos dias, casal de sombras felizes, alheio aos olhos das pessoas, que se riam de nós dois,
(ou só de mim,)
Porque a sombra que comigo caminhava não se dava a conhecer.
A sombra de alguma ausência penetrou na minha vida, deixou rastros.... e nunca mais me deixou.
Ficou presa no meu corpo, tomou conta da minha alma.
Fez-me pedra, vento, lago; e tanto mexeu comigo que um dia me senti leve, feita de sombra também.
Levava a tarde no rosto, silêncio no coração.
Imagens muitas da vida brincavam na minha frente. Paisagens semi-escondidas no tempo se juntavam, construíam uma argamassa de sonho que aos poucos desfazia-se num grito de solidão.
A sombra me vendo sombra, de igual natureza e cor,
a sombra se fez autónoma, saiu de dentro de mim, deu-me os pulsos pela rua, e andamos por muitos dias, casal de sombras felizes, alheio aos olhos das pessoas, que se riam de nós dois,
(ou só de mim,)
Porque a sombra que comigo caminhava não se dava a conhecer.
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