sábado, 13 de abril de 2013

Vida!

Esta que me sorri, bela e gentil.
a brisa que me traz repentina felicidade
Este céu, que mesmo nublado me traz satisfação
Os sons... o silencio...
A paz e até mesmo um turbilhão

Um amor perdido... um amor encontrado...
Esta chama que teima em não se apagar
Tanta felicidade me vêm
que me vejo a poetar

Sozinha, aqui
De mim mesma olhando no espelho
Vendo marcas deixadas
Na alma e no corpo
O amor e a saudade

E que importa se não fui amada
na mesma intensidade?
EU SOU O AMOR:

O amor de Deus em mim,
Na perfeição de cada célula
sou um universo em expansão.
sou a excelência da criação!

Obra de autor sem igual
e me vi a pensar
que ser feliz assim é natural...

o pássaro a cantar em minha janela
só queria me dizer
que para ser feliz, basta querer.

Hoje sei que de nada adianta
sentar e chorar:
cada problema traz consigo também a solução
é preciso arregaças as mangas
e partir para a ação.

Cabe á Nós  olhar a vida de frente,
e não permitir que ela seja
entre o nascimento e a morte
apenas uma transição!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Tente!

 A cada dia vivemos um pouco de nossas vidas; ás vezes desanimamos, outras vezes nos sentimos felizes.
Somos ambiciosos e por isso desejamos a felicidade a todo tempo, e as vezes nos decepcionamos muito quando algo não sai como nós desejávamos.
 Mas é necessário que quando houver decepção, haja a consciência de que antes chorar decepcionada por ter feito algo que tanto queria, deixado meu sonho viver, que sentir-se covarde por não ter sequer tentado, e feito morrer algo tão sonhado.

sábado, 9 de março de 2013

A vida... E a falta dela

 Há dias em que nos sentimos realmente só e infelizes...
Nesses dias é como se agente acordasse
Mas continuasse a dormir...

 Sentimento de solidão. Angústia.
Quem nunca se sentiu assim?

 Dias em que precisamos fazer um esforço
Para acreditar em alguma coisa
Para sentir a vida pulsar
Em nosso peito

 Vontade de viver
E não apenas de existir...

 Tanto que andamos em círculos
À nossa própria volta!

 Talvez possamos assistir
A toda movimentação em redor
...Mas é como se não estivéssemos ali...

 Tanto que tenho tentado fazer o que é certo...
Tanto que tenho errado
Por tanto fazer certo...

 Certo... Errado... Conceitos... Pré conceitos.

 E a mim mesma me vejo
Nessa ânsia de encontrar algo
Que me tire esse sentimento estranho

- O que estou sentindo mesmo?
- Não sei...

 E nesse diálogo-monólogo comigo mesma,
Ando oculta,
Sem saber o caminho:
- Esquerda ou direita?

 Duvidas...

 Tanto podem ser uma alavanca para a mudança
Como podem ser uma areia movediça
Que nos faz afundar cada vez mais
Onde estamos...

 Temo viver toda minha vida
Apenas buscando sem conseguir encontrar...

 E atrás da pálpebra desesperada
O frio... E a solidão...
O sono... E a necessidade de estar acordada....
As horas... E a falta de tempo...
A vida... E a falta dela...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A homossexualidade e a sociedade

 Sempre que eu vejo religiosos extremistas ou mesmo pessoas que se dizem "mente aberta" condenando os "pecados" dos outros, me pergunto se essas pessoas já pararam pra pensar nas próprias vidas.
Existe uma coisa em particular, sobre a qual essas pessoas adoram palpitar e vomitar preconceito: opção sexual. Já cansei de ver páginas, tanto normais quanto (principalmente) evangélicas, condenando os homossexuais por seu "estilo de vida pecaminoso". Quantos pelo mundo já não foram as ruas protestar, simplesmente pelo fato de não concordarem com o que os outros fazem de suas próprias vidas? E eu me pergunto: será que esse tipo de gente tem visto o mundo como ele é? Existem tantos problemas, tantos pecados, e mesmo assim, em relação á eles, as pessoas se mantem alheias.
  É certo que também é pecado roubar, mas eu não vejo um grupo furioso de evangélicos protestando em frente ao senado ou na frente da casa de seus pastores corruptos. Não vejo os católicos extremistas com cartazes em frente ao Vaticano protestando contra a pedofilia cometida por muitos padres. Pessoas comuns julgam a homossexualidade como se seus próprios "pecados" sexuais fossem mais dignos, aceitáveis ou mais justificáveis. Adoram dizer que a homossexualidade não constitui família, mas muitos vivem em devassidão, com um parceiro ou mais por noite a cada fim de semana. Que tipo de família isso tem gerado? Sou hetero, mas não sou cega, estou vendo o que tem acontecido no mundo.
A verdade é que nesse caso, não existe pecado maior ou menor. Se fossemos ver assim, já estaríamos todos condenados. Todos pecamos.
  Vejo que o governo e as próprias pessoas, o povo, muitas vezes absolvem e reintegram assassinos, bandidos e pedófilos na sociedade, em altos cargos públicos, mas pessoas cujo único crime e pecado são um amor diferente, são discriminadas e mortas todos os dias. E todo aquele papo de amor cristão? de "amai ao próximo"? Todo mundo gosta tanto de citar a bíblia... Deus nunca disse: amai seu semelhante. Disse: "amai ao próximo". E disse mais: "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam?" (Lucas, 6:32). Sei muito bem, e todos também sabem, que do ponto de vista religioso e bíblico, TODOS os temas que eu tratei aqui, são pecados. Você, hetero que vive em devassidão, não está menos propenso a ser condenado ao inferno do que acha que um gay está. Mas é fácil só ver o pecado nos outros e não em nós.
  Um jovem americano foi expulso do exército por ter um relacionamento com um colega e disse em entrevista: "recebi medalhas e honra por matar mais de 10 homens na guerra, e fui banido e julgado por ter amado um".
Tendo em vista outro principio religioso, outra citação bíblica: "quem nunca pecou que atire a primeira pedra" ou " só quem te pode julgar é Deus", Que direito temos nós de julgar o amor dos outros?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Oração

Senhor, hoje eu vim falar contigo;
Eu não sei o que há comigo pra
estar vazia assim...
Meu olhar está molhado, meu sorriso
tão calado... Me perdi dentro de mim.
A minha alma está tão triste:
ela pensa que partiste, a deixando em solidão.
Há momentos em que a gente tem vontade
de deixar tudo e fugir.
E muitos vão morrendo nesta vida sem esperança.

Eu, porém, confio em tí.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Poetas, palavras...

"Deusas não precisam de palavras"
Me disse um poeta uma vez. Apesar do imenso elogio e de ter ficado com cara de boba ao ler a frase, fiquei com ela ecoando em meus pensamentos e cheguei a conclusão de que nos apaixonamos mais por palavras que por pessoas....  Palavras são mais bonitas.
Por elas expressamos sentimentos que muitas vezes pessoalmente, não conseguimos expressar...

Por elas, nos apaixonamos pelos poetas, donos de habilidade ímpar em ordená-las de forma a encantar quem as lê, e fazer com que o leitor se imagine no lugar do poeta, sentindo a mesma alegria, tristeza ou paixão... Ou melhor ainda, no lugar da fonte de inspiração do poeta, quando as palavras que estão ali, são desejáveis de ser ouvidas pelo ser amado.

Penso que cansei de me apaixonar por pessoas, e habituei-me a estar encantada por palavras.   Ah... Esse incrível e fascinante mundo virtual!  Nele podemos ser incrivelmente amados, podemos deitar numa rede cibernética e imaginar um ser perfeito, exatamente ali ao nosso lado, sentindo o mesmo grande amor, concordando com cada palavra que escrevemos, conjugando os mesmos verbos.

Incansavelmente, nos perdemos em nossos sonhos e anseios, e desenhamos na tela o perfil do nosso ideal de amor, de amizade, de seja lá qual for o nosso sentimento no momento...  Até a tristeza fica linda e perfeita, quando a colocamos em forma de prosa e poesia!   

Poetas e palavras...  Palavras e poetas...

Como não amá-los?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A liberdade sexual e os estereótipos

 Vou começar o texto com uma pergunta: quais são, atualmente, os conceitos do que é bonito e aceitável e do que não é?
 Feita a pergunta, vamos entende-la. Hoje, postaram no facebook o video de uma mulher de calcinha e sutiã, dançando funk. Video apelativo e vulgar.
Isso é novidade pra alguém aqui? Acho que não. Motivo pelo qual não é novidade: se tornou normal. Agora, eu mencionei que a "dançarina" é gordinha e não condiz com os padrões com os quais todos estão acostumados? Por esse simples motivo, um video que seria muito mais um motivo de elogios que de criticas entre boa parte dos internautas se fosse uma mulher "gostosa" se apresentando, se tornou um video sobre o qual todos estão rindo e despejando criticas. Hipócritas.
 Não que eu ache justificável uma mulher chegar a esse nível degradante de necessidade de atenção e exposição da própria imagem, mas a questão aqui não é o que eu penso. A questão aqui são os fatos. E os fatos são os seguintes: nós vivemos em uma sociedade onde pouca coisa ou quase nada impera mais que os estereótipos e ideais de beleza. Enquanto se tem isso, uma mulher pode fazer praticamente tudo na internet ou em qualquer outro lugar, que pouca gente vai dizer alguma coisa. Agora tenta sair um pouco desses padrões. Eu me submeti a ver o video da gordinha dançando e um outro video, postado pouco depois, de uma dançarina de verdade, "como deve ser" dançando. Que diferença eu vi entre os dois vídeos? O corpo da bailarina. E isso foi tudo.
Fora isso, nada mudou: mesmo tipo de nome artístico apelativo, mesmo tipo de musica vulgar, mesmo tipo de dança, os mesmos passos, as mesmas jogadas de cabelo e olhadas "sensuais".
 Sendo assim, por que uma é exaltada como modelo enquanto a outra é ridicularizada? Por que a dançarina "molde" pode se sentir sexy, bonita, desejada e SATISFEITA com seu corpo, e uma mulher fora de todos esses padrões não pode? Ela só quis fazer exatamente o que a outra fez: se auto afirmar. Mas é incrível ver como os julgamentos foram diferentes.
 Vivemos em uma época "total flex", tudo é permitido. Temos liberdade de expressão de ideias, liberdade politica e liberdade sexual. Mas, se analisarmos realmente, nada disso é verdade. Nossas ideias, visão que temos do mundo e de nós mesmos, determinam nossa concepção de politica e de sexualidade. Por sexualidade eu digo: opção sexual, posse e domínio de nossos corpos.
Temos tudo isso, no entanto, grupos políticos continuam caçando a todo custo os opositores, homossexuais continuam sendo espancados e mortos todos os dias pelo modo de vida que levam, e pessoas que, tecnicamente, tem domínio sobre seus corpos, estão sendo julgadas cruelmente por quem não as acham "boas o suficiente" para fazerem o que fazem, por não se encaixarem nos estereótipos ditados.
 Isso, visto de um monto de vista histórico e sociológico, talvez fossa cômico se não fosse trágico. Afinal de contas, se voltarmos no tempo até o período clássico, podemos observar que os padrões de beleza eram totalmente diferentes (já viram um quadro de Vênus, Deusa da Beleza, idealizado naquela época?) e isso tinha um fundamento social. Naquela época, as mulheres gordinhas eram a tendencia, elas eram desejadas e vistas como superiores porque, se elas eram gordinhas, deduzia-se que elas comiam bem, e se elas comiam bem, logo, significava que elas tinham dinheiro pra fazer isso. Tudo estava relacionado com dinheiro, status. Uma camponesa não poderia comer tão bem quanto uma mulher nobre, logo, ela seria magra e pouco desejada pela sua visível condição social.
 Mas, atualmente, os estereótipos são gratuitos e sem fundamento. Não existe razão social notável para todos acharem que apenas as mulheres magras sejam bonitas. Talvez tudo esteja resumido nisso. Razão social. Os clássicos pensavam e refletiam sobre sua realidade, sobre o que era lógico. Não defendo estereótipos, mas, pelos menos eles tinham explicações plausíveis para ter os deles.
E nós? que explicações temos? Nenhuma. Porque ao contrário deles, nós que somos tão "avançados" socialmente, não paramos pra pensar nisso.